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Artigo| LEVANTANDO POEIRA

26 de maio de 2014 1

AFONSO MOTTA
Advogado e produtor rural

 

O Rio Grande do Sul é o quarto Estado mais rico da federação, mas tem a menor malha rodoviária pavimentada do país. Com apenas 7,2% das rodovias pavimentadas, sejam elas estaduais, federais e vicinais, ficamos abaixo da média nacional, que é de 13 quilômetros asfaltados em cada cem. E ainda mais embaixo porque essa média coloca o Brasil no último lugar em pavimentação entre as 20 maiores economias mundiais. Isso significa que, em termos de estradas, ainda estamos fincados nos padrões do século passado. É no saibro, no barro e na buraqueira que transita a exuberância da produção agrícola e, junto com o descaso e a má conservação, na carona vão as perdas provocadas na economia regional e estadual. Não bastasse o atraso estrutural no investimento em rodovias modernas, o pouco que existe está em péssimo estado de conservação, prejudica a circulação de carros e a economia, especialmente as safras abundantes, como a atual. Isto para não falar na integração com o Uruguai e a Argentina, com grande fluxo turístico no verão e cargas todo o ano.
Neste cenário é que se insere a questão dos pedágios e a relação dos governos estadual e federal. No aguardo dos trâmites burocráticos, as estradas estão abandonadas mas o trânsito de veículos é contínuo com o aumento da frota e o excesso de peso dos caminhões. O resultado, além dos prejuízos econômicos, está refletido no aumento do número de óbitos. Outro agravante são os congestionamentos em trechos com boa pavimentação e sinalização, como acontece nos entornos da Região Metropolitana.
Verdade é que a infraestrutura nacional não se preparou para o surto de crescimento econômico da atualidade. Sem estradas e outros modais, como o ferroviário e o hidroviário, sem aeroportos e uma política para a aviação, continuamos no passado. Se queremos mobilidade, desenvolvimento e segurança viária, a discussão sobre o pedágio deve superar o debate político, buscando a qualificação do transporte e a garantia do trânsito seguro.

Comentários (1)

  • BARBOSA diz: 26 de maio de 2014

    Quantos bilhões foi arrecadado desde que começou as cobranças de pedágio, e mais os bilhões em multas cobradas aqui no nosso estado, e ainda assim o estado ta quebrado, nossos políticos são fracos, ruins, de má qualidade, salafrários, por deixarem nosso estado chegar nesse descaso que esta. Não tenho faculdade, não sou cego e não sou ignorante no assunto de nossa realidade.

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