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Editorial| FOGO AMIGO

27 de maio de 2014 1

 

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Começou de forma preocupante o esquema de segurança da Copa, como o país pôde constatar ontem durante o deslocamento de jogadores da Seleção entre o Rio de Janeiro e a Granja Comary em Teresópolis. Manifestantes contrários à realização do evento _ a maioria professores das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro _ encontraram caminho livre para colocar decalcos e bater no ônibus no qual os atletas se deslocavam para a concentração. Embora não tenha havido violência, o episódio tem potencial para gerar intranquilidade dentro e fora do país. Demonstra, no mínimo, que houve um descuido da segurança e dá uma ideia do quanto a democracia será testada até o encerramento do certame.
Protestos de grupos desfavoráveis à Copa ou que simplesmente se aproveitam da visibilidade propiciada no momento em que as atenções de boa parte do mundo se voltam para o Brasil precisam ser vistos como naturais num país livre. Só não podem prejudicar terceiros. Os episódios associados ao primeiro dia de concentração indicam que as minorias dispostas a fazer barulho estão mesmo decididas a complicar a competição, sem qualquer consideração com a vontade da maioria e com os prejuízos à imagem do país no contexto internacional.
Eventos dessa grandeza sempre provocam sobressaltos. Mesmo na Alemanha, frequentemente apontada como parâmetro de eficiência, a Copa de 2006 gerou inquietações em relação à segurança. Na África do Sul, num determinado momento, a combinação de manifestações com atrasos das obras chegou a passar a ideia de que a realização do Mundial de 2010 estava ameaçada. Em ambos os países, o futebol acabou se impondo como um traço comum entre povos marcados por diferenças abissais e a grande festa do mundo esportivo pôde transcorrer sem maiores percalços. Sem prejuízo à livre manifestação, essa deve ser também a expectativa em relação ao Brasil.
O país precisa conciliar os direitos de minorias inconformadas com o das maiorias interessadas em vê-lo cumprir compromissos assumidos com a comunidade internacional.

Comentários (1)

  • Claudio diz: 27 de maio de 2014

    Primeiro que não são atletas, são garotos propaganda de várias empresas, foram escalados por essas empresas, nem sabem o que estão fazendo ali, só esperando o fim do evento e receber seus caches milionários, nem cidadãos brasileiros são, pois a maioria vive lá fora no bem bom e melhor. Enquanto quem trabalha para erguer esse pais come pão amanhecido, professores, policiais, alguns poucos médicos, etc
    Se eles tivessem um mínimo de caráter e hombridade não lamberiam as botas do governo e da FIFA. Gentinha ordinária.

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