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Artigo| POR QUE OLÍVIO ACEITOU?

29 de maio de 2014 5

RONALDO ZULKE
Deputado federal (PT)

 

A candidatura de Olívio Dutra ao Senado, nas eleições de 2014, mexeu no tabuleiro político do Rio Grande do Sul. O nome de Olívio volta a deixar em aberto, até a apuração das urnas, o vencedor da disputa pela vaga de senador. Para evocar o dito, “preteou o olho da gateada”.
Fundador do PT, ao lado de Lula, Olívio recusou concorrer em outras oportunidades a um cargo eletivo, embora mantivesse intensa atividade junto aos movimentos sociais e no PT. Mas desta vez o “galo missioneiro” foi sensível aos apelos para concorrer. Com isso, a chapa capitaneada pelo atual governador, Tarso Genro, ganha maior densidade político-eleitoral. Olívio será um fator de entusiasmo e forte mobilização por parte da militância. A experiência acumulada nos mandatos como deputado constituinte, prefeito de Porto Alegre, governador do Estado e ministro qualifica-o para o papel de porta-voz dos interesses do RS frente à União.
Há homens públicos que, pela trajetória de vida, transparência e comportamento ético, tornam-se símbolos que transcendem a sua sigla partidária de origem e projetam-se como referências identitárias sobre a sociedade civil. Sem desmerecer ninguém, esse é o caso. Recordo os trajes com os quais Olívio apresentou-se para a abertura do Fórum Social Mundial, em 2001: de bombachas, ao melhor estilo de nossa tradição. Com essa imagem, deixou claro para todos os ativistas presentes no encontro contra a globalização neoliberal que o FSM deveria ser um espaço de trocas que não fizesse tábua rasa das diferenças políticas e culturais de cada país.
Dois projetos políticos irão se enfrentar durante a campanha eleitoral. De um lado, o neoliberalismo com o receituário do Estado mínimo e os ajustes fiscais antissociais. De outro, a revolução democrática em curso no Brasil que tem garantido desenvolvimento econômico, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social. A ascensão de 42 milhões de pessoas das classes E e D para a classe C foi o primeiro passo nesse processo civilizatório de universalização de direitos. Olívio pretende outros, em direção ao futuro. Por isso, aceitou ser candidato.

Comentários (5)

  • Luis diz: 29 de maio de 2014

    A entrada do Olívio no jogo derruba o candidato do PRBS, mobiliza a militância e reforça a candidatura do próprio Tarso. Essa sim foi uma jogada de mestre do Partido dos Trabalhadores. Olívio Dutra é um dos políticos mais dignos e corretos que o Brasil já produziu.

  • Leonardo Paixão diz: 29 de maio de 2014

    Ainda bem que teremos em quem votar para Senador no RS. Um grande quadro do PT e da política nacional, que irá melhorar a cara do Senado em 2015.

  • Cinara Galvão diz: 29 de maio de 2014

    PeTeZADA deliiiira!!

  • flavio diz: 29 de maio de 2014

    Seria cômico se não fosse trágico.

  • BARBOSA diz: 29 de maio de 2014

    Gente o Olivio não tem mais saúde pra mais nada, o homem deve ter 70 anos e la vai pedrada, e com essa idade as faculdades mentais tão devagar, desatualizadas, as pernas tão fracas, o organismo ta lento, debilitando-se pela idade, como fará projetos sobre novas tecnologias, novas ideologias, economia moderna, o mundo esta renovando-se a cada dia, o que um véio ( com respeito a sua idade e a sua pessoa ) do tempo do ÊPA vai ajudar no crescimento do nosso estado e país ? Queremos melhorar elegendo antiguidade ou gente nova, com idéias novas ? Gente, desse jeito estamos caminhando pra trás.

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