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Editorial Interativo| Você concorda que o país precisa de sindicatos mais representativos?

30 de maio de 2014 10

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.
Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

 

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Para participar, clique aqui

CRISE DE REPRESENTAÇÃO

A intensificação de greves de grande repercussão sobre o dia a dia dos cidadãos _ particularmente as mais recentes, registradas na área de transporte coletivo _ chama a atenção para a perda acelerada de representatividade de sindicatos e das centrais às quais estão ligados. A tendência, evidenciada nas manifestações de rua a partir de junho do ano passado, é preocupante, e não apenas pela perspectiva de aumento no número de paralisações para aproveitar a visibilidade da Copa. O direito de greve é uma conquista das sociedades democráticas. Ainda assim, empregados, empregadores e governantes precisam ter interlocutores claros e legitimados. Sem o atendimento dessas exigências mínimas, o risco é de que todos percam _ e os prejuízos são maiores para quem depende dos serviços paralisados.
O problema ocorre, entre outras razões, porque, embora aleguem defender interesses de diferentes categorias, na prática os sindicatos se voltam cada vez mais para questões políticas e disputas de cargos em órgãos governamentais. Mesmo com as mudanças instituídas pela Constituição de 1988, a atuação desses organismos mudou pouco desde a Era Vargas. Com raras exceções, essas instituições estão mais a serviço de governos e de partidos políticos do que de seus filiados, numa clara deformação de suas atribuições. E tudo isso é bancado pelo imposto sindical pago anualmente pelos trabalhadores, equivalente a um dia de salário, reforçado por contribuições criadas mais recentemente.
O aprofundamento desse peleguismo, gerado por um modelo ultrapassado e autoritário, tornou-se mais visível com a popularização do acesso a redes sociais. Em consequência, há uma crescente insurreição de integrantes das chamadas bases contra os dirigentes. Na prática, isso significa que um acordo fechado num dia pode não valer nada no outro. O resultado é o que se constatou em algumas greves recentes, particularmente as que suspenderam a circulação de ônibus, sem o cumprimento de regras mínimas e até mesmo com atos de selvageria.
As entidades de defesa dos interesses de categorias específicas precisam se adequar à realidade, buscando mais pluralismo e independência em relação ao poder público. A falência do modelo sindical brasileiro é danosa para a democracia, que precisa de interlocutores representativos para garantir o cumprimento de acordos.

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Comentários (10)

  • Décio A. Damin diz: 29 de maio de 2014

    Concordo com o afirmado e aplaudo o editorial que, para mim, é um dos mais realistas e lúcidos dos últimos tempos e aponta o dedo para uma chaga que, além de permanecer aberta, parece estar em evidente agravamento!

  • volmar diz: 29 de maio de 2014

    Sou a favor das greves, mas contra sindicalistas. Estes por sua vez, almejam sómente sua visibilidade. Muito pouco contribuem para os anseios dos associados. O pobre do associado paga por obrigação, pois se fosse opcional, não pagaria, pois a grande maioria dos seus anseios, são sufocados por sindicalistas interesseiros e não interessados. Sou contra sindicatos. Eles sufocam os patrões e não contentam os associados.

  • volmar diz: 29 de maio de 2014

    Sou a favor das greves, mas contra sindicalistas. Estes por sua vez, almejam sómente sua visibilidade. Muito pouco contribuem para os anseios dos associados. O pobre do associado paga por obrigação, pois se fosse opcional, não pagaria, pois a grande maioria dos seus anseios, são sufocados por sindicalistas interesseiros e não interessados.

  • Roberto Mastrangelo Coelho diz: 29 de maio de 2014

    Conforme o editorial, os sindicatos estão mais a serviço do governo e dos partidos políticos, do que de seus afiliados, isso nos mostra que o corporativismo político se estende a outras instituições. Acredito que a falência não seja apenas no modelo sindical, mas todo sistema político, precisaria ser revisto. Mesmo assim, precisamos que os nossos sindicatos tenham interlocutores representativos e legitimados pelos empregados, empregadores e governo, para garantir o cumprimento dos acordos.

  • job gomes diz: 30 de maio de 2014

    O maior problema sindical brasileiro, é que as categorias na maioria são indiferentes e acham que sindicato nada resolve. E com isso temos dirigentes que se perpetuam nas direções e estão todos acomodados ou recebendo benesses, mas que fique bem claro a culpa maior disso cabe ao trabalhador que é omisso e também espera que as coisas caiam no colo,

  • Luís diz: 30 de maio de 2014

    Em nenhum país sério se permite que sindicatos tenham vínculo com partidos políticos, como ocorre no Brasil. Trata-se de mais uma entre tantas deformações dessa democracia de araque que condena o país ao atraso.

    Atualmente, o aparelho sindical serve apenas para que o partido que os controla ofereça ao empresariado a domesticação do trabalhador, pois nos últimos 12 anos praticamente não se viu mais greves no setor privado, salvo algumas categorias.

    É óbvio, portanto, que os empresários, no desejo de evitar greves, continuarão financiando campanhas do partido que controla os sindicatos …

  • FLAVIO FAGUNDES DA SILVEIRA diz: 30 de maio de 2014

    Se os sindicatos representassem verdadeiramente o cidadão acho que sim, mas no Brasil Sindicato é extensão de partido político, sendo assim para mim não precisa existir Sindicato nenhum. É uma politicagem nojenta e barata que só atrapalha.
    FLAVIO FAGUNDES DA SILVEIRA – Campo Bom

  • Milton U.R. Jardim diz: 30 de maio de 2014

    Concordo plenamente com o editorial, pois o sindicalismo. leia-se politicagem barata, presenteou ao Brasil este governo que está aí até hoje, que é governar em causa própria, leia-se enriquecimento, ilícito, é claro, e nós continuamos a pagar a conta com o aumento de impostos todos os dias. Já estava na hora de o povo criar vergonha na cara e não comparecer mais as urnas e revoltar-se como deveria.

  • Luís diz: 30 de maio de 2014

    Lamentavelmente, o editorial esqueceu de dizer que os sindicatos NÃO PRESTAM CONTAS do dinheiro que recebem das contribuições obrigatórias, nem ao TCU e tampouco ao Ministério Público …

  • BENJAMIN BARBIARO diz: 30 de maio de 2014

    CONCORDO.O USO DOS SINDICATOS POR PESSOAS VINCULADAS A PARTIDOS POLÍTICOS E A GANÂNCIA POR ALGUM TIPO DE “PODER” TORNA AS REPRESENTAÇÕES DE TRABALHADORES INSTRUMENTOS ALHEIOS A QUEM DEVERIAM DEFENDER.O PIOR, NÃO ACREDITO EM MUDANÇA…

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