Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

ZH TRANSPARÊNCIA| APOIAMOS A COPA, SIM! MAS COM VISÃO CRÍTICA

31 de maio de 2014 4

selo_zhtransparencia

 

 

 

Zero Hora apoia a realização da Copa do Mundo no Brasil desde outubro de 2007, quando a Fifa anunciou oficialmente a escolha do país como sede da competição. Antes mesmo de qualquer projeto editorial e publicitário, o jornal viu no fato uma grande oportunidade para o país e para o Estado, pois um Mundial de futebol dá visibilidade ao país-sede, atrai turistas, movimenta a economia e deixa um legado de modernização nas cidades que recebem os jogos. Com a aproximação do evento, o jornal e os demais veículos do Grupo RBS mantiveram suas visões editoriais independentes e implementaram seus planos de cobertura respaldados por patrocínios e vendas de publicidade no modelo de negócio que sustenta as empresas de mídia.
A Rádio Gaúcha é a única emissora do Estado com direitos de transmissão das partidas com equipes próprias porque desembolsou a quantia de R$ 1,2 milhão pelos direitos de transmissão da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Da mesma forma, a RBSTV transmitirá a Copa para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em decorrência de sua afiliação à Rede Globo, detentora dos direitos dessa e das Copas de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar. Isso não significa exclusividade. No Brasil, por exemplo, os jogos também serão transmitidos pelos canais SportTV, ESPN Brasil, Fox Sports e Rede Bandeirantes. O custo é elevado. No total, considerando-se os gastos com cobertura, pessoal, viagens, eventos e equipamentos, o Grupo RBS investirá cerca de R$ 40 milhões no Mundial.
O apoio institucional dos veículos da RBS não inibe seus comunicadores de se posicionar livremente em relação à Copa e nem interfere na cobertura independente e crítica de seus jornalistas. Observe-se, por exemplo, a evolução do tratamento dispensado ao evento por ZH. Para o jornal, num primeiro momento, a Copa era uma oportunidade de os brasileiros absorverem e aplicarem conceitos de planejamento e realização de projetos de complexidade inédita e extrair benefícios duradouros para todo o país. Com o passar do tempo, porém, foi ficando claro que as metas, por incúria e ineficiência, não seriam cumpridas em quase nenhum campo e o jornal passou a cobrar e a lamentar a perda destas oportunidades.
Ao mesmo tempo em que, apesar das críticas, o jornal nunca deixou de acreditar nos benefícios da Copa, alguns de seus mais destacados colunistas se mostraram, desde o primeiro momento, contrários à realização do Mundial no Brasil. O mais notório dos opositores tem sido Paulo Sant’Ana, que já em 2007 não enxergava capacidade e necessidade de o pais organizar um evento desta natureza e dimensão. Na época dissonante da maioria da opinião pública, a oposição de alguns colunistas rendeu ataques a eles, que, como é praxe na empresa, sempre tiveram plena liberdade de manifestação. Este aparente paradoxo chegou a ser exposto por ZH em uma campanha publicitária que apresentava a discordância entre a opinião do jornal e a de seu mais conhecido colunista como exemplo de autonomia e pluralismo. Posteriormente, Sant’Ana optou por uma trégua nas críticas.
Desde o final da Copa na África do Sul, Zero Hora assumiu a visão de que deveria fazer uma grande cobertura do Mundial brasileiro. A cobertura não se apropriou de um tom ufanista, mas em seu início falhou em dar mais visibilidade a moradores descontentes e a antecipar a ineficiência que levaria a atrasos e transtornos provocados pelas obras. Mesmo assim, o jornal deixou claro que não acompanharia burocraticamente o avanço das obras e inaugurou em 2011 o Copômetro, uma seção que, usando bolas murchas, meio vazias ou cheias, fiscaliza as promessas e o ritmo das obras.
Em outra ocasião, o jornal e o Grupo RBS se viram como parte do encaminhamento da solução para a reforma do Beira Rio e da manutenção da Copa no Estado. Em um churrasco na sede da empresa, depois de meses de obras paradas no estádio, encontraram-se o ministro dos Esportes, Aldo Rabelo, o prefeito José Fortunati e os presidentes de Inter e Grêmio. Ali ficou claro que a Copa em Porto Alegre estava por um fio e alguns convidados saíram do churrasco com ânimo renovado para negociar com a construtora Andrade Gutierrez o fechamento do acordo que finalmente daria sequência às obras do Beira Rio.
Na cobertura jornalística, há duas grandes equipes do grupo atuando em paralelo. Uma é formada pelos jornais e rádios e suas extensões digitais, que se integram na chamada Liga dos Fanáticos. A outra é composta pela RBS TV, que se afilia à cobertura da Rede Globo, com espaços e características próprias. O time da Liga dos Fanáticos conta com cerca de 60 profissionais credenciados, um recorde (na África, foram 22). Esta é a maior e mais dispendiosa cobertura já realizada pelos veículos da RBS, que se propuseram a surpreender o público com um conteúdo diferenciado e iniciativas inovadoras. A Radio Gaúcha, por exemplo, terá equipes atuando ao vivo em todos os estádios em todas as partidas. A exclusividade na transmissão radiofônica, entretanto, gerou ataques de veículos concorrentes e um procurador federal chegou a entrar com uma ação questionando esta condição. A iniciativa foi prontamente arquivada pela própria Justiça Federal, que reconheceu o direito da emissora.
Agora, quando nos aproximamos do auge de anos de discussão e preparação, o jornal defende que já não faz sentido se debater o apoio ou não à Copa. Em seu lugar, deve entrar o compromisso de se promover o melhor evento possível, extraindo-se dele os melhores benefícios coletivos possíveis. Desde já, porém, o jornal assume um novo compromisso. Quando acabar a festa da Copa, ZH seguirá cobrando a conclusão das obras e a preservação do legado do Mundial.

Comentários (4)

  • volnei Monteiro diz: 1 de junho de 2014

    ” Em seu lugar, deve entrar o compromisso de se promover o melhor evento possível, extraindo-se dele os melhores benefícios coletivos possíveis.”
    Mas caiam na realidade que beneficio trara uma partida de futebol para um ser humano, a maioria dos cidadaos como eu estao se lixando e nao ve um unico beneficio a pessoa em uma partida de futebol…
    e essas da copa entao com proibicoes ate de se usar um bone de marca que nao da dinheiro pra esses vandalos (fifa), lamentavel heim,
    voces poderiam ter investido melhor esses 40 milhoes hein..
    cada real investido em seus funcionarios por exemplo certamente teria retorno garantido e ficaria aqui no RS.
    que furada hein…

  • Francis Helbig Raffo Soares diz: 1 de junho de 2014

    Vai tomar vergonha na cara editor . Depois de desembolsar essa grana e ter o compromisso com todos os patrocinadores, é dever de vocês cumprir com o compromisso e fazer um trabalho de qualidade, então não venham querer ludibriar o povo. E digo mais, É OBRIGAÇÃO dos meios de comunicação expor as irregularidades, atrasos, inadimplências, caso seja de conhecimento, INDEPENDENTEMENTE DA ÉPOCA E OCASIÃO. Tomem vergonha na cara e façam o trabalho de vocês, que é o de informar o povo.

  • Venicius Maciel diz: 1 de junho de 2014

    É lastimável que uma empresa deste porte, autoriza esta opinião ser veiculada. Sinceramente, entre tantos fatos bisonhamente descritos acima, deixa claro que a empresa tem sua parcela de apoiar ferrenhamente este evento que não trará benefício algum para o nosso Estado e para o país. Basta fazer um resgate pelas edições desde 2007, ano que foi anunciado a Copa em nosso país. Esta semana eu acompanhei três veículos de comunicação que curiosamente falaram sobre um país depois da Copa. Africa do Sul, que o diga. Toda a estrutura está lá, abandonada e sendo corroída pelo tempo. Anos antes do evento acontecer no sul do continente africano, o povo já começa a receber as normas de como ser durante o tal evento. Muitos foram arrastados para outros lugares. E no Brasil como vocês acham que ficará depois da Copa? Ficamos nós gaúchos entristecidos com a tamanha mobilização para atender todas as exigências de uma Federação como a FIFA, que nem está preocupada com as cidades sedes, e sim com a rentabilidade econômica que lhe valerá no final do evento. Infelizmente moveram céus e terra para montar uma estrutura em frente ao Beira Rio. De forma vergonhosa, planejada e manipulada por uma mídia como a RBS e demais plataformas do grupo, eis que surgiu a tal estrutura que a Fifa sugeriu e que fosse colocada a frente do Estádio. Grupo esse de comunicação que nas linhas escritas acima, deixou claro o monopólio de que somente a Rádio Gaúcha detém os direitos de transmitir as partidas dos jogos da Copa do Mundo. Agora vejamos, não temos mais direito de ter preferências até mesmo para sintonizar uma emissora, seja ela FM ou AM. Então, lançam essa opinião e querem que engolimos mais esse “gol de placa” de um grupo de retrocedeu jornalisticamente? Não, eu não engulo mais. Copa do Mundo não é união dos povos e mudança em um país. São partidas decididas antes mesmo da bola rolar. O vencedor, esse eles já sabem. É só lembrar a Copa de 1998. Olha o que o Ronaldo, esse que hoje está na COL – que abre a boca para falar absurdos. Lembram do que ele fez em campo? Pois é, tudo está definido. Assim como em muitas partes do país teremos o povo terá que aguentar o narrador da TV Globo, Galvão Bueno e por aqui, no “garrão” do Brasil, aturar o Pedro Ernesto Dernadin, da Rádio Gaúcha.

    Eu não apoio esse evento em nosso país. Na verdade, em país algum. Não se vê futebol, se vê super faturamento e monopólios que chegaram até mesmo nas mídias, que dizem ter a sua própria critica, mas na verdade, elas empoem com as sua criticas. Bela foto de Mauro Vieira, que retrata bem, que neste período não há como se ler jornais com tantas blasfêmias. Bela imagem!

    Digo não a Copa! Digo sim o direito de escolher as suas mídias, seja rádio e ou TV.

  • BARBOSA diz: 2 de junho de 2014

    Não culpo os veículos de comunicação por divulgarem a realidade que acontece no dia a dia, por essa copa e outros eventos. Vejo que estão defendendo seu trabalho, sua empresa, como qualquer outra empresa de diversos ramos.Se suas opiniões não estão de acordo como nós gostaríamos que fosse, nossas opiniões também não são sempre corretas, não são sempre perfeitas, há controvérsias. Se temos que eleger um culpado por esta copa, vamos ir lá pro começo e ver quem teve a idéia de sediar este evento sem consultar toda a nação. Eu não tive a oportunidade de dar minha opinião, não sou a favor da copa aqui no Brasil, mas também não vou culpar os veículos de comunicação pelo noticiário da realidade do nosso País.

Envie seu Comentário