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ZH TRANSPARÊNCIA| O JORNAL SOB EXAME

31 de maio de 2014 2

 

selo_zhtransparencia

 

 

 

A partir desta edição, os leitores estão sendo apresentados ao novo selo ZH Transparência, que encabeça esta página. Parte da programação dos 50 anos do jornal, a iniciativa vai explicar aos leitores as motivações e os fundamentos de decisões e procedimentos editoriais que possam ser considerados controversos. A primeira destas iniciativas é dissecada na página ao lado: a postura de ZH e dos veículos da RBS em relação à Copa do Mundo.
Ligada umbilicalmente à liberdade de informar, a transparência é uma tendência global, acentuada pelos próprios meios de comunicação que pressionam por maior e melhor acesso a fontes e registros de interesse público e, ao mesmo tempo, revisam suas próprias convicções e práticas internas diante da nova realidade. Tais procedimentos incluem o encorajamento à participação, o convite a outros para que se posicionem sobre temas centrais da atualidade, o engajamento no imenso fórum de discussão que é a internet, o reconhecimento da diversidade e de visões múltiplas, a incorporação cotidiana e ativa de práticas como correções, esclarecimentos, acréscimos e mudanças de atitude.
A mídia não chegou sozinha a esse novo posicionamento. Contribuíram para a afirmação dessa cultura, que ainda está em processo de consolidação, episódios como o do Wikileaks e o escândalo do jornal britânico News of the World, alvo de processo criminal por utilização de grampos ilegais, entre outros. Jornais e jornalistas não podem continuar se comportando como se vivessem no início do século 18 e fossem combatentes únicos e iluminados da liberdade de informação e expressão. É preciso reconhecer que aqueles devotados à apuração e à difusão de notícias acumulam sua própria cota de erros e desvios, muitos deles resultantes do processo inerentemente imperfeito de apurar e processar informações em andamento. Admiti-los, corrigi-los e esclarecê-los não diminui o veículo. Ao contrário, reforça sua credibilidade junto à opinião pública.
A história de Zero Hora, que completou 50 anos no dia 4 de maio, é também a história da sucessiva adoção de práticas e medidas que reforçam a relação de credibilidade e transparência com seus leitores. Depois de 1970, quando a família Sirotsky passou a comandar o jornal, ZH foi se distanciando dos partidos e do poder econômico e aprofundando sua independência, a base da relação transparente com todos os seus públicos.
Um exemplo destes avanços: em 1994, ZH foi o primeiro jornal do Rio Grande do Sul a adotar um Manual de Redação, Ética e Estilo, na esteira das melhores tendências da mídia mundial. Também foi o primeiro do país a editá-lo em livro e tornar público seu código com o intuito de ter suas práticas acompanhadas e cobradas pelos leitores.  Posteriormente, o guia foi sendo atualizado, em particular pelo impacto da Era Digital, até se transformar no atual Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística. Entre os itens introduzidos nesse regramento está o compromisso com a publicação de correções e esclarecimentos, com o equilíbrio consubstanciado na prática de ouvir o outro lado e com a pluralidade de opiniões. Ainda nos anos 90, nomes, telefones e, mais tarde, e-mails de editores e repórteres passaram a ser publicados diariamente. No final da década, surgiu o Conselho do Leitor, decisivo para que o jornal debatesse seus procedimentos e decisões diretamente com representantes de seu público. Já nos anos 2000, o surgimento de zerohora.com foi um novo marco na relação com os leitores e usuários, abrindo novas frentes de debate, questionamento e colaboração.
Em meio à preparação de um amplo processo de mudança no jornal por ocasião de seu cinquentenário, ZH recolheu entre leitores a percepção de que o jornal deveria explicar com mais nitidez algumas de suas decisões e posturas. ZH não tem a pretensão de inibir vozes dissonantes com esta iniciativa. Ao contrário, o jornal considera questionamentos e contestações um processo não só natural como saudável a um meio de comunicação assentado sobre a relação de confiança com seus leitores. É isso que se faz a partir de agora com o novo selo Transparência ZH.

Comentários (2)

  • André Gomide diz: 31 de maio de 2014

    Vamos zerar a bola então…começem dando o mesmo espaço na mídia para o contra-ponto. Por exemplo…recentemente foi publicada uma matéria jornalistica contando uma inverdade sobre a aprovação do plano cicloviário…a matéria era mentirosa….pq não foi dado direito de resposta ou feito uma retratação pública? Pq mandar uma jornalista ligar dois dias depois pedindo desculpa para as associações…deveriam ter sim, é admitido e publicado um pedido de desculpa na primeira página…é o mínimo…durante 24 horas a matéria permaneceu errada. Depois do estrago feito fica bem fácil apenas ligar de forma velada sem admitir seus erros…deem uma relida no SEU manual de ÉTICA, parece que o mesmo deve estar esquecido em alguma gaveta empoeirada do redator.

  • SBP diz: 1 de junho de 2014

    só pra curtir o comentário do andré gomide. essa rbs não tem vergonha na cara…

    página dois, artigo: imagem pública e democracia (em 1964 e 2014)

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