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Editorial| A VITÓRIA DO BRASIL

20 de junho de 2014 11

Editorial20
O Brasil venceu, antes do final da Copa, o maior de todos os desafios apresentados desde a escolha do país para sediar o Mundial. Está vencida a desconfiança com a capacidade de realização do evento, estimulada durante anos pelas previsões pessimistas que envolveram principalmente a gestão das obras. Já não valem mais nada os anúncios alarmistas, muitos dos quais sustentados categoricamente, sobre estádios que não ficariam prontos, o caos nos aeroportos e os transtornos com o transporte nas 12 cidades que acolhem os jogos. Entramos agora na segunda semana da competição, e alguns riscos e falhas permanecem, como os relacionados com questões pontuais das comunicações e outros detalhes da organização nos estádios. Mas as grandes interrogações estão desde já superadas.
Um balanço parcial do que aconteceu até agora livra o país da ameaça de um fracasso, fomentado pelos que, sob o pretexto de alertar para nossas deficiências, torciam contra o próprio país. O negativismo misturou-se, desde 2007, quando do anúncio da escolha do Brasil, a críticas sensatas sobre a conveniência da realização do Mundial em meio a tantas carências em áreas essenciais. Discordâncias bem fundamentadas apontavam que deveríamos dar prioridade a outras demandas mais urgentes. Os pontos de vista conflitantes se defrontaram até agora, e muitos dos críticos ainda mantêm a certeza de que o governo brasileiro errou ao lutar, com organizações privadas, para que fôssemos sede do Mundial. Nada que não deva ser encarado como natural. O que passou dos limites foi a insistência com que setores contrariados passaram a desqualificar o próprio país, antecipando o fracasso do evento, pelos mais variados motivos.
Não fracassamos, e finalmente o Brasil tem suas virtudes como organizador da Copa reconhecidas pelas delegações e pela imprensa internacional. The New York Times, Wall Street Journal e The Guardian, alguns dos mais respeitados jornais do mundo, passaram a observar que os visitantes convivem hoje apenas com falhas desculpáveis em eventos com essa grandeza. É esta visão do Exterior que, ao final da competição, oferecerá a todos a imagem do Brasil. A avaliação positiva não deve, no entanto, induzir ao engano de que todas as dúvidas suscitadas foram satisfatoriamente respondidas. O setor público ainda deve aos brasileiros informações esclarecedoras sobre a participação de recursos governamentais, para que a transparência passe a fazer parte dos aspectos a serem enfatizados.
Também as previsões sobre possíveis transtornos com greves e protestos de rua não se confirmaram, e o que se vê, ao contrário, são as 12 cidades, sem maiores atropelos em seu dia a dia, orgulhosas como anfitriãs. Confirma-se assim, com a hospitalidade brasileira que os estrangeiros reconhecem e agradecem, uma qualidade que nunca foi posta em dúvida.

Comentários (11)

  • Claudio diz: 20 de junho de 2014

    Como assim cara pálida!!??
    Estamos falando do mesmo país??

  • Luis diz: 20 de junho de 2014

    Vocês não valem o chimarrão que tomam. Agora estão tentando tirar o corpo fora, né? A vitória do Brasil foi contra vocês, os urubólogos da imprensa . Já esqueceram que quem alardeava diariamente que nada daria certo eram vocês? Não vai ter Copa, os estádios não ficarão prontos, incompetência na organização, preocupação, vergonha e fiasco foram as palavras mais repitas pela mídia. E de novo, só pra variar, os jornalistas (ou seriam pais de santo?) erraram as previsões. Mas acho que o povo já está acostumado com isso, todo mundo está careca de saber que se o governo é do PT a previsão da mídia é sempre pessimista.

  • Artur Vargas da Silva diz: 20 de junho de 2014

    Com todo o respeito, mas é lamentável ler um artigo desses. Em Porto Alegre a EPTC teve que reverter aspectos determinados para a organização do trânsito durante a Copa, pois estávamos demonstrando as mesmas dificuldades em atender a demanda de transporte público que apresentamos no cotidiano; a abertura da Copa do Mundo foi um fiasco, ironizado por veículos de comunicação no mundo todo, com “meia dúzia de gatos pingados” para um campo inteiro de futebol; durante os primeiros dias de evento ocorreram manifestações pelo país todo, muitas delas com violência; alguns dos principais aeroportos do Brasil entraram em estado de greve durante um pequeno período do evento. Além disto, para aqueles que não entendam muito do óbvio, estádio não é apenas um campo com alguns lugares na arquibancada. Estádio exige toda uma infraestrutura em seu entorno, e o que vimos em alguns locais que sediaram o evento foram obras inacabadas e alagamentos. Pouco mais de 50% das obras ditas “para a Copa” ficaram prontas dentro do prazo. Esta é a competência e a imagem impecável que mostramos ao resto do mundo? Os jornais de outros países que estão nos exaltando como anfitriões seriam, por um acaso, aqueles que fizeram piada de nossa festa de abertura? Acho que alguma parte desta história da está mal contada. Acredito, sim, que a Copa do Mundo está ocorrendo bem, e que estamos nos saindo melhor que indicavam alguns. Mas acima disto, acho preocupante ver um artigo tendencioso, pintando uma imagem surreal sobre o evento que tanto criticou, vindo de um dos principais veículos de comunicação do país.

  • Rubem Prates diz: 20 de junho de 2014

    Zero Hora se equivoca quando afirma que as grandes interrograções estão desde ja superadas. Saiba que elas sequer começaram. O editorial se refere apenas aos aspectos superficiais do evento, deixando de lado a grande indagação, que somente será esclarecida quando os Tribunais de Contas e o Ministério Público começarem os processos de auditoria e investigação. Afinal, quanto se gastou? A receita foi maior que a despesa? As suspeitas de suborno e superfaturamento se confirmam? Esperamos que ao final da copa Zero Hora se empenhe na cobrança dessas respostas com o mesmo entusiasmo e a mesma competência com que vem cobrindo o evento.

  • FLAVIO FAGUNDES DA SILVEIRA diz: 20 de junho de 2014

    É lamentável esse artigo. O Paulo Santana se vendeu por uma janta e agora os comentaristas da RBS se vendem por ingresso. Quanto custou essa reviravolta nas opiniões. Isso é vergonhoso vindo de uma empresa do gabarito da RBS.

  • BENJAMIN BARBIARO diz: 20 de junho de 2014

    DISCORDO .O LEGADO DA COPA SERÁ UMA GRANDE DÍVIDA SOCIAL.RECURSOS FORAM DESVIADOS PARA ESTÁDIOS, OBRAS INACABÁVEIS E INACABADAS, “COISAS” INEXPLICÁVEIS, ETC.AS ELEIÇÕES QUE VIRÃO A SEGUIR REFLETIRÁ MUITO POUCO DESSA COPA, PRINCIPALMENTE POR CAUSA DO PATERNALISMO POLÍTICO E O ACOBERTAMENTO DE MARACUTAIAS A SEREM CONHECIDAS.SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA SERÃO OS DISCURSOS BONITOS DOS POLÍTICOS QUE, NA PRÁTICA, EVAPORARÃO …

  • juca diz: 21 de junho de 2014

    Não sei o que é pior, o mea culpa envergonhado do jornal ou a histeria tucana nos comentários.
    O choro é livre.

  • Flávio Tavares diz: 22 de junho de 2014

    Alguns leitores querem ser mais realistas que o rei. Rendam-se às evidências e aproveitem a Copa das Copas. Ainda é tempo.

  • RUBIN DIEHL diz: 22 de junho de 2014

    Sendo eu ENGENHEIRO (UFRGS/1975), aproveito pra fazer um pouco de corporativismo, saudável neste caso.
    O BRASIL TEM EXCELENTES ENGENHEIROS!
    O final feliz da Copa deve-se também a isso.
    Parafraseando Chico Buarque: mesmo com toda a lama, com toda a trama, com todas tramóias, com toda FIFA, com toda burocracia.
    Meu reconhecimento à Engenharia brasileira! Incluam-se aí todo o ciclo envolvido nos feitos: arquitetos, operários, fornecedores, logística, etc.

  • Eduardo diz: 22 de junho de 2014

    a derrota é sua RBS, jornalzinho de vira-latas. Precisa a imprensa internacional elogiar para mudarem de opinião.

  • Ronaldo diz: 23 de junho de 2014

    Enquanto alguns se afundam em lamúrias, a Copa vai acontecendo e se impondo como a Maior e Melhor Copa de Todos os Tempos. Conformem-se…

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