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Artigo| A REALIDADE ESCONDIDA

18 de julho de 2014 5

DARCY FRANCISCO CARVALHO DOS SANTOS
Contador e economista

 
Decisões políticas do atual governo estão transformando em insustentável a situação financeira do Estado. O resultado primário, que é a poupança para pagar a dívida, depois de alcançar, em valores atuais, R$ 2,8 bilhões em 2008, caiu para R$ 623 milhões em 2013, devendo se transformar num déficit próximo a R$ 1 bilhão no ano corrente, segundo dados oficiais do próprio governo.
O gasto com pessoal deverá ultrapassar 70% da receita líquida no próximo período governamental, tendo como causa a concessão de reajustes salariais a categorias representativas de servidores, muitos até novembro de 2018, em percentuais bem superiores ao do crescimento provável da receita. Tudo isso, sem pagar o piso do magistério, formando, em decorrência, grande passivo trabalhista. O déficit de caixa médio anual previsto para o próximo governo será bem superior a R$ 4 bilhões e o cheque especial, chamado “caixa único”, estará raspado até o final do ano. Só dos depósitos judiciais que nem pertencem ao Estado foram sacados pelo atual governo R$ 5,1 bilhões.
Embora constando dos relatórios da Secretaria da Fazenda, essas evidências não aparecem no discurso oficial. A estratégia política encontrada é se refugiar em números de crescimentos conjunturais do PIB estadual _ que nada tem a ver com as ações do governo estadual _ e da “atração de investimentos”, descolando-se do drama fiscal que se avizinha.
Seja quem for, o próximo governador, ele terá enorme dificuldade para manter a folha de pagamento em dia e cumprir os reajustes salarias já concedidos. Isso sem falar na recuperação dos investimentos e da melhoria dos serviços públicos, sabidamente insuficientes e de baixa qualidade.
Mantida a atual política financeira, não haverá outro caminho a não ser vender ativos públicos ou elevar a carga tributária, medidas que manteriam os políticos gaúchos no autoengano, de gastar mais do que se pode. Enquanto não mudar essa mentalidade, não haverá solução definitiva para o RS.

Comentários (5)

  • Antonio diz: 18 de julho de 2014

    Falou o economista e consultor do PSDB, o gênio que apoiou o maravilhoso governo da Yeda Crusius. Esses tipinhos não cansam de repetir que o problema do país e do estado são os funcionários públicos. Só rindo mesmo.

  • carlos diz: 18 de julho de 2014

    Esses dados são públicos. É só acessar os relatórios da SEFAZ RS. Não tem nada inventado!

  • Luis diz: 18 de julho de 2014

    Realmente as finanças do estado estão muito mal. Agora pergunto: quantos milhões os envolvidos no escândalo do Detran surrupiaram do estado durante o governo Yeda? Isso sim é um escândalo!!!

  • SERGIO RENATO GARCIA DE OLIVEIRA diz: 18 de julho de 2014

    O nosso problema é que ao contrário do que se espera de um ser humano racional, não vejo críticas aos números e sim a quem os mostra, quando vamos trabalhar para o estado em vez de trabalhar para os partidos?

  • Sandro Norberto Pereira diz: 18 de julho de 2014

    Por que os economistas não citam os incentivos fiscais que o estado sede para grande empresas, por que os economistas não citam os gastos públicos com o poder legislativo e o judiciário, por que os economistas não citam o que o governo gasta com publicidade? E o piso dos professores é o culpado do rombo do estado. Me poupem, por favor!!!

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