Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Editorial| REAÇÕES DESPROPORCIONAIS

26 de julho de 2014 13

Foi deselegante e desproporcional a reação da chancelaria de Israel à nota do Itamaraty que condena os bombardeios sobre Gaza. Embora tenha sido omisso em relação aos ataques indiscriminados e sistemáticos do grupo radical islâmico Hamas sobre a população israelense, o comunicado brasileiro reflete a legítima preocupação da comunidade internacional com o desequilíbrio do conflito e com a morte de civis palestinos pelas forças de Israel, o que já está sendo investigado pela ONU como crime de guerra.
Ao apelar para a simplificação de rotular o Brasil como “anão diplomático”, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel não apenas desconsiderou o motivo do desconforto brasileiro, que é a represália excessiva aos palestinos, como também desprezou a própria História: foi o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, na presidência da Assembleia Geral da ONU em 1947, que assegurou as condições para a criação do Estado de Israel no ano seguinte. Além disso, o Brasil tem uma tradição de relações pacíficas com todos os países que integram a Organização das Nações Unidas.
A chancelaria israelense até pode considerar o Brasil irrelevante, como disse seu porta-voz  _ que, inclusive, fez uma alusão infantil à goleada diante dos alemães na Copa do Mundo _, mas não pode ignorar a perplexidade da comunidade internacional e da própria ONU com as mortes de civis palestinos, incluindo-se mulheres e crianças, que já se contam às centenas. Ninguém pode negar a Israel o direito de defender seus cidadãos dos ataques do grupo radical que controla Gaza e que gerou o atual episódio. Se o Ministério da Defesa israelense não contasse com um moderno sistema antimísseis para interceptar foguetes disparados do território palestino, é provável que os judeus também estivessem chorando mais mortos do que os soldados tombados na luta. Ainda assim, o bombardeio de alvos não militares é injustificável. Neste momento, não pode haver outro caminho que não passe pelo urgente e imediato cessar-fogo de ambos os lados, para que o conflito seja resolvido exatamente pela diplomacia _ na definição de um poeta brasileiro, a mais poderosa de todas as espadas e o mais poderoso de todos os escudos.

Comentários (13)

  • Clailton Kitter Ferreira diz: 26 de julho de 2014

    Jesus Cristo expressara: “Tire primeiro a trava do seu antes de tirar o cisco do seu irmão”. Temos números de uma guerra civil – 56 mil homicídios anual. Um Serviço Secreto – o velho SNI – que não perdoa a mais alta corte – STF – em crime, e mais… PF que não é santa segundo o Sr. ex-Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos que em entrevista salientara que antes a tal cometia mais abusos. Temos assassinatos desde de doméstica no pé de morro de graça como juíza – Patrícia Accioli.
    Uma mídia que incentiva à animosidade como não os que sabem mentir perfeitamente, os secretoloides. A tal opinião da inteligência suprema encarnada para ser o () da ZH, Fabrício Carpenjar – é de chorar, pois assumira a cadeira de um humanista por excelência, Moacyr Scliar. É da lamentar.

  • Milton Munaro diz: 26 de julho de 2014

    Acho que Israel deveria deixar que o milenar inimigo lançasse mais de trezentos mil mísseis sobre Tel-Aviv, e que, após terem falecido uns oitenta mil, respondesse com apenas uma bombinha de urânio.

  • marcelo diz: 26 de julho de 2014

    O Brasil foi o único país a convocar um embaixador e quem conhece o ritual diplomático sabe que isso equivale a se retirar de uma mesa de reuniões. Assim, Israel tem todo Direito de dar seu revide diplomático, até mesmo porque os gigantes diplomáticos e até os pequenos não agiram assim..VOCE É INGENUO OU ACUADO NOSSO PA8S VVPELA MILITANCIA E PELA PRESSAO QUE EXERCE. Existe toda uma construção pela inteligentsia do pt (jose dirceu, genuino, lula, e do Amorim) cada companheiro numa area de arregimentacao da militancia e bolivarianizacao do Brasil. Estamos sendo calados e quase que proibidos de por o dedo na ferida…Corrupçao em Pasadena, construçao de porto em Cuba, superfaturamento em refinaria Abreu e Lima, aprovaçao pelo Lewandowski das contas do mensalso no TSE, avsolviçao no Tcu dachefe do vonselho Dilma, surgento de movimentos anarquicos ligados a esquerda (blacj blocks- treinados por cenexuelanos), mst ontem stedile abracando maduro na Alba (alusnca bolivariana),a comissao da verdade que eh unilateral e nao chama os colaborafores da propria esquerda ou bao fala dos tribunais da morte da propria militancia (ver geneton neto reportagem no fantastico ). Na politica externa estamis tomando posicao ideologica e antiamericana propria da esquerda, nossa america latina esta tomada pelo esquerdismo ate o Chile com Bachelet esta nessa, estao cubanizando o Brasil e A.Latina, estamos nos unindo a Russia de Putin, a China, etc. A A.Latina esta dominada pelo esquerdismo de matriz cubana-venezuelana ja sao Brasil, Argentina,uruguai,chile,bolivia,equador, venezuela. Voces sabem o que o chavismo fez com a liberdade naquele país e sabem como ficou cuba pra imprensa e povo. NESSE PAÍS ESTÃO SUBSTITUINDO O CIDADÃO PELO MILITANTE DE ESQUERDA!!!!ESTAMOS VIRANDO UM PAÍS ANÃO!!!

  • Antonio diz: 26 de julho de 2014

    É cada comentário que vou te dizer…lamentável.

  • Glauco Fonseca diz: 26 de julho de 2014

    Quem escreveu este editorial, assim como os que leram-no, não estão fazendo seu tema de casa. Nem precisa, diante de algo tão mal escrito e tão afastado da realidade, alegar impulsos ou pseudo-impulsos sionistas ou esquerdistas para afastar os argumentos expostos em tão miserável editorial. Trata-se de dupla demagogia de mau gosto, pois tenta agradar a comunidade majoritária – que não é de origem judaica ou muçulmana – achando que está agradando mais do que aborrecendo. Erram em todas as proporções. A segunda demagogia é baseada em tentativa de sensibilizar o leitor a respeito das baixas de guerra, baseadas em mulheres e crianças, bem como tentar dar valor verdadeiro ao que chama de “desproporcional”. Lamentável, vergonhoso, pueril, ralo.
    Se nos detivéssemos apenas em três aspectos do conflito, não seria necessário sequer chegar a questões religiosas, a saber:
    - Não se trata de um conflito entre Estados e sim entre um Estado constituído e democrático e um grupamento TERRORISTA. Ou seja, houvesse dois pesos a avaliar, poder-se-ia apontar o dedo contra um deles alegando “excesso de defesa”. Não é o caso, inicialmente, por tratar-se de grupo terrorista e isto, per si, já encerra a questão.
    - Trata-se de DIREITO DE DEFESA e não de ataque desproporcional e só o ilustre luminar que escreveu o editorial não sabe ainda. Israel defende-se de algo que, estando localizado em determinado local, não obstante as tentativas de armistício, continua a despejar mísseis e morteiros por sobre o estado judeu. Direito de defesa é, queridos baluartes, DIREITO DE DEFESA! E ponto final! QUID PRO QUO.
    - Quem foi ofendido, inicialmente, foi O ESTADO DE ISRAEL, quando recebeu notícia de que o embaixador brasileiro estaria sendo chamado de volta a Brasil para “esclarecimentos”. Isto é uma ofensa gigantesca e só os Imortais de ZH não sabiam. A reação do Porta-voz do governo Israelense foi de indignação e de desprezo, por diversos motivos, além da chamada do embaixador em si.
    A respeito deste último item, ZH e o Itramaraty, convenientemente, esqueceram que a política externa brasileira é um lixo, agrega-se a Ahmadinejad, ao falecido Kadhafi, aos Sírios, à diversas ditaduras africanas e ao que de pior há na américa latina. Como podem ter esquecido que apoiaram um golpe de estado em Honduras, bem como expurgaram o Paraguai do Mercosul tão logo o cafajeste presidente Lugo foi destituído legalmente de seu cargo? Como podem esquecer que o Brasil, graças a este Iramaraty podre e miserável, apoia o governo Maduro na Venezuela, bem como nada esboçou de indignação diante do punguista Evo Morales, quando nos alijou de duas plantas petrolíferas na Bolívia?
    Observem que, até aqui, sequer toquei em questões religiosas, geo-políticas ou de mera base ideológica. Como ficou provado, nem é necessário, correto?
    Por fim, dou ainda mais crédito ao manifesto do Porta-voz israelense, levando em conta o estado de de alerta e os nervos à flor da pele dele e de seu povo. Que Deus esteja com Israel e contra o terrorismo. As baixas,cruéis, ficam a débito do terror e não do direito sagrado de defesa.

  • flavio diz: 26 de julho de 2014

    Grande oportunidade de a editoria de ZH ter ficado calada. Ou teve que dizer estas asneiras para ser politicamente correta?

  • Jônatas Asafe Rodrigues diz: 27 de julho de 2014

    Parabenizo, o editorial de Zero Hora, pela total imparcialidade ao tratar os fatos, que mostra o grau de seriedade e refinamento ao tratar de uma questão tão delicada quanto esta. Inclusive tendo sua postura em conforme as diretrizes internacionais da ONU.

  • Elizabeth diz: 27 de julho de 2014

    Ridículo e covarde, a ZH é capacho de qualquer governo. Uma vergonha!

  • Gilson Galera diz: 27 de julho de 2014

    Lendo o título do editorial “Reações Desproporcionais” pensei que tanto a retirada do Embaixador como os comentários da chancelaria israelense seriam criticada como excessivas. Mas parece ser mais fácil ficar na superficialidade da patriotada. Talvez ZH não queira correr o risco de associar a origem dos fundadores do jornal com a visão de Israel , preferindo fazer o oposto para não se arriscar. A pretexto de criticar unilateralmente a resposta de Israel o editorial é também condenatório a posição como um todo do país . De qualquer forma um editorial “irrelevante” e digamos carente de coragem.

  • Adriano diz: 27 de julho de 2014

    A sociedade israelense está se defendendo de um ataque por um grupo terrorista que pretende ver os judeus expulsos ou exterminados. Os civis palestinos são escudo dos radicais que se escondem. Os civis estão sendo avisados há semanas para sair da zona de conflito e sabiam do risco. Não há desproporcionalidade de Israel em revidar.

  • Rubem Prates diz: 27 de julho de 2014

    O Hamas é um grupo terrorista, associado a outros grupos terroristas, que querem negar o direito de Israel à existência. Os foguetes que lançam em direção à população judaica, tem origem em prédios públicos ou nas casas dos cidadãos palestinos, refens de um grupo que não tem respeito nem pelo seu próprio povo, a ponto de usá-lo como escudo humano. Cultuam a morte assim como os israelenses ou nós, ocidentais, cultuamos a vida. Toda a solidariedade ao povo palestino, mas não podemos negar a Israel o direito de se defender de quem não acredita na vida.
    A resposta de Israel à nota emitida pelo governo brasileiro – os israelenses sabem perfeitamente a importância de Osvaldo Aranha na construção do seu país – destina-se não a nós, brasileiros, mas a quem a emitiu, especificamente. Ora, um governo que se mantem em silêncio frente ao que ocorre na Siria, que ignora a limpeza étnica que ocorre no Iraque, que ignora a responsabilidade de Putin na crise com a Ucrania, originando a queda do Boing da Malaysia, que dá asilo a um assasino condenado pela justiça italiana, que abriga dirigntes das Farc, que faz agrados a dirigentes cucarachas como Evo Morales, Nicolas Maduro, ou que hospeda o ditador Raul Castro na residência oficial da Granja do Torto, transformando-a em território cubano, merece mesmo ser considerado um anão diplomático.

  • Machiavellirs diz: 28 de julho de 2014

    DIPLOMACIA BRASILEIRA

    A diplomacia brasileira, não passa de uma diplomacia brasileira, ou seja, uma diplomacia que reúne todos os vícios estruturais brasileiros, sejam eles os vícios decorrentes de uma corrupção endêmica, sejam os vícios decorrentes de uma “simpatia” exagerada por países ditatoriais e esquerdistas como é o caso de Cuba e Venezuela.

    Então essa diplomacia chega para Israel e diz:

    - Meu caro Israel, você tem que ser mais condescendente com o pessoal do Hamas. Aconselho vocês a venderem seus armamentos na rua 25 de março em São Paulo. Vocês verão que, se procederem assim, o pessoal do Hamas vai fazer a mesma coisa. Haverá, então, um final feliz para vocês, porque esse pessoal do Hamas é um pessoal muito legal, viu!

    Sinceramente, acho que foi muito pouco Israel ter chamado o Brasil de apenas “anão diplomático”. Fosse eu, eu diria assim:

    - Escuta aqui, seu diplomata de bosta. Vai te instruir um pouco. Vai ler um pouco de história. Se fizeres isso verás que, historicamente, toda a região quer tirar o território de Israel do mapa mundi. No momento em que nós vendermos os nossos armamentos na 25 de março, no outro dia o pessoal do Hamas estará invadindo nossos lares para estuprar as nossas mulheres e crucificar os nossos filhos para que eles nunca mais levantem um canivete na direção de nossos fuzis, viu!

  • Machiavellirs diz: 28 de julho de 2014

    EM TEMPO: substituir “na direção de nossos fuzis” por “na direção dos fuzis deles”.

Envie seu Comentário