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Interativo| Editorial diz que é preciso recuperar confiança na economia. Você concorda?

21 de agosto de 2014 6

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados.
Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.

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CONFIANÇA ABALADA

 

A combinação de indicadores e de atitudes de quem produz e consome forma um cenário pouco promissor para a economia brasileira. Os dados estatísticos, mesmo que informem o que já passou, iluminam também as condutas de quem pretende investir, comprar ou planejar ações de médio e longo prazo. E os indicadores do ano até agora não são bons para a performance econômica em geral e para questões específicas como inflação, contas públicas, juros, contas externas e consumo interno. Pretendentes à Presidência da República se defrontam com uma realidade que os números explicitam mensalmente e passam a ser desafiados por uma constatação incômoda: há, claramente, uma perda gradual de confiança por parte dos empresários e também da população em geral.
Os números são incontestáveis. A indústria reduziu o ritmo, o consumo pode ter chegado ao limite e, o que mais preocupa, a criação de emprego começa a perder fôlego. Por muito tempo, o maior trunfo da economia, exaltado pelo governo, foi a geração de vagas, em todos os setores. Áreas consideradas decisivas para a manutenção dessa tendência, como a automobilística, refreiam a produção, com menos encomendas, e começam a demitir. É abalado um pilar da política econômica, sustentado basicamente pelo fortalecimento do mercado interno, via crédito abundante e outros estímulos, como redução de preços de bens duráveis, com a desoneração tributária. Perdem efeito as ações muito mais táticas do que estratégicas, que representam esforços pontuais, na tentativa de estimular o consumo e transmitir a sensação de estabilidade.
Os resultados não são os almejados. A percepção média de que é preciso cautela faz com que as amostragens de investimentos revelem apreensão, com o adiamento de projetos, por parte do setor produtivo. Na outra ponta, do consumo, indicadores do comércio sugerem um refluxo na capacidade de endividamento da população. A inflação, igualmente no limite da meta estabelecida pelo próprio governo, mantém uma preocupante estabilização em níveis que, sob quaisquer pontos de vista, afastam-se do que seria razoável. É assim que os preços ascendentes, especialmente de produtos de primeira necessidade, corroem o poder de compra das famílias de mais baixa renda e, também nesse caso, comprometem projetos pessoais e abalam confianças.
Observadores de conjuntura chegam a traçar um cenário menos preocupante para 2015 para o ritmo da economia, mas o próximo ano reserva o impacto de correções de preços, bem acima da média histórica, para combustíveis e energia. Há exagero nos que, a partir desses dados, põem o Brasil no pior dos mundos. Mas é preciso atentar para os sinais que são emitidos pelo conjunto de indicadores, pelos impactos mais imediatos e pelas reações que provocam no ânimo de todos. O país contabiliza avanços importantes que não podem ser desperdiçados, e uma das missões dos presidenciáveis é a de transmitir com clareza o que pretendem fazer para que a economia volte a crescer com estabilidade e em níveis compatíveis com suas potencialidades.

NOSSAS POSIÇÕES EM 2014

 

Comentários (6)

  • Claudio Silva – Tramandaí diz: 21 de agosto de 2014

    Fui demitido em 2007, desde lá não tive coragem de pegar o pouco que sobrou do FGTS e montar alguma empresinha ou seja lá o que for para trabalhar e ter outra renda.

    Tenho visto vários exemplos de empresa de todo tamanho mau das pernas, sem falar na terrível burrocracia que é manter uma empresa além é claro dos vários impostos, taxas, contribuições etc que as empresas são oneradas na sua vida.

    Se aplicar no mercado financeiro é mais garantido do que aplicar numa empresa própria, por todos os custos iniciais. Nem comprar imóvel para locação está valendo a pena, enfim, conseguiram falir o pais, uma lojinha de 1,99 foi pouco pelo visto.

  • Luís diz: 22 de agosto de 2014

    Mas como recuperar a confiança na economia com governos petistas ??? Falta credibilidade ao Ministro da Fazenda e ao Banco Central, o mercado já não acredita mais no discurso dessas autoridades. Além disso, inflação na faixa dos 8% ao ano e juros de 10% AO MÊS !!! é difícil fazer qualquer coisa, pois falta previsibilidade aos agentes econômicos. E falta também segurança jurídica nos contratos, pois vira e mexe quebra-se contratos.

    O BNDES só tem dinheiro pros amiguinhos e financiadores do PT, e o Estado brasileiro está inchado de servidores públicos. O Estado gasta demais e absorve boa parte da renda nacional,quase 40% !!!

    Se o cidadão dá 40% do que ganha para o Estado, em troca de serviços que NÃO recebe, e gasta outros 40% para obter estes mesmo serviços ( saúde, educação, segurança, etc… ), sobram-lhe apenas 20% para financiar o seu dia a dia e poupar alguma coisa para o futuro, na sua aposentadoria.

    Pra fechar, 56% dos brasileiros estão endividados, e como a economia pode crescer assim ?

    Continuem votando no PT … para os próximos anos veremos estourar várias “bolhas”, a imobiliária, a do financiamento de veículos e a do cartão de crédito. Preparem-se: os empregos vão sumir !!!

  • Ivo Ricardo Lozekam diz: 22 de agosto de 2014

    O principal motivo da falta de confiança na economia Brasileira, é uma máquina pública cara, ineficiente e corrupta. Para sustentar esta máquina inchada, trabalhadores e empreendedores do Brasil todo tem em comum um sócio chamado governo e sua máquina arrecadatória (esta sim, funciona e muito bem). Este sócio que é ao mesmo tempo oculto, inativo (porque nada faz) e majoritário (porque é quem mais leva na arrecadação). Digam os presidenciáveis quem serão seus ministros nas pastas da fazenda, saúde e educação que definirei meu voto.

  • Luis diz: 22 de agosto de 2014

    Mais um editorial eleitoreiro que prega o apocalipse. Bem ao estilo daqueles que informavam que a Copa no Brasil seria um fiasco. Faz mais de doze anos que os editoriais do Grupo RBS repetem a mesma ladainha de final do ciclo de crescimento, crise, caos, investidores desconfiados, volta da recessão, volta da inflação, apagão, desemprego, etc. Faz mais de doze anos que vocês, urubólogos catastrofistas, torcem pelo pior. Análise séria de economia passa longe das paginas de ZH e dos demais jornais brasileiros. Pela primeira vez no Brasil milhões de pessoas, que antes não tinham condições, estão comprando casa própria, estão tendo acesso ao ensino superior, estão tendo ganho real nos salários. É bem aquilo que o Delfim Neto falou: “Jornalismo econômico no Brasil, não é uma coisa nem outra”. A grande verdade é que nesses últimos anos o Brasil melhorou muito, basta analisar qualquer indicador do governo atual com governos anteriores, a diferença é gritante. Ou por acaso estão com saudades do país sob intervenção do FMI, do apagão, das lojinhas de 1,99, do desemprego, recessão, dólar batendo 4,50, taxa de juro de 85% aa, Talvez, pra vocês da imprensa, o grande pecado do governo foi ter tirado 40 milhões de pessoas da miséria. Acordem, faz mais de doze anos que a História insiste em contrariar os editoriais dos jornalões, mas os editoriais insistem na pagação de mico. Nunca vi tanta adoração por um mico.

  • Roberto Mastrangelo Coelho diz: 22 de agosto de 2014

    A economia está associada a produção de um país, e a quantidade de impostos que incidem ministrada pelos políticos, que ano a ano é cada vez maior, por outro lado é baixo o investimento em manutenção das rodovias, assim como de novas opções de mobilidade urbana, quer seja por ferrovia, pluvial ou rodovia. A reforma tributária que vem sendo clamada desde 1964 pelo presidente João Goulart, até hoje não sai do papel, no entanto os investimentos na infra-estrutura dos políticos, quer seja por assessorias, por financiamento privado de campanha, etc são cada vez maiores. Os três pilares básicos que todos os políticos falam na suas campanhas políticas como: educação, segurança e saúde, conforme o IDH nos coloca em posição muito desfavorável em relação aos demais países, portanto é um conjunto de soluções que precisam ser colocadas em prática para que possamos melhorar as condições econômicas do nosso país.

  • Décio A. Damin diz: 22 de agosto de 2014

    Concordo, é preciso recuperá-la! Para tanto é necessário sermos conduzidos por quem saiba o que está fazendo. Afirmações de um otimismo vazio frente a um quadro desolador nos fazem desacreditar e confiar menos! A incerteza ronda o nosso futuro. O governo gasta erradamente o que não tem e emite moeda sem lastro na produtividade, gerando ele próprio a inflação: “Copa do Mundo”, “estádios faraônicos”, Olimpíadas! Escolas, hospitais,presídios, estradas, ferrovias, portos e aeroportos tudo, no papel, parece estar resolvido! Não é verdade! Precisamos confiar na austeridade, e, sabendo a verdade, aplicar certo os parcos recursos!

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