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Editorial| DO ORGULHO À VERGONHA

11 de setembro de 2014 2

A imagem que despertou o orgulho dos porto-alegrenses durante a Copa do Mundo _ o histórico viaduto da Avenida Borges de Medeiros tingido de laranja no desfile alegre da torcida holandesa _ é hoje um quadro de miséria humana, desolação dos munícipes e impotência do poder público. Além de se mostrar com sua estrutura física a cada dia mais degradada, o Viaduto Otávio Rocha encontra-se tomado por moradores de rua, que permanecem no local dia e noite com seus colchões, seus pertences precários e cães famintos. O agravante é que o quadro, incompatível com um dos pontos turísticos mais conhecidos da Capital, repete-se de forma quase generalizada em diferentes bairros. Além de restringir o uso de espaços públicos para os habitantes da cidade, a ocupação de calçadas e praças expõe um quadro de degradação humana e rejeição que requer urgente intervenção social para que aquelas pessoas recebam assistência e oportunidade de uma vida digna.
No caso específico da mais conhecida obra arquitetônica do Centro Histórico, resta pelo menos o consolo de que, um dia, os diferentes órgãos públicos envolvidos com os planos de restauração venham a se entender. E, em consequência, que o projeto possa ser posto em prática a partir de 2015, como estima a prefeitura. Depois de perder o direito a verbas asseguradas pelo PAC Cidades Históricas, devido justamente à indefinição das autoridades locais, a obra não tem mais como continuar à espera de providências oficiais.
O certo é que, assim como em outros pontos deteriorados da cidade, não basta apagar pichações e eliminar a sujeira, além de repor luminárias estragadas e refazer a estrutura física. É preciso garantir que os recursos previstos na recuperação não venham a ser desperdiçados por novas depredações. A população tem o direito de usufruir de locais públicos bem conservados e com segurança.

Comentários (2)

  • Claudio diz: 11 de setembro de 2014

    Não moro mais nessa província, e torço muito para que não precise voltar a morar ai. Uma cidade provinciana, atrasada e pessimamente administrada deste idos tempos.

    Bem vindos a Porto Unhappy!

  • Vânia Doeler diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo plenamente com a opinião exposta no artigo.
    Não consigo aceitar e entender que achem normal as pessoas viverem na rua, sem assistência. É respeito ou descaso?
    Não sei o que pode ser feito, mas prevenir para que não ocorram novas depredações parece tão ou mais importante que consertos e faxina. Encaminhar as pessoas para tratamento ou o que for necessário é um ato de respeito e solidariedade. Acho que também falta coesão e organização nos órgãos destinados a restaurar a cidade.

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