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Editorial| A LÓGICA DEMENTE DOS INCENDIÁRIOS

13 de setembro de 2014 7

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Sob o título “O fogo da intolerância”, condenamos veementemente neste espaço, ontem, o atentado contra o CTG de Livramento que programou para hoje o casamento coletivo com a participação de um casal homossexual. Lembramos que o gesto criminoso tem o efeito colateral de manchar ainda mais a imagem dos gaúchos, que passaram a ser vistos genericamente como racistas e homofóbicos por conta dos recentes episódios no estádio do Grêmio e desta polêmica do tradicionalismo. Pois não é que o raio caiu duas vezes no mesmo Estado: ontem, delinquentes travestidos de justiceiros incendiaram a casa da jovem torcedora flagrada em injúria racial contra o goleiro do Santos.
Tanto num caso quanto no outro, o crime não pode ser atribuído a um ou outro piromaníaco, acometido por perturbações psíquicas que o levem a sentir prazer com as chamas. Os incendiários do CTG e da casa da menina são depredadores comuns, movidos pela insanidade autoritária e pela vingança sobre quem pensa diferente deles. São, também, criminosos covardes, que se valem das sombras da noite e do anonimato para perpetrarem seus atos destruidores.
O que os move? No caso da homofobia _ explicam os especialistas _, é principalmente a insegurança em relação à própria sexualidade que leva alguns indivíduos a agirem agressivamente contra aqueles que já definiram suas preferências sexuais. Colocar fogo no local escolhido para o casamento gay tem a simbologia adicional de condenar ao inferno aqueles que não comungam das mesmas convicções. No episódio futebolístico, evidencia-se acima de tudo a hipocrisia pusilânime, muito provavelmente praticada por pessoas que já agiram como a menina nos estádios, mas sem terem sido flagradas pelas câmeras da televisão.
As manifestações de racismo e homofobia envergonham a parcela sensata da população, que se acredita ser maioria. Os incêndios provocam medo, pois revelam a existência de comportamentos mentais criminosos, com potencial para destruir, ferir e matar. É caso de polícia, evidentemente, mas também é um caso de revisão de valores culturais que os gaúchos não podem mais adiar.

NOSSAS POSIÇÕES EM 2014

Comentários (7)

  • flavio diz: 13 de setembro de 2014

    Não há racismo – a torcida gremista sempre gritou “macaco” para o adversário tradicional, provocativamente – e não há homofobia, pois CTG é centro de tradições (deveria o editor ler o Coimbra) e casamento gay não é tradição gaúcha. Se fosse para tocar samba também haveria revolta. A maioria da população pensa como eu, apenas não se manifesta. Porque ZH faz um esforço danado para se colocar mais e mais no buraco, dizendo disparates nos editoriais? Quem é o responsável por estes editoriais estapafúrdios, poderia apresentar-se?

  • Derli Brites Sandim diz: 13 de setembro de 2014

    Sem lógica este editorial da Zero Hora, assim como a sua capa. Primeiro vai contra a maioria da população que em pesquisas se mostram contra o casamento gay, por um motivo simples, gays, não se reproduzem; reprodução é o que mais importa em qualquer espécie. Segundo chamar de gay que é contra gay é um discurso conhecido para tentar desqualificar opinião contrária, e que não tem base científica nenhuma. Terceiro, o jornal tem que respeitar as tradições gauchas, se vão fazer este tipo de juntamento,sim juntamento, porque casamento é apenas com homem e mulher, além é claro de não constar na lei, o que é natural. O que existe é uma imposição da justiça enfiando goela a baixo este tipo de comportamento, Chamar de covarde, esses valorosos defensores das nossas tradições, é de tamanha incoerência. covardes sim, são os que se refugiam atras do aparelhamento do estado para ditar suas insanas convicções, enfim, todos inclusive os homossexuais tem direito de serem felizes, mas cada símio no seu galho.

  • Clailton Kitter Ferreira diz: 13 de setembro de 2014

    Santa hipocrisia, cinismo e muito , muito mais. Quantas vezes a mídia filmou, mostrou , evidenciou aquela garota na prática de racismo? E um da cor do Aranha que estava xingando o Aranha sabe lá do quê?
    Que gaúchos? Somos o quê? Vanguarda? Não, retrocesso! Somos homofóbicos, sim. E racistas.
    Para aqueles que conhecem a histórias do RS o que que fizeram com os lanceiros negros?
    O RS é similar ao Texas- tri conservador.
    Aqui tanto e mais é invertido: Moacyr Scliar humanista colocaram Fabrício Carpenejar que exaltar que os únicos que sabem mentir são os deuses secrtollides – os agentes do mal. Sequestrou meus filhos e Porto Alegre e largaram-no num lugar a ermo tri perigoso para sobre toda sorte de abuso e esse pirado, exótico ainda glorifica esse bandidos?
    Luto para Jurandir Machado ser colunista deste jornal mas agora Potter escrevendo? É brincadeira de criança!
    Uma instituição nazifascista destruir tua vida que dura 11 anos para quê: satisfação, prazer, deleite?
    No passado a vanguarda estava nos baianos, hoje não se sabe. Mas não aqui, nunca é aqui.
    E agora toda mundo é doente psíquica – fizeram um curso com a psiquiatra Ana Beatriz que defende infinidades possibilidades de psicopatas. Esse jornal é tão responsável pelo garota como o restante da mídia. E se matá-la tem responsabilizar a todos, sem exceção.

  • Clailton Kitter Ferreira diz: 13 de setembro de 2014

    Derli casa com um cavalo já, agora! Pois isso a tradição aprova, porque desde que sou guri vejo isso nas nossas querida tradição. Talvez nasça uma espécie nossa, um secretoloide – mistura de cobra venenosa e gente sem caráter. Ou sei lá o que. E vai ser retrógrada, reativo, reacionário pra p…

  • Clailton Kitter Ferreira diz: 13 de setembro de 2014

    Derli casa com um cavalo já, agora. Pois desde que sou guri vejo tal pratica na nossa querida tradição. Mas com pessoas tu negas.
    Quem sabe nasça uma espécie nova à la secretoloide – aqui mistura de cobra com gente podre – bandidos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    E vai se retrógrada, reativo, reacionário pra p…

  • Clailton Kitter Ferreira diz: 14 de setembro de 2014

    geçqmqerlmgçmnlka

  • Vânia Doeler diz: 16 de setembro de 2014

    “O que existe é uma imposição da justiça enfiando goela a baixo …” das pessoas. Concordo com Flávio.
    Esclarecendo: não sou racista nem homofóbica. Não sou contra nada desde que não prejudique os demais. Tenho horror a preconceito até porque já sofri com ele, quando me separei em uma época que não via com bons olhos tal coisa. Hoje não só é aceito mas muito corriqueiro. Mas também me chateia ver que o preconceito visa todos que ousem pensar diferente.

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