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Artigo| PROGRAMA DE GOVERNO PARA QUÊ?

25 de setembro de 2014 1

IVAN MARQUES
Diretor Executivo do Instituto Sou da Paz

 

É notório o descaso quanto à publicação de planos de governo dos candidatos aos cargos públicos no Brasil. A cada eleição, o documento que deveria ser a fonte de propostas das candidaturas acaba relegado a um papel quase insignificante dentro das milionárias campanhas publicitárias. O eleitor precisa conhecer a diferença entre os candidatos baseado nas ideias que eles têm sobre educação, saúde, segurança, temas fundamentais para a construção de um país melhor. A 15 dias da eleição, não há absolutamente nada que justifique essa ausência.
Em relação à segurança pública essa omissão é ainda mais grave. Numa área em que o potencial da União tem sido pouco utilizado, conhecer a visão de cada candidato sobre ela é fundamental. Em um país em que homicídios vitimam anualmente mais de 50 mil vidas, é inadmissível que o tema não seja prioridade da agenda política e, consequentemente, do programa de governo dos principais candidatos à Presidência.
Um grupo de especialistas, do qual o Instituto Sou da Paz faz parte, elaborou a “Agenda Prioritária de Propostas para Segurança Pública” que oferece um conjunto de recomendações concretas para subsidiar a formulação dos programas de governo da área.
Entre as principais propostas estão a criação do Plano Nacional de Redução de Homicídios, priorizando a investigação destes crimes, o controle de armas e munições, programas preventivos focados em grupos mais atingidos pela violência e a redução da letalidade policial.
Destaca-se também a reforma do modelo policial, com a criação de polícias de ciclo completo, que atuem na prevenção e investigação de forma integrada, com controle externo forte e autônomo. Propõe-se, ainda, a revisão da política penitenciária, prendendo quem comete os crimes mais graves e priorizando alternativas penais para crimes cometidos sem violência.
Assim, ao oferecer aos eleitores propostas sobre segurança pública o candidato assume mais que um compromisso político, assume um compromisso ético com a preservação da vida. Somente com uma política de segurança melhor estruturada, conseguiremos reverter este quadro preocupante de homicídios no Brasil.

Comentários (1)

  • Milton Munaro diz: 25 de setembro de 2014

    O negócio é ganhar as eleições “de qualquer jeito”, depois são chamados os amigos pra repartir o butim no curso do mandato. A saúde é resolvida com pseudo-médicos importados pra dosar melhorar e band-aid, ao tempo que os cancerosos do poder vão pro Sírio Libanês. A segurança, que se virem, porque os do poder têm tudo e mais um pouco pra sua proteção, às custas dos pagadores de impostos extorsivos. De resto, tem dinheiro de muitos canais de corrupção, e ainda sobra pra comprar o zé-povinho com distribuição de dinheiro a desocupados, que aumenta a criminalidade, e os votos.

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