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Editorial| DILMA TERÁ QUE UNIR O PAÍS

27 de outubro de 2014 3

EditorialO povo brasileiro optou pela continuidade do governo do PT, que promoveu nos oito anos de Lula e no primeiro mandato de Dilma avanços sociais sem precedentes no país, mas está perdendo o controle da estabilidade econômica. Por isso Dilma Rousseff reassume com o desafio de promover ajustes urgentes na economia, sem criar riscos para os programas de redução da pobreza e da desigualdade. Ao mesmo tempo, a presidente reeleita terá que operar politicamente para reconciliar o país, dividido pela agressividade dos candidatos, militantes e simpatizantes dos partidos envolvidos na disputa pelo poder.

Se a palavra de ordem dos marqueteiros era desconstrução, o verbo a ser conjugado agora é reconstruir, em todas as suas acepções. O novo governo Dilma precisa reorganizar a economia, reconquistar a confiança dos investidores, revigorar a infraestrutura, rejeitar a corrupção e recuperar a crença dos cidadãos na administração pública. Sempre é bom lembrar que as manifestações populares de 2013 por serviços qualificados e por representação adequada por parte das instituições ainda não foram atendidas.
Mas a expectativa maior é sobre a economia. Contrariando a política econômica adotada nos governos Fernando Henrique e Lula, Dilma deu uma guinada perigosa para o intervencionismo e deixou a inflação escapar do controle. Ela promoveu a desvalorização da taxa de câmbio, a redução agressiva da taxa básica de juros, a expansão do crédito dos bancos oficiais e intervenções escancaradas na economia, seja por meio de políticas setoriais de subsídios ou pela ação direta em mercados específicos como o da energia. O resultado foi o baixo crescimento e a pressão inflacionária, que começa a se tornar angustiante. Alguns recuos, como o abandono da intervenção no mercado cambial, foram insuficientes para aliviar a sensação de desequilíbrio da economia.
Assim, é inevitável que, juntamente com o anúncio do nome do novo ministro da Fazenda, o governo também acene com medidas efetivas de equilíbrio e transparência nas contas públicas, conjugadas com controle de gastos e simplificação da estrutura tributária, para devolver a confiança aos agentes do mercado.
É uma tarefa árdua, mas, apesar do resultado equilibrado do pleito, a maioria dos brasileiros está dizendo que acredita na capacidade de Dilma para realizá-la.

NOSSAS POSIÇÕES EM 2014

Comentários (3)

  • Machiavellirs diz: 27 de outubro de 2014

    RECONCILIAÇÃO?

    Sinceramente, não vejo possibilidade de reconciliação entre o norte e o nordeste, regiões responsáveis pela vitória da Dilma, e o resto do país.

    O fato é que o norte e o nordeste, historicamente, são regiões caracterizadas por serem currais eleitorais de políticos tipo Sarney, Collor e Calheiros. Esses políticos sabem que basta utilizar a velha tática de acenar com um pedaço de pão ao povo ignorante e carente daquelas duas regiões para serem seguidos e se perpetuarem no poder. E essa velha tática foi utilizada com maestria pelo PT que agregou a ela o circo da Copa do Mundo para tornar ainda mais verdadeira a famosa expressão romana da época áurea do Coliseu: “panis et circenses”.

    Acho que o sul, centro-oeste e o sudeste não aceitarão ver o dinheiro de seus impostos servindo para o PT se perpetuar no poder via política do “panis et circenses”. O RS é a prova disso!

  • Claudio diz: 27 de outubro de 2014

    Porque ela vai unir se o objetivo era desunir?

    @tumaoficial Os estados q o Aécio ganhou representam 76% do PIB. Pessoas dos 24% decidiram as eleições Ou seja, Brasil produtivo se ferra.

  • Gilnei diz: 27 de outubro de 2014

    O Brasil merece uma administração pública melhor, mais voltada aos interesses da sociedade e não de certos “grupos privilegiados”, porém esbarra na falta de vontade da classe política e da classe jurídica.

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