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Interativo| Editorial reconhece amadurecimento da democracia brasileira. Você concorda?

30 de outubro de 2014 17

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.
Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

 

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CONFIANÇA NA DEMOCRACIA

Ainda que o país tenha saído dividido politicamente do recente processo eleitoral, não houve questionamentos importantes em relação à lisura do pleito e à legitimidade dos resultados, o que aponta para o amadurecimento da democracia brasileira. Os vencidos reconheceram os vencedores, as transições estaduais estão ocorrendo em clima de civilidade e os eleitores mais exaltados começam a voltar à realidade.
Contribuiu bastante para este cenário o trabalho bem planejado da Justiça Eleitoral, que comandou soberanamente a movimentação de 140 milhões de eleitores. Além disso, fica cada vez mais evidente que o sistema de votação e apuração por meio de urnas eletrônicas é um sucesso inquestionável, pois vem garantindo agilidade e precisão aos pleitos no país.
Diante de tal realidade, o que se espera é que os governantes e políticos eleitos exerçam seus papéis com responsabilidade, seja no governo ou na oposição. O combate à corrupção tem que continuar sendo observado por todos, não para se transformar em instrumento de ruptura institucional, mas para moralizar a administração pública e devolver a confiança dos cidadãos nas instituições. Não há ambiente para golpes ou para um eventual terceiro turno, mas há, sim, uma demanda nacional por decência, serviços públicos qualificados, desenvolvimento econômico e justiça social. Os eleitos têm o dever de atender a essa demanda.
A democracia, felizmente, tem mecanismos para corrigir suas próprias deformações. As investigações em andamento pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelas comissões parlamentares comprovam que é possível combater a impunidade sem crises institucionais. Resta esperar que essas instituições continuem fazendo o seu trabalho com profissionalismo, sem se deixar influenciar pelos resultados das urnas.
Os brasileiros que votaram no último dia 26, independentemente da escolha que fizeram ou mesmo que não tenham feito escolha alguma, deram uma demonstração de que confiam nas instituições democráticas. Ao participar, chancelaram o sistema vigente. Até por isso, essa participação tem que ter continuidade, por meio da vigilância e da cobrança sobre os representantes eleitos. Assim, todos estaremos contribuindo para aperfeiçoar a nossa democracia.

 

NOSSAS POSIÇÕES EM 2014

 

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Comentários (17)

  • Vasco Maestri Trindade diz: 30 de outubro de 2014

    Discordo da motivação da falta de questionamento sobre a lisura do pleito. Faz alguns anos já que especialistas da área de informática têm apontado falhas na segurança do sistema de votação eletrônico, sem que o Tribunal Superior Eleitoral tenha respondido com a devida transparência. Testes públicos das urnas não foram realizados previamente às últimas eleições, em desconformidade com a prática usualmente adotada.

    Só no presente ano, ataques cibernéticos a gigantes como JP Morgan, Home Depot, Target e mesmo a empresas contratadas pelo governo norte-americano expuseram a vulnerabilidade dos sistemas de informática mais avançados. Entendo que a oposição derrotada não possui os recursos técnicos para auditar o processo eleitoral da forma adequada. Sem elementos técnicos consistentes, qualquer questionamento por parte da oposição não seria tomada seriamente, podendo afetar mais a imagem dos próprios oposicionistas do que propriamente a percepção de lisura do processo de votação eletrônico.

  • Claudio Silva – Tramandaí diz: 30 de outubro de 2014

    Depois que lula ganhou a primeira eleição deixei de votar, passei 12 anos anulando e justificando o voto, até pensei, será que nesses 12 anos eu não poderia ter mudado isso com 1 voto (foi um devaneio).
    Esse ano, rodei 100km, gastei gasolina pra votar e tirar esse lixo do poder e o que deu? O que eu imaginava, como confiar nesse processo eleitoral? Bom, agora sei que meu voto não vale nada, e volto a justificar.
    Na verdade estou pensando em nem comparecer e pagar a multa, acho que fica melhor.

  • Carlos Renato dos Santos Costa diz: 30 de outubro de 2014

    Concordo, apesar das humilhações recíprocas, apesar da luta pelo poder se sobrepor a um projeto de país, apesar da inflação, apesar do silêncio sobre a degradação ambiental, apesar da distribuição de culpas, apesar da corrupção, apesar do desmonte de personalidades, apesar da tentativa de separar pobres da “elite branca”, talvez, eu digo talvez, pela proximidade dos resultados e da divisão geográfica dos votos e porque não dizer: socioeconômica, as pessoas compreendam que só por intermédio da educação é possível um trabalho digno e com ele a liberdade de escolha , não condicionada a própria sobrevivência. Os Governos sabem disso e essa é uma questão de honra, não apenas combater o câncer da corrupção, mas suas metástases que é a pobreza cultural, que eterniza o analfabetismo político.

  • eugenio azambuja diz: 30 de outubro de 2014

    QUE democracia????????? onde e quando existiu , deve ser no mundo paralelo???????? o povo morre de fome, nas filas do SUS,com uma “aposentadoria” podre,com canetaços de juiz e politicos.com a violencia sem medidas,com bala perdida,num transito assassino….pensa e depois façam uma enquete destas…..

  • Márcio de Carvalho Damin-Porto Alegre diz: 30 de outubro de 2014

    Parei de ler o texto quando cheguei em:” não houve questionamentos importantes em relação à lisura do pleito e à legitimidade dos resultados” e ” fica cada vez mais evidente que o sistema de votação e apuração por meio de urnas eletrônicas é um sucesso inquestionável, pois vem garantindo agilidade e precisão aos pleitos no país Ora,o pior cego é o que não quer ver!centenas de pessoas foram as urnas apenas para constatar que alguém já havia votado por elas,há um vídeo no youtube de uma urna que computava votos sozinha! Um mesário afirma peremptoriamente que uma urna registrou 400 votos para Dilma e nenhum para o Aécio,o tal Toffoli foi advogado do PT e foi indicado ao STF pelo partido da Dilma,não houve boca de urna no segundo turno,um especialista em informática afirmou ser risível o sistema de proteção a hackers das urnas,fora os presidentes ligados e subalternados ao Foro de São Paulo escrevendo sobre a vitória da ”pátria grande” nos seus twitter,apenas corroborando que quem manda no país é o Foro.
    O PT é um partido ilegal,a maior organização política da história da America Latina o tem como membro e signatário e,pela lei isto é ilegal e digno de extinção do partido.
    Portanto a Zero Hora deve pensar que todos os seus leitores são otários.Se eu,um cidadão sem ligações partidárias ou com jornal algum,com um pouco de pesquisa percebo que essa eleição tem diversos indícios de ter sido fraudada,como um jornal do tamanho da ZH não sabe dessas informações?
    Escrevo isto não na esperança de mudar qualquer coisa,mas sim para que quem quer que leia minha resposta tenha certeza de que nem todos estão dormindo.

  • Alexandre Monteiro diz: 30 de outubro de 2014

    Vários comentários acima resumem minha opinião. O pior de tudo é constatar que a imprensa, discretamente (ou nem tanto, como no caso desta reportagem) faz questão de manter o poder nas mãos desta turma, tentando convencer as pessoas que estamos no país dos sonhos. Tudo é cuidadosamente conduzido para influenciar a opinião, o que muitas vezes se reflete no voto. Somado a isto, parte do Brasil tem seu voto “comprado” a cada eleição com os tantos benefícios que são um convite à vagabundagem. Enquanto isto continuar ocorrendo, vai ser difícil se livrar desta ditadura branca. Tudo pelo poder, este é o lema.

  • ANDRE MEDEIROS JORGE diz: 31 de outubro de 2014

    CONCORDO. Há um evidente fortalecimento de nossa jovem democracia. Não houve registro importante de problemas ou desordem. Milhões de eleitores foram as urnas em paz. Com o advento das redes sociais, as manifestações politicas ganharam um novo canal de discussão, o que também contribui com o amadurecimento democrático do país.

  • Luís diz: 31 de outubro de 2014

    Discordo veementemente do editorial de ZH que, de forma previsível, adota o discurso do “deixa-disso” e doura a pílula. E concordo integralmente com o que disse o Sr. Márcio de Carvalho Damin.

    A democracia tupiniquim é uma democracia de mentirinha: voto obrigatório, imprensa no cabresto e no bolso, programas assistencialistas para compra de votos ( bolsa-família e bolsa-BNDES ), aparelho sindical usado para manter um partido no poder, urnas eletrônicas ultrapassadas e não submetidas à auditoria, horário político que expele mentiras e vende produtos podres como sendo bons para consumo, debates feitos pela imprensa em horários muito ruins para quem precisa trabalhar, etc…

  • Luís diz: 31 de outubro de 2014

    Eleição com contagem de votos secreta não é eleição, é fraude. O sistema de ocultações montado para isso, sob a direção de um advogado sem mestrado, sem obra notável publicada e sem qualquer currículo exceto serviços prestados a um dos partidos concorrentes, viola um dos princípios mais elementares da democracia, que é a transparência do processo eleitoral. É o crime perfeito: o acusado se investiga a si próprio.

    Outra coisa: dizer que a democracia brasileira amadureceu é, convenhamos, um excesso de oPTimismo. Como pode isso, se os institutos de pesquisas tem contratos com o governo ? Cadê a independência e a insubordinação ? Acredito sim que pesquisas, no Brasil, são manipuladas e usadas para botar na frente o cavalo escolhido pelos coronéis de sempre que mandam nesta republiqueta bananeira.

  • Luís diz: 31 de outubro de 2014

    “Eleição com contagem de votos secreta não é eleição, é fraude. O sistema de ocultações montado para isso, sob a direção de um advogado sem mestrado, sem obra notável publicada e sem qualquer currículo exceto serviços prestados a um dos partidos concorrentes, viola um dos princípios mais elementares da democracia, que é a transparência do processo eleitoral. É o crime perfeito: o acusado se investiga a si próprio.” Jornalista Aluízio Amorim

  • Gilnei diz: 31 de outubro de 2014

    O “processo eleitoral brasileiro” e a “democracia brasileira” são exemplos de que o “Brasiu” ainda é uma “colônia”.
    Se antes era Portugal quem nos explorava, agora são os grandes empresários, parte da grande mídia e a classe política, todos, com o aval da justiça, sedentos pelo poder e por seus interesses ($$$$$$$$$$) e povo ? ah, como diria aquele personagem, o povo que se exploda.

  • FLAVIO FAGUNDES DA SILVEIRA diz: 31 de outubro de 2014

    Não foi necessário ler todo o texto para DISCORDAR COMPLETAMENTE. Não existe democracia nenhuma, tudo é uma falácia inventada pela mídia. Sou obrigado a votar, embora tenha um apresentador da rádio gaúcha ter dito que o voto não era obrigatório e sim o comparecimento às urnas, vou comparecer para que? propaganda política mentirosas. Debates políticos sem objetivo prático nenhum, apenas trocas de ofensas. Sistema eletrônico não confiável com muitas irregularidades apontadas sem nenhum retorno do TSE. Presidente do TSE filiado a um partido onde foi até advogado e consultor. Compra de votos comprovado com sistema governamental sem que a justiça eleitoral tome qualquer providência. Política partidária brasileira totalmente corrupta e liberação de ladrões condenados. Um mesário declarou ao vivo nas emissoras de TV do país que a urna recebida já tinha carregada no cartão 400 votos.
    Falta fiscalização nas eleições porque a justiça eleitoral impede que partidos e outras entidades possam fazer uma fiscalização efetiva.
    POR TUDO ISSO, ELEIÇÕES NO BRASIL SÃO FRAUDULENTAS, ATÉ QUE EXISTA FISCALIZAÇÃO EFETIVA. ELEIÇÕES DIGITAIS SÃO UMA FARSA, NUNCA SERÃO CONFIÁVEIS.

    FLÁVIO FAGUNDES DA SILVEIRA – Campo Bom

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 31 de outubro de 2014

    Mais uma vez o editorial tentando manipular a opinião dos leitores, onde diz que “comandou soberanamente a movimentação de 140 milhões de eleitores”, está errado, pois pouco mais de 100 milhões compareceram as urnas. E o restante já justificou a falta? E que democracia é esta que precisamos ser obrigados a servir o exército e obrigados a votar, que é o mais grave, pois somos ameaçados de várias formas se não cumprirmos esses quesitos? O elemento Presidente da Venezuela em recente declaração disse que foi muito bom a reeleição da Presidente Dilma, pois estamos mais perto de concretizarmos o sonho de fazer da América Latina, uma só República Bolivariana. Onde está a democracia? Precisaremos trocar o nome para América Latrina!

  • pedro alberto castelli diz: 31 de outubro de 2014

    discordo, o que amadureceu, foi a tomada do poder pelo pt.

  • pedro cruz diz: 31 de outubro de 2014

    Esta eleição estava basicamente nas mãos do PSDB, não porque o Aécio é la grandes coisa mas tinha tudo para tirar o PT do poder e bota poder nisso a famosa abstenção liquidou o PSDB pois deu quase 30 milhões de abstenção ??para quem perdeu por dois milhões e vou falar aqui uma coisa que muita gente não sabe, talvez alguns ???sabem o muito mais médicos CUBANOS ??a maioria é do Exercito Cubano ??porque ??meu Deus ??
    Nem precisa falar

  • Helio Rist Dias diz: 31 de outubro de 2014

    DISCORDO: só essa afirmativa já é piada; “não houve questionamentos importantes em relação à lisura do pleito e à legitimidade dos resultados”. Além de tudo que foi dito sobre a fragilidade dos dados eletronicamente feitos, acrescento que sem a possibilidade de recontagem de votos é uma ingenuidade. Helio – Novo Hamburgo

  • Matheus Budke – Porto Alegre/RS diz: 31 de outubro de 2014

    Discordo. Primeiro, quanto a lisura do pleito, as urnas eletrônicas podem até serem confiáveis, porém não parecem confiáveis! Em nossas urnas, rechaçadas em diversos países, não é possível nenhum tipo de recontagem e são alvo de questionamento por estudiosos sobre os assunto nas redes sociais, blogs e páginas na web e agora também pelo partido derrotado no pleito. Segundo porque o número de eleitores que não fizeram escolha alguma(abstenções, brancos e nulos) é quase um terço do eleitorado nacional e isso jamais pode ser interpretado, num democracia com o voto obrigatório, como democracia madura. Terceiro, votos brancos e nulos serem maior que a diferença entre os dois candidatos não refletem confiança na democracia, como sugerido, pois se estes eleitores dão sinal de que não confiam em nossa democracia e que tanto faz ser uma democracia ou não. Se ao menos optassem por pelo “menos pior dos candidatos” o resultado daria maior representatividade ao eleito e seria uma defesa de nossa democracia.

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