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Interativo| Você concorda com o editorial de que falta boa governança para a melhoria dos serviços públicos?

01 de janeiro de 2015 10

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.

Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

Editorial InterativoPara participar, clique aqui.

 

HORA DE COBRAR EFICIÊNCIA

A posse dos novos ministros do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff e dos secretários de Estado do governo José Ivo Sartori renova a expectativa entre os contribuintes de que o clamor por serviços públicos de mais qualidade seja finalmente ouvido. O apelo, válido para todos os integrantes do primeiro escalão, em ambas as esferas da federação, faz mais sentido ainda em áreas nas quais as carências são mais visíveis: da educação à saúde, passando por segurança pública. São essas nas quais fica mais visível o que ficou conhecido como corrupção silenciosa, resultante de más práticas de prestadores de serviços públicos que não envolvem troca de dinheiro. A saída vai depender da disposição dos novos gestores, de perseguir pressupostos até agora negligenciados na administração oficial: elevados níveis de transparência e eficiência de gestão, que são as bases da boa governança.
Em âmbito federal, levantamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) confirmam em estudos o que os brasileiros constatam no seu cotidiano quando buscam uma vaga para o filho em escola pública, ou procuram atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), ou não têm a quem recorrer numa situação de insegurança. No último levantamento envolvendo mais de 300 órgãos da administração pública federal, o Tribunal de Contas constatou que, em nada menos de 55,4% deles, as boas práticas de governança estão num estágio inicial. As razões estão na falta de treinamento, de avaliação de gestores, de planejamento e metas e de desempenho.
Tanto a União quanto o Estado precisam criar, no menor prazo de tempo possível, as condições para que o setor público possa investir o necessário em suas atribuições específicas. Aos contribuintes, o que interessa não é como os governantes vão acertar suas contas _ o mínimo que se pode esperar de um bom gestor _, mas se vão ou não propiciar uma retribuição à altura do que é pago sob a forma de impostos. E é justamente isso o que não vem ocorrendo. No caso dos serviços concedidos, o agravante é que falta eficiência tambem às agências de regulação, em grande parte pela excessiva politização de seus quadros.
As novas administrações precisam se comprometer com princípios de boa governança. Os contribuintes não podem mais se conformar com a sonegação sistemática de serviços públicos de qualidade aos quais têm direito.

 

Comentários (10)

  • Marilene Bueno diz: 1 de janeiro de 2015

    Acredito que o primeiro erro está na distribuição de cargos como CCs, na maioria das vezes os escolhidos para os cargos não tem preparo administrativo suficiente para ocupa-los, e toda vez que a população esbarra com um administrador incompetente começam os problemas sem solução, então a solução seria capacitar os novos administradores, seria um primeiro passo para melhorar a admistração.

  • Carlos Renato dos Santos Costa diz: 1 de janeiro de 2015

    Lendo esse editorial, me vem à mente, àquela servidora, passeando em pleno horário de expediente com o cão. Vislumbro o médico, que sem motivo, não compareceu ao posto de saúde, e nas consultas recordes. Rememoro, os desvios de função no magistério, na brigada etc. Não tem como não relacionar esse assunto, com a alta carga de tributos e a desproporcional qualidade no atendimento ou ausência de respeito. Soma-se a burocracia e até greves, que são um direito, mas não raro são abusivas. Claro que existem servidores exemplares, mas não são tantos assim. Enfim, políticos devem se ocupar de política e técnicos em gestão, ação e transparência andando de mãos dadas. É preciso acabar com clientelismo!

  • Carlos – CRSC diz: 1 de janeiro de 2015

    Onde estão os funcionários para o atendimento? Onde está a rampa para o cadeirante? Onde está o leito do Hospital? Onde está a estrada? Onde está o Fiscal? Onde estão os presos que deveriam estar “presos”? Onde está o Governo? Sabemos onde está o pedágio, o hospital, a delegacia, o fórum, a escola, o presídio e o terminal do banco para pagar as contas. Punir Corruptos visíveis já é difícil, imaginem qualificar e motivar servidores para que a população não fique desassistida, ou mal assistida? Com Concursos públicos sem nomeações?! Com a “CCzada”?! Temos serviços de terceiro mundo e arrecadação Sueca… Chega de apadrinhamentos e incompetência e apadrinhamento da incompetência.

  • Lucinea Alves da Silva diz: 2 de janeiro de 2015

    É preferível prevenir ou remediar? Einstein dizia que o homem inteligente deveria evitar o mal. Quais seriam estão, os remédios que teríamos à disposição para evitar não apenas a corrupção, mas seus efeitos colaterais, entre eles, a decidia no cumprimento do dever. Trabalhar com o público, tem significar uma escolha consciente e o norte de toda a conduta do servidor deve ser: O bem comum. Ora, colocar no serviço público, pessoas sem formação moral ou intelectual, só pode resultar em prejuízo. Também não basta, pessoas bem intencionadas, pois é necessário qualificação. Enfim, fica uma questão: Qual seriam os pré-requisitos, para ser político no nosso país? Seriam, esses pré-requisitos diferentes, dos exigidos para o servidor público? Sem padrões mínimos de qualidade, tudo não passa de uma panacéia. Cobrar eficiência, significa estabelecer prioridades e isso não se coaduna com individualismos.

  • Varlei Disiuta diz: 2 de janeiro de 2015

    A maioria dos governos no Brasil em todas as esferas não estão preocupados diretamente com o bem estar do povo e sim com suas próprias eleições e reeleições. Caso fosse verdade que os governos estivessem preocupados com seus cidadãos, com toda infra-estrutura que temos, profissionais altamente qualificados, concursados, Leis em profusão para tudo e para todos, os problemas nacionais já teriam sido quase que amplamente resolvidos. Falta aos governantes vergonha na cara e a legislação ser realmente aplicada para que nossos governantes realmente façam aquilo que foram eleitos e/ou nomeados…cumprir a Lei e resolver os problemas da população…na verdade, eles resolvem os seus problemas…e muito poucos são verdadeiramente punidos…muitas vezes se ouve falar que foram demitidos milhares de funcionários, etc…não basta só demitir, tem que punir, prender e cobrar os prejuizos proporcionados ao local diretamente subordinado, só assim teremos a plenitude e a melhoria da governança pública neste país tão massacrado e tão roubado descaradamente!

  • FLAVIO FAGUNDES DA SILVEIRA diz: 2 de janeiro de 2015

    Iniciou mal o ano, isso é a primeira pergunta besta do ano, tá na cara que precisa ter administrações competentes e sem politicagem barata.

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 2 de janeiro de 2015

    Será que vai aparecer alguém que está satisfeito com o atendimento que o governo presta, seja na área que for? Ou será que alguém acreditou nos discursos de posse tanto de Brasília ou dos Estados? O que se viu foram a mesma palestra para acalentar bovinos, e as mesmas promessas de sempre. Acreditar em políticos é a mesma coisa que acreditar em Lobiso-
    mem ao meio dia. Está na hora de mudar o discurso, sob pena de nem eles acreditarem em si mesmos!

  • Lucinea Alves da Silva diz: 2 de janeiro de 2015

    É preferível prevenir ou remediar? Einstein dizia que o homem inteligente deveria evitar o mal. Quais seriam estão, os remédios que teríamos à disposição para evitar não apenas a corrupção, mas seus efeitos colaterais, entre eles, a decidia no cumprimento do dever. Trabalhar com o público, tem significar uma escolha consciente e o norte de toda a conduta do servidor deve ser: O bem comum. Ora, colocar no serviço público, pessoas sem formação moral ou intelectual, só pode resultar em prejuízo. Também não basta, pessoas bem intencionadas, pois é necessário qualificação. Enfim, fica uma questão: Quais seriam os pré-requisitos, para ser político no nosso país? Seriam, esses pré-requisitos diferentes, dos exigidos para o servidor público? Sem padrões mínimos de qualidade, tudo não passa de uma ilusão. Cobrar eficiência, significa estabelecer prioridades, metas, e mensurar a qualidade e isso não se coaduna com individualismos.

  • Claudio – Tramandaí diz: 2 de janeiro de 2015

    Dificil dizer que falta uma coisa que nunca teve no pais, a tal “governaça” no verdadeiro sentido da palavra.
    E tenho certeza que nunca teremos, talvez redescobrindo o pais ou quem sabe sendo ocupado por uma nação mais evoluida e dai pra diante uma nova ordem.

    Mas o “braziu” não tem mais jeito, é um caso perdido.

  • Cláudio Fortes Carpes, (Policial, aposentado). (Montenegro RS). diz: 12 de maio de 2015

    Cumprimentando dos editores de ZH, para se melhorar o Brasil, acho que em primeiro lugar, extinguindo o “tabuleiro de Xadrez”, onde aplicaram um Xeque-mate, Eleitoral. Depois, o sistema tributário; O Sujeito nasce, e já está sendo explorado, erroneamente, por tributos EXCESSIVOS! Por que não fazem uma caderneta de pagamentos, única, como uma caderneta de VACINAS, COMO TEM NA SAÚDE. O Sujeito pagou vai sendo posto um carimbo, ou comprovante de pagamento disso, ou daquilo. Assim se evita que uns sejam moradores de PALÁCIOS, e, outros, sem-teto!

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