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Editorial| AS CARÊNCIAS DO ESTADO

29 de abril de 2015 0

Ao optar por um discurso sem meios-termos na admissão de falhas no ensino público no Rio Grande do Sul, o secretário estadual de Educação, Carlos Eduardo Vieira da Cunha, chegou a ser interrompido várias vezes por aplausos de uma plateia formada predominantemente por professores, no 2º Fórum Educação que dá Certo, ontem, na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul. Foi um reconhecimento à ênfase do secretário na defesa de maior valorização dos profissionais do ensino, especialmente quando ele lamentou o fato de o Rio Grande do Sul não conseguir sequer pagar o piso nacional. O secretário também admitiu a infraestrutura deteriorada das escolas, algumas das quais enfrentam até mesmo problemas como goteiras.
Nesse ambiente de dificuldades, torna-se ainda mais desafiador o objetivo do Fórum promovido pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho (FMSS) e pelo Grupo RBS, em parceria com o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). O conceito-chave, como sintetizou o presidente do Conselho de Administração do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, é valer-se do conhecimento que transforma para garantir educação de qualidade.
Compartilhar planos nesse sentido com a comunidade escolar é um passo importante para fazer da escola um ambiente com menos evasão, mais inovação e maior sintonia com os avanços tecnológicos. As dificuldades mencionadas pelo secretário Vieira da Cunha evidenciam a urgência da atenção do governo federal para com Estados e municípios que não conseguem cumprir compromissos básicos com o magistério. Essa é uma precondição para os alunos se sentirem mais motivados a aprender, num cenário em que a presença de professores sintonizados com seu tempo e bem remunerados se mostra cada vez mais relevante.

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