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Editorial| A PIOR ALTERNATIVA

30 de abril de 2015 1

Sem muita margem de manobra para reduzir o déficit resultante da diferença cada vez maior entre as receitas e os compromissos financeiros do Estado, o governo gaúcho já admite a possibilidade de aumento de impostos. A intenção, defendida por políticos próximos ao governador José Ivo Sartori, seria enviar, neste ano, projeto de lei à Assembleia prevendo ações destinadas a reduzir despesas e aumento em alíquotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Tentativas anteriores de enfrentar a crise das finanças públicas com esse receituário deixam claro que a conta maior acaba recaindo sobre o contribuinte. E é por isso que a sociedade precisa ficar atenta a essa nova ameaça.
Até mesmo pelo esforço empreendido pelo atual governo desde janeiro de propalar a gravidade da situação, os gaúchos estão conscientes da necessidade e da urgência da adoção de medidas duras. Ainda assim, o esforço para equilibrar receita e despesa, restaurando a capacidade de o Estado voltar a investir pelo menos em áreas essenciais, precisa ser melhor distribuído.
Antes de admitir qualquer possibilidade de sobrecarregar ainda mais os contribuintes, o Piratini precisa mostrar que foram esgotadas todas as possibilidades de redução de gastos na máquina pública, em todos os poderes.
Isso significa que, primeiro, será preciso acabar com excessos como estatais que servem apenas para empregar apadrinhados políticos e também com privilégios inadmissíveis, como ganhos salariais acima do teto e aposentadorias especiais, entre muitas outras deformações.

Comentários (1)

  • Luis diz: 30 de abril de 2015

    Tem que ser muito trouxa para acreditar nessa história do governo e da mídia que o estado está quebrado por excesso de gasto público. Alguém em sã consciência acredita realmente que o estado gasta muito com saúde, educação, segurança e investimentos?
    Eu não caio nessa balela. Todo mundo sabe que dinheiro tem. Para o dinheiro aparecer basta o governador colocar técnicos do estado no calcanhar das empresas gaúchas sonegadoras de imposto. Todo mundo está careca de saber que essas empresas sonegam verdadeiras fortunas. Brabo mesmo é ter que ouvir que o funcionário público é o responsável direto pela quebradeira do Estado, isso sim é uma vergonha.

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