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Interativo| Editorial defende redução da máquina administrativa federal. Você concorda?

30 de abril de 2015 4

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.
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OUTROS AJUSTES QUE PRECISAM SER FEITOS

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, na semana passada, o ex-ministro Antônio Delfim Netto defendeu o ajuste fiscal que está sendo implementado pelo governo Dilma, mas chamou atenção para duas medidas complementares que deveriam ser adotadas para dar credibilidade e efetividade aos cortes orçamentários: uma reforma administrativa estrutural e uma reforma previdenciária. Também lembra oportunamente o articulista que os ajustes mais bem-sucedidos ao longo da história são aqueles feitos com ênfase na redução das despesas e não no aumento de impostos como já está sendo cogitado pelo atual titular da pasta da Fazenda, Joaquim Levy.
Uma questão crônica é o hiperdimensionamento da administração pública federal, evidenciado em levantamento feito pelo jurista Cid Heráclito de Queiroz: 38 ministérios, 128 autarquias, 34 fundações e 140 empresas estatais, a maioria aparelhada por apadrinhados dos partidos políticos que formam a base de sustentação governamental. O chamado presidencialismo de coalizão também precisa ser revisado no âmbito da arrastada e contaminada reforma política.
Neste contexto de dependência, dificilmente um governante terá força e coragem para propor a redução de estruturas operacionais em qualquer esfera da administração. Vale o mesmo para o sistema previdenciário do setor público, que se consolidou generoso à custa do contribuinte. Agora, cada vez que um gestor tenta alterar a aberração, como está fazendo o governador do Paraná, estoura uma guerra entre o governo e as corporações de servidores. Ressalve-se que, no caso referido, os funcionários têm todo o direito de lutar por suas conquistas e o governo nenhuma legitimidade para a repressão violenta de um impasse que deveria ser resolvido com diálogo.
Retornando ao plano federal, não há dúvida de que o ajuste fiscal precisa ser feito nem de que implicará custos elevados para todos os setores da sociedade. Estima-se que os cortes de despesas do orçamento da União atingirão o equivalente a R$ 60 bilhões, com contingenciamento de recursos para áreas essenciais e para obras necessárias à população. O custo social é incalculável: menos atendimento na saúde, segurança ainda mais precária, investimentos pífios, economia estagnada, inflação e desemprego.
Se o remédio amargo incluir também elevação de tributos e nenhum corte nas gorduras da máquina pública, o sacrifício coletivo se tornará insuportável.

 

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Comentários (4)

  • Jorge Bengochea diz: 30 de abril de 2015

    Como confiar num governante que pede sacrifícios para o seu povo, mas não é capaz de se sacrificar também? Que líder é este que aumenta impostos e corta direitos de seu povo, mas é capaz de cortar privilégios seus e os de seus assessores e protegidos?

  • Edi Arno Ferreira diz: 30 de abril de 2015

    Sempre concordei de que todas as administracoes, tanto federal ou estadual deveriam ser as mais enxutas possiveis, mas todos tem seus aliados, para que peguem uma boquinha em qualquer orgao com isso so’ vao inchando de tal maneira que depois nao ha’ como pagar os que fizeram concursos e passaram e muitas vezes, nem chamados sao. Isto e’ uma vergonha.

  • Décio A. Damin diz: 30 de abril de 2015

    Cortar gastos é uma medida óbvia, porém a sua implementação não é tão singela quanto possa parecer! Haverá choro, ranger de dentes e dificuldades sociais. Se esta for realmente a solução teremos de pagar o preço que pode ser bastante alto! Para tomá-la agora, depois de expandir irresponsavelmente as despesas, será necessária grande coragem e despreendimento!

  • Roberto Mastrangelo Coelho diz: 1 de maio de 2015

    Concordo. Os cortes poderiam começar com a redução em 80% dos CC’s sendo que 30% destes, substituídos por funcionários concursados, por outro lado há cerca de 40 anos as empresas privadas já vem reduzindo seus quadros, níveis administrativos, então que essa seja a hora do serviço público avaliar essa situação, para que possam haver mais recursos para as áreas mais essenciais como a saúde, educação e segurança pública.

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