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INTERATIVO| Editorial diz que crise gera também oportunidades. Você acredita?

21 de maio de 2015 12

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.

 

Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

 

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A CRISE NÃO PODE IMOBILIZAR

 

O Brasil atravessa inegavelmente um dos momentos mais preocupantes de sua trajetória democrática: crise econômica, turbulência política, corrupção generalizada, desgoverno, investigações policiais rumorosas, retração dos negócios, ajustes no setor público, inflação e desemprego, violência urbana, ódio nas redes sociais e precariedade em serviços básicos como educação, saúde e segurança. Parece o caos. Mas não é. A história comprova fartamente que os problemas, por maiores que sejam, já se apresentam com as próprias soluções embutidas. O desafio dos brasileiros é encontrá-las e implementá-las com trabalho, criatividade e seriedade.
Como bem adverte a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, a crise não pode paralisar o setor produtivo. A empresária lembrou recentemente que o índice de confiança da população tende a ser diretamente influenciado pelo cenário negativo. A disseminação de uma notícia ruim, mesmo que tenha uma causa circunstancial, acaba afetando e retraindo naturalmente todo o mercado. Por isso, a executiva recomenda que empresários e cidadãos devem manter-se atentos à crise, mas não podem deixar que ela os imobilize.
_ O ideal é que ela nos incentive a pensar com cabeça de solução e que a encaremos como uma oportunidade.
Crise e oportunidade andam juntas, costumam dizer os chineses, que agora, mais do que nunca, se transformaram em protagonistas da geopolítica internacional. Ao buscar novos mercados para investir e para ampliar suas relações comerciais, num momento de retração da própria economia, eles dão o exemplo de que o Brasil precisa para reagir.
O momento é de expectativa, mas não de imoblismo. Ainda que não se vislumbre um cenário de superação da crise, só saberá primeiro quais são as saídas quem assumir riscos, quem deixar de lado as lamúrias e partir para a ação. Vale para a iniciativa privada e para o setor público, que concentra poder e representatividade para gerar boas ou más notícias. Ainda que os ajustes pareçam necessários e inadiáveis, tão logo sejam implementados é imprescindível que os governos mudem o discurso e apresentem visões mais otimistas do país e das unidades federativas que comandam.
O Brasil só vencerá a crise se todos os brasileiros conjugarem ao mesmo tempo dois verbos mágicos: acreditar e agir.

Comentários (12)

  • luiz diz: 21 de maio de 2015

    Há controversias! O cenário é lúgubre,a crise está apenas começando e as oportunidades que se espraiavam o vento levou ou levará,e aí?

  • Claudio Silva diz: 21 de maio de 2015

    Se estivessemos falando de outro pais (de primeiro mundo é claro) sim, as crises são passageiras e o povo está mais culturalmente a lutar.

    Agora estamos falando de um pais que desde seu descobrimento não alavanca, geograficamente poderiamos ser um pais muito a frente de vários outros, mas, vivemos marcando passo.

    Além disso temos a sina de estar no continente sul americano, aqui só erva daninho cresce!

  • BENJAMIN BARBIARO diz: 21 de maio de 2015

    SOU OTIMISTA: A SITUAÇÃO NA NOSSA “CORRUPTOCRACIA” VAI PIORAR.COMO ACREDITAR E INVESTIR SABENDO QUE O DINHEIRO DOS IMPOSTOS SERVE PARA ALIMENTAR UMA MÁQUINA DESAJUSTADA.SOMENTE OPORTUNISTAS E OS “AMIGOS DO REI” VÃO SE DAR BEM.

  • Kelli Pedroso diz: 21 de maio de 2015

    Acredito. Às vezes, estamos acomodados sem nos darmos conta. E estar estagnado não é nada bom, pois ficamos sem produzir, muito menos sem criar. Precisamos ser criativos e inovar. Sempre. A crise faz com sejamos produtivos.

  • Nelson bilhar hackmann diz: 21 de maio de 2015

    De que adianta o povo e os empresários produzirem, e o governo achacar 40% dessa produção e gastar mal, fora os desvios e a corrupção, isto nos causa um desânimo que nos cala fundo e, enquanto não acabarem com isso, vamos sair de uma crise para logo depois entrar em outa pior ainda. O governo inverte a prioridade do povo, ou seja da nação, em vez de investir na prioridade de seu habitantes, como saúde, educação, segurança, infraestrutura o que é básico para o desenvolvimento de cada país, ele inverter as prioridades, incentivando o consumismo desenfreado, que atinge principalmente as camadas mais pobres da população. Mais vale ter um carro ao lado de um barraco, do que o moradia digna de habitação, mais vale comprar um celular do que um livro para estudar e ser alguém na vida. O governo não aplica nas necessidades básicas de seu habitantes, para manter o povo ignorante e, através deste artifício, se perpetuarem no poder. Só revertendo este quadro, que nosso querido Brasil irá ser um país de primeiro mundo sem medo de crises, e se elas por ventura surgirem, terão intelecto suficiente para reverte-la. Para conseguirmos isto, vamos desligar os aparelhos que mantém esse governo vivo, optando por uma eutanásia, para que o Brasil seja salvo e seu povo prospere produzindo riqueza, gerando prosperidade e o bem estar de seu povo. Acorda B R A S I L!

  • Ane de Mira diz: 22 de maio de 2015

    Creio que a crise reside muito mais no que diz respeito à ética e às expectativas frustradas. Há crise? Sim, há. Porém, não é privilégio do Brasil. O mundo vive as incertezas econômicas há quase uma década. Racionalmente não existem motivos para que só nosso país não sofresse um mal que já faliu países europeus, com muito mais história e experiências na área e que deveriam, teoricamente, ter mais resiliência para resolver seus problemas. Sou otimista quanto ao futuro. O que não podemos é cruzar os braços e esperar somente pelo sistema governante que todos os problemas acabem. São nos momentos de crise que as oportunidades de crescimento surgem. O brasileiro é muito resignado a somente reclamar, contudo nenhum povo superou os dias negros se entregando às murmurações, sem ações concretas que visem ao crescimento coletivo.

  • Je Suis Charlie Harper diz: 22 de maio de 2015

    Há que se considerar que a introdução de limitações em um ambiente pode realmente estimular a criatividade de um indivíduo. Esse seria um mecanismo pelo qual a crise pode virar uma oportunidade. Mas acho perigoso falar que todo momento de adversidade “na verdade é uma coisa boa”. Não é. A verdade é que nem todo mundo tem o perfil empreendedor. O trabalhador assalariado, de ambições moderadas, que busca estabilidade, que não pode ser olhado com desdém (é ele quem consome, quem mode a roda da economia, afinal!), esse é o cara que acaba perdendo na crise, porque todas as suas redes de segurança costumam rasgar ao mesmo tempo. Imagine ficar sem emprego e sem plano de saúde na época em que o posto de saúde do bairro passa sufoco para manter as atividades com orçamento reduzido.
    Prefiro ver essa “oportunidade de crescer na crise” como um prêmio de consolação, para aqueles que vão acabar tendo grandes ideias, enquanto a maioria tenta se segurar em pé enquanto o mercado sacode forte.

  • Roberto Mastrangelo Coelho diz: 22 de maio de 2015

    Crise e oportunidade andam juntas, essa afirmação serve para iniciativa privada, enquanto que, não vemos nenhuma ação de consistência, por parte dos políticos que administram o nosso país. O corporativismo político fala mais alto e as mudanças que toda a sociedade clama, como as reformas tributária, política, administrativa, são postergadas. Hoje o número de cargos de comissão na esfera federal chega a 110 mil funcionários, cerca de 65 % dos tributos arrecadados são administrados pela união. Diante dessa realidade a grande oportunidade, diante da crise atual, é que os nossos políticos agilizem os processos de reformas, deixando de lado o idealismo partidário e pensando nas necessidades dos cidadãos que os elegeram, como saúde, educação, segurança…

  • Décio Rogério de Almeida Malheiros diz: 22 de maio de 2015

    Sim. As dificuldades nos impõe a necessidade de buscar soluções mas, um país, como uma empresa precisaria na verdade planejar e se preparar para passar por possíveis crises de maneira menos traumatizante possível, o que não ocorre com nosso país. Temos cultura de soluções paliativas, apagar incêndio, não buscamos a(s) causa(s) de tudo que está aí.

  • Décio Antônio Damin diz: 22 de maio de 2015

    É certo, porém o bom seria não estar em crise! Inovação, criar um produto original de que os outros necessitem, esta é a solução. Como fazer isto num país como o nosso, no momento que atravessamos? A China, por exemplo, nos oferece dinheiro para construirmos uma estrada de ferro para facilitar o escoamento dos nossos “produtos primários”, sugando o que temos, não o que produzimos! Querem produzir os trens e até os vagões! Exportaremos o nosso ferro, o nosso petróleo e a fertilidade do nosso solo (carne e soja), em troca de produtos tecnológicos e papel pintado( dólares que eles tem sobrando)! Estamos metidos numa arapuca extrativista, que está se perpetuando sem nos darmos conta. Esta mudança de enfoque, pela educação, pelo trabalho e tecnologia, é imprescindível mas não acontece de chofre, leva décadas para se concretizar!

  • Alberto diz: 22 de maio de 2015

    Acredito que Dilma vai aproveitar esta ‘oportunidade de crise’ e além de cortes históricos no orçamento, ou seja, travando desenvolvimento do Brasil, ela vai exigir punição e devolução imediata de todos os desvios de $$$ em corrupção e nossos Deputados, Senadores, Secretários irão reduzir seus gastos, mordomias e CC’s!

  • Loir Henriques Figueiró diz: 22 de maio de 2015

    Sim, concordo. Toda crise exige uma ação no sentido de interrompe-la. Dessa forma, a ação exigida é uma demanda aumentada ou criada. Oportunidade para todos.

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