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INTERATIVO| Editorial condena o financiamento empresarial de campanhas. O que você pensa a respeito?

28 de maio de 2015 7

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.

 

Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

 

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Para participar, clique aqui.

 

CONGRESSO MANTÉM
A FONTE DA CORRUPÇÃO

 

Bem ou mal, a reforma política está sendo debatida no Congresso, mas o corporativismo parlamentar ameaça impedir a correção da maior de todas as distorções, que é a doação de empresas às campanhas eleitorais _ reconhecida como a principal fonte de corrupção no país. Uma manobra liderada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na última quarta-feira, ressuscitou o financiamento privado a partidos políticos, depois que as doações a candidatos e legendas haviam sido barradas. A doação exclusiva às agremiações partidárias interessa ainda mais às grandes siglas por favorecer as chamadas contribuições ocultas.
Embora a matéria dependa ainda de aprovação do Senado, que promete impor restrições nos valores, condicionando-os ao faturamento das empresas doadoras, o princípio da imoralidade tende a permanecer. Como reconhecem os próprios ministros do Supremo que já se manifestaram favoráveis à proibição, as doações de pessoas jurídicas afetam o equilíbrio dos pleitos e privilegiam o poder econômico sobre o direito democrático dos cidadãos de elegerem seus representantes pelo voto livre e espontâneo. Além disso, qual a empresa que vai dispensar recursos generosos para uma campanha eleitoral sem esperar uma retribuição dos candidatos beneficiados?
O simples regramento de limites para as doações não resolve o problema, pois inexistem mecanismos fiscalizadores eficientes para evitar o chamado caixa 2, ou recursos não contabilizados _ como costumam chamar tesoureiros flagrados em irregularidade. Neste contexto, o melhor para o país seria que o STF concluísse o julgamento já iniciado e declarasse a inconstitucionalidade do financiamento privado de campanhas, como pede a Ordem dos Advogados do Brasil.
O desejável é que a normatização de temas políticos seja feita pelo Legislativo, e não pelo Judiciário, mas o atual parlamento não parece disposto a promover as reformas que a sociedade exige, especialmente quando as mudanças afetam os interesses dos detentores de mandatos. As articulações políticas pela manutenção do financiamento privado para campanhas eleitorais evidenciam essa resistência corporativista e aumentam o desencanto dos eleitores com seus representantes.

Comentários (7)

  • Luís diz: 28 de maio de 2015

    O “não” à contribuição das empresas implica o financiamento público de campanha, automaticamente. Se o dinheiro não sai do setor privado, terá de sair do estado. Eventuais doações de pessoas físicas não dariam conta do custo. Pior de tudo: o caixa dois comeria solto.

    O partido mais entusiasmado com o financiamento público era o PT, justamente a legenda que caiu de boca no mensalão e no petrolão. E que, em 2013, ano não eleitoral, arrecadou R$ 79 milhões de empresas privadas. E é essa gente que vem falar contra doações privadas? Outros que também queriam, com muita energia, proibir a doação de empresas eram os representantes do PCdoB, aquele partido que foi flagrado num conúbio incestuoso com ONGs que atuavam no Esporte.

    Portanto, se ZH condena o financiamento empresarial de campanhas, isso só pode ser bom para o país. E por isso, eu discordo do editorial e aprovo o financiamento privado !

  • Roberto Mastrangelo Coelho diz: 28 de maio de 2015

    Os candidatos a qualquer cargo político deveriam concorrer em igualdade de condições, ou seja, os investimentos financeiros deveriam ser praticamente nulos, sem investimentos suntuosos em comitês, panfletos, bandeiras, eventos com a participação de artistas. Os critérios de divulgação de mídia para todos candidatos deveria ser igual, através das rede sociais da Internet, espaço gratuito na televisão e jornais. Os candidatos deveriam ser escolhidos pelo seu perfil e não pelo que foi dispendido financeiramente na campanha. Sendo um valor limitado para cada candidato, poderia ser realizado através de financiamento público de campanha administrado pelos comitês de cada partido. Temos que quebrar certos paradigmas, não podemos ficar nas mãos do corporativismo politico.

  • Flávio Carneiro da Cunha Moreira diz: 28 de maio de 2015

    Quem garante que o comprometimento somente se dá por conta do recebimento de dinheiro? O empréstimo de avião, troca de favores, indicação para chefiar delegação da seleção fora do pais mesmo de quem nem sabe onde e contra quem será o jogo não é a mesma coisa? Também é balela acreditar que dessa forma fica mais justa a disputa eleitoral pois quem está no legislativo tem muito dinheiro e estrutura por 4 anos por nossa conta. Dinheiro público já tem muito envolvido, chega.

  • Décio Antônio Damin diz: 28 de maio de 2015

    O Editorial é perfeito, e toca em todos os pontos! Nada porém extirpará totalmente a corrupção cujo custo será pago por todos, seja qual for o tipo de financiamento adotado. O que precisaríamos ter, além da honestidade e do patriotismo, seria um mecanismo eficiente e ágil para detectar e punir a corrupção em qualquer nível. Fundar um partido tem, e isto é fundamental, que deixar de ser “um bom negócio”!

  • João Cândido da Cunha – Porto Alegre diz: 28 de maio de 2015

    SIM, o legislativo é que deveria normatizar as reformas, mas sendo o mais
    reacionário e vendido desde a inauguração de Brasilia, e com o “Pé de Vista”
    Gilmar Mendes o retrocesso nesta matéria fica garantido.

  • Luciane Poleto diz: 29 de maio de 2015

    Sou completamente à favor a condenação, pois os partidos possuem uma arrecadação do dinheiro para a campanha e as empresas devem colaborar nos projetos sociais e investir diretamente na melhoria do seu município, estado e país. Mas há a troca de favores… coisas que acontecem não sabemos, só imaginamos…

  • Luís diz: 29 de maio de 2015

    Engraçado ZH se posicionar contra o financiamento das campanhas por parte das empresas, pois são justamente elas que geram empregos e fazem a economia do país crescer. Nada mais natural, portanto, que influenciem no processo político e nos rumos do país.

    Quando este financiamento serviu para manter o PT no poder, estava tudo bem então ? Agora que parece que o setor privado está reagindo aos desatinos da legenda, e pode começar a direcionar suas doações de campanha a outras legendas que ponham o país “de volta aos trilhos”, não serve mais ???

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