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Editorial| O FOCO DOS PROTESTOS

30 de maio de 2015 0

Trabalhadores que, sob o comando de entidades sindicais de diferentes categorias dos setores público e privado, paralisaram parcialmente ontem suas atividades por um determinado período, valeram-se do direito assegurado à livre manifestação. Ainda assim, erraram o alvo dos protestos, que acabaram se voltando contra a população, e exageraram na dose, ao descumprirem princípios legais elementares no caso de serviços públicos. Os prejuízos coletivos só não foram maiores porque a sociedade foi tolerante, adotando medidas de precaução, e porque as autoridades de segurança exercitaram ao máximo sua capacidade de negociação.

É compreensível que, diante de rígido ajuste fiscal e das providências necessárias para garanti-lo, líderes sindicais se mobilizem com a intenção de reduzir o ônus para os trabalhadores. Ainda assim, o foco da contrariedade a decisões do Planalto, em exame pela Câmara, não deveria ser os usuários dos serviços descontinuados. E o que se viu ontem, mais uma vez, foi a população transformada em vítima.
A legislação garante o direito a manifestações pacíficas, como, de maneira geral, se caracterizaram as de ontem. É compreensível também que bloqueios de trânsito, interrupção do transporte público e de outros serviços essenciais sirvam para dar visibilidade à pauta do movimento. Ainda assim, esses atos não são suficientes para alterar a tramitação de projetos no Congresso e não compensam os enormes prejuízos causados a toda a sociedade.

 

 

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