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Interativo| Editorial: faxina no futebol deve se estender a outros esportes. Você concorda?

04 de junho de 2015 3

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.

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A HORA DA FAXINA NOS ESPORTES

 

O Brasil já dispõe de motivação suficiente para que não só o futebol, mas todas as estruturas esportivas do país passem por uma profunda reavaliação, sob a inspiração do que deve ocorrer na Fifa e também na CBF. A oportunidade é única. A sucessão de escândalos no futebol cria o ambiente propício à apuração do que se passa em outros esportes, muitos dos quais com instituições igualmente viciadas. Considere-se também que estamos às vésperas da Olimpíada de 2016, quando o Brasil será submetido a testes de eficiência, a exemplo do que pôs à prova a viabilização da Copa. Desta vez, o país terá de oferecer, além da capacidade de organização, a transparência que faltou à gestão do Mundial.
É uma tarefa grandiosa, que deve ser iniciada dentro dos clubes e das federações, para que pendências, algumas crônicas, sejam resolvidas. São muitos os questionamentos sobre perpetuação no poder, administrações autoritárias, irregularidades contábeis e indícios de corrupção. Para citar apenas dois exemplos, confederações de vôlei e de tênis já estiveram sob suspeita, e nem sempre as situações investigadas foram amplamente esclarecidas. Repete-se, em entidades variadas, o que ocorria na CBF e na Fifa, com o compadrio e a omissão dos próprios dirigentes, além de falhas nos mecanismos de prevenção e controle.
Mesmo que o futebol seja o reduto preferido para a atuação de quadrilhas dispostas a desfrutar dos benefícios de uma atividade popular e sustentada pela paixão, o certo é que outras áreas merecem atenção. É preciso que a delinquência, com a disseminação de propinas, lavagem de dinheiro e outras formas de corrupção, saia das sombras e seja bem identificada. A missão de moralizar o esporte brasileiro passa, é claro, pelos organismos que disso se ocupam, na polícia, no Ministério Público e na Justiça, mas será parcial se não for assumida pelas próprias entidades _ federações, clubes, atletas e torcedores, através dos sistemas de representação. Mesmo que tardia e, provavelmente, com segundas intenções, é um bom início a decisão da CBF de convocar filiadas para discutir o fim de mandatos continuados e por tempo indefinido.
Todos os esportes precisam passar pela faxina. Não há como relevar o fato de que o entretenimento foi contaminado por ações delituosas. Governo e Congresso não podem ficar alheios a esse desafio, para que leis e mecanismos de controle e vigilância sejam aperfeiçoados e os esportes _ e as verbas milionárias que movimentam, provenientes em boa parte de recursos públicos _ deixem de estar sob permanente desconfiança.

 

Comentários (3)

  • Roberto Mastrangelo Coelho diz: 5 de junho de 2015

    Independente qual seja a instituição, quer seja esportiva, quer seja política a reeleição a ocorrência de mandatos consecutivos, tem sido a porta de entrada para a corrupção, esse não é o único fator, mas é importante que os nossos políticos votem leis que estruturem melhor as nossas instituições.

  • Décio Rogério de Almeida Malheiros diz: 5 de junho de 2015

    No Brasil, precisamos fazer faxina em absolutamente tudo.

  • BENJAMIN BARBIARO diz: 6 de junho de 2015

    A SOCIEDADE BRASILEIRA NECESSITA, URGENTEMENTE, DE UMA FAXINA

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