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Artigo| CURTA A VIDA!

30 de junho de 2015 0

LÉO GERCHMANN
Jornalista, repórter especial de ZH
leo.gerchmann@ zerohora.com.br

 

Nesta atual esquina da humanidade, cabe a você perceber se a via que se descortina segue adiante ou tem fluxo contrário ao rumo da evolução. Olho para os dois lados na hora de atravessar e sorrio. O fluxo segue adiante. O mundo está melhor, e o futuro é de mais compreensão, solidariedade e aceitação das diferenças. Aí, você me pergunta: e aqueles trogloditas que usam os Legislativos para bradar seus impropérios obscurantistas? E eu respondo que os vejo como baratas a espernear quando atingidas pelo inseticida do bom senso. Pois quero, aqui, falar do inseticida, porque as baratas são seres repulsivos com quem sempre tivemos de conviver.
Começo pela minha profissão. O jornalismo, para muitos, vive seu ocaso. Aí, eu faço uma provocação e um exercício comparativo. A provocação: na hora do vestibular, você deixaria seu filho se informar pelo Facebook? A reflexão comparada: mesmo que conquistada a paz mundial, os advogados serão necessários para dirimir controvérsias. Que bom, porque seria muito monótono se todos pensassem igual. E vou além. Mesmo que descubramos o segredo da finitude, os psicanalistas terão o papel de resolver conflitos emocionais, necessários no nosso crescimento. E o jornalismo com isso? Ora, em meio a um bombardeio verbal na internet em geral e nas redes sociais em particular, a informação apurada com a necessária técnica se torna cada vez mais essencial e valiosa. O que muda é a exigência de muita qualidade, e isso inclui questões de estilo, precisão e ética. Definitivamente, trata-se de uma ótima notícia para quem informa e para quem é informado.
Pois bem. Falemos nas redes sociais. A TV foi muito mais ameaçadora ao cinema  e ao rádio do que elas são para o jornalismo _ dizer “jornalismo de qualidade” seria pleonasmo. E, sim, elas são relevantes quando usadas com moderação e sem substituir a vida real. 1) Meus trabalhos no jornal, no blog que mantenho e até no livro que escrevi ganham uma ferramenta de repercussão. 2) Na vida pessoal, reencontro pessoas e revivo emoções que jamais seriam recuperadas. 3) Realmente curto ver fotografias de amigos felizes, famílias estruturadas e gente de bem com a vida. Mais: gosto de dividir minha própria felicidade com os meus afetos. Tem gente por aí criticando essa prática. E eu pergunto: por quê? Ora, curta a vida. Sempre com bom senso e moderação. Dobre a esquina, sorria e siga em frente. Não se impressione com as baratas. Contra elas, o spray dos votos civilizatórios.

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