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Editorial| A ARMADILHA DO PRAGMATISMO

30 de junho de 2015 3

Enquanto lideranças petistas buscam inimigos externos para explicar a crise do partido, o ex-governador Olívio Dutra coloca o dedo na ferida e denuncia o pragmatismo político como razão maior da perda de apoio popular e de credibilidade. Na entrevista concedida à edição dominical de Zero Hora, o ex-governador toca numa questão central: os partidos populares se transformaram em máquinas eleitorais, optando por alianças espúrias para conquistar ou se manter no poder.
É salutar que, num momento de perversa combinação entre dificuldades na área política e na econômica, algumas vozes se disponham a apontar essas contradições dentro de partidos cujo discurso dá ênfase ao alinhamento permanente com demandas das bases. No caso específico do PT, não há como desconsiderar o alerta de um dirigente histórico para o qual, na prática, a agremiação caiu “na vala comum da política tradicional”.
Cada vez fica mais evidente que as legendas políticas no país se diferenciam mais nas siglas pelas quais ficam conhecidas do que nos propósitos. Em muitos casos, a motivação preponderante acaba sendo de ordem pessoal, levando ao que o político gaúcho denuncia como a preocupação de ganhar eleição transformada em objetivo principal.
Esse tipo de deformação só teria como ser enfrentado com uma reforma política interessada de fato em mudanças profundas. Por razões óbvias, porém, o que se constata agora no Congresso é a disposição de mexer apenas no acessório, fazendo de conta que muda para deixar tudo como está.

Comentários (3)

  • Sérgio LM diz: 30 de junho de 2015

    Há tempos eu digo que ideologia partidária, direita e esquerda, socialismo ou comunismo, não existem mais, mas sempre aparecem alguns teimosos com esses discursos vazios. Partidos só servem para eleger representantes e obter poder político e econômico, como se fossem empresas querendo lucro, pois não se consegue mais acreditar que os políticos, de um modo geral, queiram realmente ajudar o povo. Alguns cidadãos ainda podem tentar entrar no mundo político com boas intenções, mas acredito que só consigam permanecer os que “entram no jogo” ou o ignorem. E, no mundo político atual, como ensinou o “gênio” e “grande estadista” Lula, políticos falam o que o povo quer ouvir, mesmo que não seja verdade, mas fazem o que possa encher seus bolsos.

  • Sérgio LM diz: 30 de junho de 2015

    Sobre Lula, eu quis dizer “gênio político” – não me entendam mal.

  • Alberto diz: 30 de junho de 2015

    Se Olívio falastrão está até hoje no PT é porque também está ‘mamando’. Obs.: este ‘ilustre e ético’ Petista ganha mais de 25 mil por mês como ex-Governador.

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