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Interativo| Editorial defende setor público menor e mais eficiente. Você concorda?

30 de julho de 2015 16

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.
Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

 

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A URGÊNCIA DO ESTADO QUEBRADO

As crises enfrentadas pela União, pelos Estados e pela maioria dos municípios não configuram situações pontuais. Cenários dramáticos, como o provocado pelo atraso no pagamento dos servidores gaúchos e goianos, são o retrato da degradação das estruturas do setor público e não se restringem à área financeira. Governos deixaram de atender às demandas básicas da sociedade, em decorrência do acúmulo de equívocos produzidos, invariavelmente, por interesses políticos que não são os mesmos da maioria da população. Repetem-se, em todas as esferas, erros de gestão, desequilíbrios entre receita e despesa, excesso de gente, privilégios a grupos de servidores, burocracia e compadrio.
O resultado são estruturas superdimensionadas, com administrações envelhecidas em relação a processos já absorvidos e sempre renovados pelo setor privado. Deformou-se, assim, um ente cada vez mais apartado do Brasil real. Tal situação impõe novas abordagens. Não há mais sentido em adiar a reforma do Estado, a qual alguns governantes tentaram _ e acabaram fracassando _, quase sempre sob o bombardeio de reações corporativas. Já não basta ampliar o leque de serviços públicos concedidos a empresas, em nome da competitividade e da redução de custos. Também é insuficiente o esforço pela melhoria localizada de práticas administrativas.
O Estado precisa ser reformado profundamente por dentro, a partir de decisões políticas compartilhadas por Executivo e Congresso e com o apoio de todas as instituições, em especial as do Judiciário. As mudanças serão incompletas se não levarem em conta questões essenciais, como os conflitos de direitos e deveres entre União e unidades da federação; os privilégios que distinguem, pelos vencimentos e pelo sistema previdenciário, vasto contingente dos quadros do setor público em relação à área privada; os arranjos político-partidários que transformam a administração direta e a indireta em redutos de conchavos; a insuficiência de competências gerenciais; e a promiscuidade sem qualquer controle, que leva à corrupção.
Reavaliar o funcionamento e o tamanho do Estado, levando-se em conta leis, normas e práticas viciadas, para que este de fato funcione, é uma urgência acima de questões ideológicas. Implementar mudanças significa contrariar interesses e provocar tensões. Mas adiar seu enfrentamento significará continuar a subtração de serviços públicos e a repetição de cenários como o vivido atualmente pelos gaúchos, em que faltam recursos para as atividades mais elementares da saúde e até para pagar o funcionalismo.

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Comentários (16)

  • SANDRA MOSCOVICH diz: 30 de julho de 2015

    Totalmente de acordo, nada a acrescentar.

  • Allen diz: 30 de julho de 2015

    O Estado não tem que se meter a empresário, quando não consegue nem dar conta do básico, que é saúde, educação e segurança.

    Que o governador tenha a coragem de propor um plebiscito à população a respeito da venda/extinção de estatais, que são um sorvedouro de recursos públicos sem necessidade.

    Além disso, é imperioso reduzir a folha de pagamento e acabar com privilégios que, aliás, levaram a Grécia à falência, como aqui. Com a extinção das estatais, os servidores a ela vinculados devem ser realocados em outras estruturas, já que não podem ser demitidos. E os que não quiserem ser realocados/reaproveitados, que sejam, por fim, demitidos e indenizados !

  • Romulo Cambará – Porto Alegre diz: 30 de julho de 2015

    Mais do que concordo, inclusive acho que tal reforma deve ser muito mais abrangente e incluir todas estatais de Direito Privado.

  • David Barros diz: 30 de julho de 2015

    Discordo. A dedução é fácil, Estado menor só vai tirar direitos do cidadão-contribuinte. Compreende-se a gritaria de quem paga impostos.
    Para algumas filosofias partidárias, só a redução do Estado é a solução, pois quem tem este pensamento tem dinheiro para pagar pelos serviços particulares.
    A história e geografia mundial estão repletos de exemplos de que quem privatizou bens públicos, hoje está de joelhos pedindo empréstimos ao FMI e Banco Mundial.
    Infelizmente, empresas e pessoas achando que é a solução reduzir o Estado, repetem feito papagaio esta ideia, sem aprofundamento dos danos e melhores leituras, desenrolam centímetros de uma cantilena sobre privatizar empresas públicas.
    No entanto, privatizadas empresas de serviços, a população de menor poder econômico ficará mais distante de direitos e trará mais pobreza ao Estado, pois teremos menos cidadania. Sem saneamento, sem educação, sem saúde, sem segurança, sem justiça públicas não há Estado, mas sim a barbárie e o caos social.

  • Natal Marchi diz: 30 de julho de 2015

    Toda vez que novos governos e legislaturas assumem, é feita promessa de enxugamento do número de funcionários – especialmente os comissionados -. Mas, depois, pouco a pouco, tudo cai no esquecimento. Um sério problema é o chamado “toma lá, dá cá”, que impera nas campanhas eleitorais. Cite-se, ainda, a cultura que foi criada, segundo a qual o setor público não tem patrão. Então, qual a função da presidência da República, dos governadores, prefeitos e os presidentes do Senado, da Câmara dos deputados, das Assembleias Legislativas e de todos que ocupam cargos de comando? A eles compete permanente vigilância, evitando os desmandos e a corrupção que tem se verificado e continua renitente. Nunca esquecendo o jargão “os olhos do patrão fazem toda a diferença”. Toda pessoa que se vê livre de toda e qualquer fiscalização, tem muito mais probabilidade de reduzir a eficiência no trabalho e a correspondente produtividade. O setor público não deixa de ser uma gigantesca empresa, toda ela voltada para o benefício da sociedade. Portanto, menos discursos e mais ação efetiva do menor até o maior servidor público. Servir e não ser servido, eis o lema de quem abraça um serviço que exige desprendimento e um quase anonimato.

  • Fernando Thiesen Turna diz: 30 de julho de 2015

    A conta do funcionalismo que é apresentada pelo governo é a seguinte: salário para 47% de servidores ativos e aposentadorias e pensões para 53% de servidores inativos, que o tesouro do estado tem que arcar todo mês e que consome todo recurso arrecadado, não sobrando nada para investimentos nos serviços elementares. Não deveria ser assim, o Estado deveria arcar somente com o salário dos 47 % dos servidores em atividade e as aposentadorias e pensões deveriam ser pagas com o dinheiro do fundo de previdência. Mas como o governo vai fazer isso, se ele “embolsa” a parcela que é descontada no contra-cheque do servidor todos os meses e “esquece” que tem que complementar com a parcela que lhe é devida da mesma maneira. A verdade é que o servidor paga, e caro, sua aposentadoria durante toda vida funcional; se esse recurso fosse para um fundo, as contas do Estado estariam em dia. Na iniciativa privada essa pratica é crime, o empresário que se apropria ou que não paga a sua parte da parcela devida ao INSS pode parar na cadeia. Os governos do RS vem sistematicamente fazendo isso ao longo de vários anos e agora tenta passar a ideia que os servidores são culpados pela falência do Estado. Gostaria de ver o governador abrir mão da sua aposentadoria integral depois de quatro anos de serviço ao Estado, mas sei que isso ele não vai fazer.É triste que depois de anos de incompetência por parte dos nossos governantes, o povo gaúcho tenha que passar por todos esses constrangimentos causado pela falta de investimentos em saúde, educação e segurança, mas acreditem, a culpa não é dos servidores públicos.

  • Elisandro Garcia – Arroio dos Ratos diz: 31 de julho de 2015

    A realidade está posta. Em vista de privilégios e erros de gestão, o Estado – como um todo – agoniza. A culpa, como se vê, não é de um governo específico, embora os erros de um deveriam servir de lição para os outros. Enquanto não for criada a mentalidade de ente público, a serviço de todos, continuaremos sofrendo com os mesmos problemas: corrupção, atraso no pagamento de salários, serviços públicos defasados. Fica difícil até mesmo perceber algum sinal de melhora, de mudança efetiva. Aos poucos, a verdade mostra – que não basta arrecadar mais dinheiro ou diminuir despesas, é preciso mudança de mentalidade.

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 31 de julho de 2015

    A cada governo que assume, assume também um número maior do que já tinha de amiguinhos, gente que nunca viu o assunto para o qual foi designado, sendo assim um fracasso como administrador. Coloque-se no lugar um funcionário de carreira que conheça o assunto, e não mais um que somente vai para lá para usufruir das benesses do cargo. Chega de o povo pagar para essa gente que não entende de nada!

  • Juliano Costa diz: 31 de julho de 2015

    Sou plenamente a favor de o Estado privatizar tudo que não for relativo a educação, saúde e segurança. O serviço do Estado é prover o básico e fiscalizar a iniciativa privada. Porém, nossos impostos e taxas devem ser revistos também. Não adianta o Estado privatizar as estradas e continuarmos a pagar IPVA caríssimo e a CIDE sobre a gasolina.

  • Vinicius Schreiber Nunes diz: 31 de julho de 2015

    Vinicius Schreiber Nunes – Cachoeirinha
    Na minha opinião, o problema do Estado começa com o seu tamanho, que é muito maior do que o necessário. Acredito que o Estado deveria ser mínimo, focando sua atenção nos serviços essenciais à sociedade: saúde, educação e segurança. O problema se agrava quando o Estado deixa de valorizar o mérito dos profissionais, colocando profissionais incompetentes em funções importantíssimas (empresas privadas funcionam melhor justamente por valorizar os méritos e os resultados de seus funcionários). Empresas privadas buscam o lucro, mas só o encontram quando oferecem um serviço melhor que o dos seus concorrentes. Infelizmente o Estado não permite a concorrência onde atua, nos obrigando a aceitar os seus serviços medíocres. Ficamos assim reféns de um Estado gigante, ineficiente e falido, que opta por culpar justamente quem tem potencial para o retirar da crise: a iniciativa privada.

  • Décio Antônio Damin diz: 31 de julho de 2015

    “Menor e mais eficiente” é uma fórmula simples e mágica! As privatizações, ou qualquer que seja a denominação, deixarão o estado mais leve, e em vez de gastar receberá os tributos que permitirão investimentos nas áreas essenciais. É mais do que passada a hora de fazer isso!

  • Paulo Sergio Silveira diz: 31 de julho de 2015

    Concordo plenamente com o editor, muito mas muito bem colocado e tenho certeza que 99,99 % dos gaúchos pensam igual.

  • Vinicius Oliveira Rosa diz: 31 de julho de 2015

    Eu Concordo em partes muitas vezes podemos observar que são criados cargos desnecessários, para abrigar até mesmos amantes de Deputados, Vereadores, e Grandes escalões dos Governos Estadual e Municipal estas diárias e Salários Extras como bõnus dúvido que cortaram fora viagens para o exterior com o dinheiro público depois o estado tá quebrado…..falta gestão pública…..

  • Vinicius Oliveira Rosa diz: 31 de julho de 2015

    Privatizar gera custo alto de consumo olha o exemplo da CRT hoje somos reféns de grandes quadrilhas de telefonia móvel o que é do povo é do povo e de DEUS, não é a saída o que temos que ter é mais seriedade na Gestão Pública, privatizar é queimar dinheiro e não gera renda para o povo e sim para uma meia dúzia de empresários que sempre estão muito ricos se fosse essa a saída os E.U.A não teria estado em crise a saída é o coorporativismo talvez esta tenha sido a fórmula do sucesso do EURO na Comunidade Européia, Reflitamos neste aspecto mais ética na Gestão Pública.

  • Cláudio Fetter diz: 31 de julho de 2015

    O argumento demagógico da esquerda é de que qualquer redução no tamanho do estado representará “perda de direitos”. Mas vejamos, quais são esses direitos a serem perdidos: saúde (tente fazer tratamento médico pelo SUS… clínicas veterinárias oferecem mais atenção aos seus pacientes do que a saúde pública ao contribuinte), educação (o Brasil é uma piada mundial nesse quesito…Vide a qualidade do ensino público) segurança (precisa falar mais alguma coisa? O brasileiro agradece a deus todos os dias por conseguir chegar vivo em casa) A verdade é que a cidadania deve tomar a frente das iniciativas econômicas. Vide a qualidade das nossas ruas e estradas totalmente degradadas. Chega de governos “bonzinhos”. Os ditos “dereitos” são engodos mentirosos que nos impingem esses governos socialistas e corruptos apenas para perpetuarem-se no poder. E o povo massa de manobra continua a votar nesses canalhas em troca dessas migalhas. Até quando?

  • Roberto Bayon diz: 31 de julho de 2015

    O Governo está conseguindo alcançar seu objetivo – com a ajuda da RBS; está colocando a culpa nos funcionários públicos, que na sua grande maioria não ganha o merecido, ou experimente você ir para uma sala de aula aguentar crianças e adolescentes rebeldes,ou então trocar tiros com criminosos.Até aceitaria em falar em redução do Estado, mas se incluísse primeiramente o Poder Legislativo, onde a corrupção rola solta, vantagens indevidas, diárias liberadas e por ai vai, tudo isso sem acrescentar nada para o Estado e não vejo ninguém propondo sua privatização.Sem contar que a grande maioria dos políticos que ai estão chegaram ao poder com o apoio( leia-se PATROCÍNIO) do tão bem falado setor privado que logo ali na frente cobra este “apoio” através de benefícios ou licitações arranjadas, contribuindo assim para a corrupção. A ideia do Governo é simples, é tirar o foco, dividir para conquistar. Cada um pensa no seu, os funcionários nos seus direitos trabalhistas, as Empresas nos impostos, a diferença é que o setor privado repassa essa carga tributária para o consumidor, inclusive o funcionário público, que acreditem se quiserem também paga impostos.

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