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Artigo| E O CARROSSEL

31 de agosto de 2015 1

NELSON JOBIM
Jurista, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal

 

Os fatos parecem claros.
O vice-presidente Temer, como articulador político, demonstrou, na adversidade e nos limites impostos por esta, capacidade e competência.
Abriu algo desconhecido ao governo: diálogo.
{O governo só exercia, exerce e exercerá(?) o monólogo da certeza sobre tudo, sem se ater a Nietzsche para quem o pior para a verdade não são as mentiras, mas as convicções.}
Temer sempre operou com realismo pragmático (redundância?).
Visou ajustar, primeiro, o apoio da base do governo.
Enfrentou a convulsão política da base para assegurar o enfrentamento da crise econômica e fortalecemento em relação à oposição.
Temer se fortaleceu.
O resultado lhe daria força.
Assustou setores do governo.
Iniciaram uma contraoperação.
Não davam seguimento aos entendimentos realizados pelo vice e por seu operador _ o ministro Eliseu Padilha.
A Casa Civil tardava e o Ministério da Fazenda desconhecia.
Até o chefe de gabinete da presidência, Giles Azevedo, aparece na articulação pararela!!
[Ele faria isso sem a autorização da presidente?]
O vice-presidente, correto, decide distanciar-se da articulação e o ministro Padilha anuncia que seu retorno integral à Secretaria de Aviação Civil.
Após o anúncio de Temer, o governo informa a liberação de recursos para as emendas parlamentares.
E a presidente elogia, de forma compensatória(?), a lealdade de seu vice.
A presidente, então, parece _ nada é certo no corrossel governamental _ se encaminhar para a primeira parte da alternativa 04 (reforma ministerial), que referi no artigo do dia 24.
Anuncia-se a redução de 10 ministérios.
A cúpula do PT, informou a imprensa, sugere o ministro de Defesa _ Jacques Wagner _ para a Chefia a Casa Civil.
Ele é próximo do ex-presidente Lula, que já havia sugerido essa solução.
Essa proximidade, para o núcleo do governo, é uma qualidade ou um problema?
De outra parte, os partidos aliados se ouriçam com a reforma ministerial.
Quais ou qual dos partidos terá sua participação ministerial reduzida?
Pode-se acreditar que redução atingirá o PT ou a quota da presidente?
Se o ministro Mercadante for o negociador da redução, qual será a qualidade do “diálogo/monólogo”?
Enquanto isso, o TSE, após o voto-vista do ministro Gilmar Mendes e das medidas que propôs, avança sobre as contas da campanha presidencial.
E o carrossel gira, sem o vice…

Comentários (1)

  • Alberto diz: 31 de agosto de 2015

    …e para ‘acalmar’: 500 milhões em emendas parlamentares. Quem ‘governa’ o Brasil: Dilma ou Lula? Carossel combina com circo. Palhaços são os contribuintes.

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