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Editorial| CONSERTANDO O ESTRAGO

11 de setembro de 2015 0

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A perda do grau de investimento do país, anunciada pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, significa um retrocesso que precisa merecer resposta à altura, como as ensaiadas ontem pelo Planalto. Foi justamente essa agência de avaliação de risco a primeira a elevar a nota da economia brasileira em 2008, incluindo-a entre as recomendadas como destino para grandes investidores internacionais. Se quiser evitar que as demais instituições sigam o mesmo caminho, como ocorreu na época da melhora da nota, o país precisa enfrentar de vez as razões de ter caído para o nível especulativo.
Nas explicações para o fato de ter antecipado a decisão, que ocorre poucos dias depois de o Planalto enviar ao Congresso uma proposta orçamentária com déficit primário de R$ 30,5 bilhões para 2016, a própria agência dá uma ideia clara do que precisa ser enfrentado. A principal alegação é o fato de o governo, logo depois reduzir a meta fiscal, ter partido para uma projeção de déficit. Outra questão apontada é a “falta de coesão” dentro da equipe oficial. Por mais que membros do governo insistam em minimizar o impacto da retirada do selo de bom pagador, é evidente que resta agora administrar os danos.
A perda de uma conquista importante para o país, como o grau de investimento, tem impacto sobre todos os brasileiros. Por isso, o Planalto deve ações firmes e imediatas. O simples fato de o país passar a ser visto como de maior risco implica redução nos investimentos, pressões sobre o câmbio como as registradas ontem e crédito mais caro para empresas e pessoas físicas. Num segundo momento, tende a gerar ainda mais desemprego. Por isso, não bastam apenas reuniões de emergência como a convocada ontem pela presidente da República, nem as reiteradas manifestações tranquilizadoras do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. É preciso ação.
O governo deve fazer agora o que não fez antes, quando ainda havia tempo de evitar consequências drásticas de suas falhas de gerenciamento, como as previstas a curto e médio prazos. Isso significa, antes, acertar-se internamente e com o Congresso para, de imediato, promover reformas corajosas e eficazes que levem as contas do setor público a recuperar o equilíbrio.

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