Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts na categoria "Editoriais"

Editorial| CHEGA DE HESITAÇÃO

12 de setembro de 2015 0

 

150912_princSABWEB
A manifestação conjunta das maiores entidades do setor industrial do país, Fiesp e Firjan, expressa o que a grande maioria dos brasileiros, e não só os empresários, pensa da inércia governamental. Em nota assinada por seus presidentes, as federações manifestam contrariedade com o que definem como quadro de inação, enquanto se agrava o estado de deterioração da economia. A inquietação empresarial acontece na sequência de uma série de notícias ruins. A pior delas foi a decisão da agência Standard & Poor’s de retirar o grau de investimento do Brasil, que abalou ainda mais a confiança na capacidade de reação do Executivo e expôs os dilemas do ministro Joaquim Levy.
O titular da Fazenda também passa a ser vítima das hesitações do governo, que chegou a enviar ao Congresso um Orçamento com R$ 30 bilhões de déficit, considerado o gesto provocador do rebaixamento. A direção da agência deixou claro que o orçamento com o rombo foi o sinal mais evidente de que o governo não havia assumido com determinação o desafio de fazer o ajuste fiscal. A nota das entidades reforça esse ponto de vista, que não é apenas de avaliadores de risco e de empresários, de que o governo não mais passa segurança sobre o que pretende fazer.
A definição da Fiesp e da Firjan, de que a economia está esfacelada, exige resposta imediata da presidente e do ministro, principalmente na redução de gastos que evite ou pelo menos adie o recurso fácil do aumento de impostos. O governo precisa, como advertem as entidades, reassumir a prerrogativa de condutor da economia, sob pena de agravar a própria imagem e a situação do país.

Editorial| A RETOMADA DOS SERVIÇOS

12 de setembro de 2015 0

Agem com sensatez os servidores de áreas essenciais, como segurança pública e educação, ao decidirem suspender a paralisação que vinha se constituindo em motivo adicional de preocupação para a sociedade. A simples garantia de que as ocorrências policiais voltarão a ser atendidas, e não apenas as mais graves, e de que as aulas nas escolas estaduais serão retomadas na segunda-feira já significa um alento para a população. Ainda assim, é importante que o diálogo entre todas as partes envolvidas se mantenha de forma objetiva e sem emocionalismos, para evitar a perspectiva de futuras descontinuidades em serviços essenciais.
As decisões tomadas ontem estão longe de garantir a normalização das atividades em áreas de grande impacto no cotidiano dos cidadãos. E seria importante que pudessem inspirar outras categorias, para evitar prejuízos ainda maiores para os gaúchos.
A população gaúcha tem consciência tanto da gravidade da situação das finanças públicas do Estado quanto do quadro de penúria enfrentado pelo funcionalismo. Ao mesmo tempo, sabe que iniciativas tomadas pelo Piratini com o objetivo de enfrentar essa situação caótica impactam mais os servidores do Executivo, quando deveriam ser distribuídas de forma equânime entre todos os poderes.
Nos últimos dias, ficou evidente a abnegação de servidores que, mesmo compreensivelmente inconformados com o parcelamento de seus salários, continuaram atuando em áreas nas quais é impossível suspender as atividades. É importante que, ao ajustar suas contas, o Piratini leve isso devidamente em conta, comprometendo-se com a valorização constante de seu quadro funcional.

Editorial| CONSERTANDO O ESTRAGO

11 de setembro de 2015 0

150911_principal_sex_web

A perda do grau de investimento do país, anunciada pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, significa um retrocesso que precisa merecer resposta à altura, como as ensaiadas ontem pelo Planalto. Foi justamente essa agência de avaliação de risco a primeira a elevar a nota da economia brasileira em 2008, incluindo-a entre as recomendadas como destino para grandes investidores internacionais. Se quiser evitar que as demais instituições sigam o mesmo caminho, como ocorreu na época da melhora da nota, o país precisa enfrentar de vez as razões de ter caído para o nível especulativo.
Nas explicações para o fato de ter antecipado a decisão, que ocorre poucos dias depois de o Planalto enviar ao Congresso uma proposta orçamentária com déficit primário de R$ 30,5 bilhões para 2016, a própria agência dá uma ideia clara do que precisa ser enfrentado. A principal alegação é o fato de o governo, logo depois reduzir a meta fiscal, ter partido para uma projeção de déficit. Outra questão apontada é a “falta de coesão” dentro da equipe oficial. Por mais que membros do governo insistam em minimizar o impacto da retirada do selo de bom pagador, é evidente que resta agora administrar os danos.
A perda de uma conquista importante para o país, como o grau de investimento, tem impacto sobre todos os brasileiros. Por isso, o Planalto deve ações firmes e imediatas. O simples fato de o país passar a ser visto como de maior risco implica redução nos investimentos, pressões sobre o câmbio como as registradas ontem e crédito mais caro para empresas e pessoas físicas. Num segundo momento, tende a gerar ainda mais desemprego. Por isso, não bastam apenas reuniões de emergência como a convocada ontem pela presidente da República, nem as reiteradas manifestações tranquilizadoras do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. É preciso ação.
O governo deve fazer agora o que não fez antes, quando ainda havia tempo de evitar consequências drásticas de suas falhas de gerenciamento, como as previstas a curto e médio prazos. Isso significa, antes, acertar-se internamente e com o Congresso para, de imediato, promover reformas corajosas e eficazes que levem as contas do setor público a recuperar o equilíbrio.

Interativo| Editorial defende o fim das doações de empresas para campanhas eleitorais. O que você acha?

10 de setembro de 2015 7

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.
Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

concordadiscorda-300x186
Para participar, clique aqui

 

O RALO DA CORRUPÇÃO
Continuará aberta, se depender da Câmara Federal, a torneira por onde jorra o dinheiro farto que compra apoios políticos, corrompe, promove o toma lá dá cá e degrada a atividade pública no Brasil. A contribuição de empresas para as campanhas eleitorais, já identificada como principal origem da alta delinquência no Executivo e no Legislativo, foi mantida pelos deputados, depois de rejeitada pelo Senado. O tema já havia sido votado pela própria Câmara, que restringiu as doações: as empresas poderiam destinar recursos apenas aos partidos, e não diretamente aos candidatos. Com a nova decisão, os deputados denunciam, pelo desejo da maioria, a indiferença com os esforços para que o país combata a promiscuidade que leva a delitos como os agora investigados pela Operação Lava-Jato.
Frustram-se as expectativas de quem esperava um gesto de ratificação das ações que Polícia Federal, Ministério Público e Justiça vêm conduzindo no sentido de moralizar a atividade pública. As relações nem sempre transparentes entre políticos e empresas continuarão acontecendo nas sombras. Pela deliberação da Câmara, fica claro que o poder econômico preserva a capacidade de orientar a postura da maioria dos legisladores. Mantém-se um sistema viciado, que apenas fortalece os vínculos dos eleitos, não com seus eleitores, mas com os que os sustentam financeiramente.
Muitos dos deputados que rejeitaram a proposta de fim das doações de grupos privados estão sob suspeita de terem se beneficiado de propinas pagas por empresas financiadoras da política. No ano passado, as empreiteiras do cartel flagrado pela Lava-Jato doaram R$ 78 milhões a PT e PSDB, os dois maiores partidos do país. É indiscutível, pelas informações disponíveis e pela interpretação feita pelo MP e pelo Judiciário, que as empresas que mais subsidiam partidos e candidatos são também as maiores beneficiadas pelo sistema de troca de favores.
O país aguarda agora duas decisões importantes. A manutenção das doações será submetida à sanção ou veto da presidente da República. O bom senso recomenda que seja vetada. E o Supremo Tribunal Federal ainda deve à sociedade o desfecho de uma ação em que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questiona a constitucionalidade das mesmas doações. Em dezembro, completam-se dois anos de julgamento do processo. É muito tempo para que se conclua o exame de questão tão urgente.

 

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Editorial| O PACOTE DE TRIBUTOS

10 de setembro de 2015 0

150910_principal_quiWEB

Mais uma vez, o país se encontra diante da situação em que as receitas do setor público estão longe de cobrir despesas ampliadas em boa parte por equívocos gerenciais sérios, forçando o contribuinte a pagar a conta, que já anda alta. Políticos para os quais o Planalto transferiu a responsabilidade de encontrar saídas para cobrir um déficit primário de 0,34% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 relutam em ampliar ainda mais a carga tributária. A exigência, entre os mais sensatos, é de que, antes, o Executivo faça sua parte, revendo gasto por gasto e a relevância de cada projeto. Ainda assim, é difícil imaginar que o governo federal consiga R$ 30,5 bilhões sem arrochar ainda mais a sociedade.
Artifícios desse tipo vêm sendo adotados com tanta frequência e facilidade para cobrir rombos gerados por mau gerenciamento que, dos anos 1990 até agora, o peso de impostos, taxas e contribuições no país avançou de 25% para 35% da renda dos brasileiros. O percentual supera o de muitos países conhecidos pelo alto volume de impostos, mas também pela excelência dos serviços prestados pelo Estado à população.
No Brasil, a situação é diversa, pois os contribuintes costumam ser punidos com impostos em demasia. E, muitas vezes, ainda precisam pagar para ter direito a educação, saúde de qualidade e mesmo segurança. Além de elevados e sem o equivalente retorno por parte do setor público, os impostos são cobrados sem um mínimo de transparência, a ponto de ninguém saber direito quanto paga.
Ainda que se compreenda a difícil situação financeira do país, o tal “remédio amargo”, como costuma ser chamado pelos governantes, só poderia ser tolerado se a população se convencesse de que existe uma contrapartida em redução do tamanho da máquina administrativa e em corte de despesas. Se for apena para cobrir rombos das contas públicas, os brasileiros não poderão aceitar o novo tarifaço.

Editorial| ABRIGO AOS REFUGIADOS

10 de setembro de 2015 0

As reações mundiais, a começar pelos governos europeus, começam a reverter o quadro de desolação provocado pela crise dos refugiados de países abalados por conflitos internos e pelo terrorismo. Nações ricas, até bem pouco indiferentes à situação dos migrantes, em especial os que fogem da Síria, se articulam para oferecer apoio concreto a famílias que passam a circular pelo mundo em busca de uma nova pátria. A Comunidade Europeia e os Estados Unidos se dispõem a oferecer suporte a dramas que vinham sendo diluídos em cenas de romarias de refugiados, mas que agora têm rosto e nome, como é o caso lamentavelmente emblemático do menino sírio Aylan Kurdi.
O mundo parece ter superado um momento de hesitação e omissão, ao ser alertado para o drama de milhões de pessoas, a partir da difusão da imagem de Aylan na praia da Turquia. Reconhecer o drama particular da família síria do menino morto é chegar mais perto do dilema enfrentado pelos que fogem de guerras e perseguições dos bárbaros do Estado Islâmico. Espera-se que essa solidariedade, que envolve inclusive ações de países latino-americanos, como Brasil, Argentina e Venezuela, seja sustentada principalmente pelos europeus, aos quais cabe a coordenação da política de socorro aos migrantes.
As atitudes humanitárias, que dependem de decisões de Estado e não só dos cidadãos, não devem arrefecer o combate ao terrorismo e as tentativas de mediação de conflitos, por parte dos organismos internacionais, para que pelo menos seja estancado o êxodo que dilacera famílias e países.

Editorial| SEGURANÇA É A MAIOR URGÊNCIA

09 de setembro de 2015 1

EditorialDe todos os problemas que o Estado está enfrentando neste momento de múltiplas crises, a segurança pública é o mais urgente a ser resolvido. Enquanto o Rio Grande do Sul não encontra saídas estruturais para as suas dificuldades financeiras _ sejam elas a elevação de tributos, o redimensionamento da administração ou a revisão do sistema previdenciário _, a sociedade não pode continuar pagando o preço da insegurança, que se reflete em criminalidade, violência e medo.

O Rio Grande do Sul registrou um aumento excepcional no número de homicídios e de roubos de carros na semana em que as forças de segurança paralisaram ou descontinuaram suas atividades _ e os assaltos se multiplicam de tal maneira que parcelas da população começam a defender a justiça com as próprias mãos. A sensação de insegurança, que já preocupava antes do recrudescimento da crise financeira gaúcha, agravou-se claramente com o parcelamento de salários dos servidores estaduais. Sem os vencimentos em dia, não há como exigir que os policiais militares continuem motivados para exercer a sua árdua e perigosa atividade. Cria-se, assim, um cenário de sonho para os criminosos e de pesadelo para a sociedade, que não pode seguir sob o jugo do medo.
As imagens veiculadas nos últimos dias de policiais civis e militares tomados pela emoção não deixam dúvida sobre as dificuldades que vêm enfrentando, ao lado de outros servidores do Executivo, diante do atraso de seus vencimentos. Nessas condições, é ilusão querer que os serviços de segurança se mantenham inalterados. Evidentemente, é difícil imaginar que, diante de tantas demandas simultâneas relacionadas à crise financeira, o governador José Ivo Sartori encontre saídas fáceis para reduzir a sensação de desamparo  e atenuar a impressão de descontrole generalizado na segurança. Ainda assim, é preciso que pondere todas as opções disponíveis, sem descartar até mesmo uma eventual presença de homens da Força Nacional de Segurança e do Exército, defendida pelo prefeito da Capital, José Fortunati. Vale lembrar que esse recurso já foi utilizado em determinada ocasião, com sucesso, pelo governo de Santa Catarina.
O inaceitável nesse doloroso processo é a omissão de lideranças como o Secretário de Segurança e o próprio governador, num momento em que a população está aterrorizada tanto pela realidade quanto pelos boatos que proliferam em ocasiões como esta.

 

Editorial| INDEPENDÊNCIA E INCOERÊNCIA

08 de setembro de 2015 1

150908_princ_terWEB

 

A celebração da Independência foi marcada por manifestações e protestos em todo o Brasil, especialmente na Capital Federal, onde a presidente Dilma Rousseff acompanhou o desfile militar. Conquista irrenunciável do povo brasileiro, a liberdade de expressão ganha evidência em momentos como esse, em que os grupos e os indivíduos podem se manifestar livremente, até mesmo para expressar absurdos e incoerências. Entre estas, destacaram-se as faixas pedindo intervenção militar num momento em que as Forças Armadas, disciplinada e democraticamente, prestavam continência ao governo civil, e também os cartazes carregados pelos apoiadores da presidente e do PT, que se manifestavam contra o ajuste fiscal.

Ora, o ajuste fiscal não está sendo imposto pela oposição. É uma aposta do governo para recuperar a economia e para salvar o próprio projeto político. É uma das poucas decisões sensatas da atual administração, que luta desesperadamente para corrigir equívocos e para reconquistar o apoio popular. Ser contra o ajuste fiscal, neste momento, é boicotar não apenas o governo, mas também o país. Como disse a própria presidente no seu pronunciamento de ontem, é um remédio amargo mas indispensável.
Da mesma forma, incorrem em incoerência os defensores de intervenção militar ou de qualquer tipo de ruptura institucional. Parecem não perceber que a liberdade de que desfrutam para manifestar tão descabida proposta seria _ como já foi em passado recente _ a primeira vítima de um eventual governo autoritário, suportado pelas armas.
Felizmente, em meio aos radicalismos de esquerda e de direita, uma imensa maioria de brasileiros celebrou a Independência com visão republicana e com vontade de trabalhar por um Brasil melhor.

Editorial| IMPOSTO DE TRAVESSIA

08 de setembro de 2015 0

O governo abandonou a ideia da CPMF, mas não desistiu de criar um imposto temporário para, no dizer do ministro da Fazenda, ajudar a fazer a travessia até que o país complete as reformas estruturais e saia da crise. É uma notícia que os brasileiros não esperavam, depois das informações desencontradas da presidente da República com sua própria equipe, em especial o senhor Joaquim Levy. O ministro tem dito nos últimos dias, em entrevistas e encontros com investidores no Exterior, que o Brasil deve fazer o que os países em dificuldades geralmente fazem, ou seja, aumentar impostos, mesmo que temporariamente, para depois desfrutar da estabilidade.
O titular da Fazenda reafirma o que vem sendo dito pela presidente, mas corrige uma informação conflitante, que chegou a ampliar o clima de desconfiança dos empresários no governo. Reafirma o ministro que o governo irá perseguir o superávit das contas no próximo ano, e não um déficit, como foi desastradamente anunciado. Baseado nessa meta, em que receitas deverão superar despesas, é que ressurge a ideia do imposto de travessia, mesmo que até agora essa intenção não tenha detalhamento.
O setor produtivo e a população em geral, que no fim arcam com os custos dos impostos, devem se preparar para mais uma batalha de cidadania, na tentativa de fazer com que a nova carga tributária dita temporária seja trocada por outra alternativa que passe pelo controle de gastos. Impostos provisórios, muitos incorporados à estrutura fiscal, deveriam deixar de ser um recurso fácil para o enfrentamento de desequilíbrios. Os brasileiros esperam mais de um ministro aparentemente fortalecido depois dos desencontros palacianos, para que a sociedade não volte a ser punida pelos erros governamentais.

 

Editorial| A CELEBRAÇÃO DA DEMOCRACIA

07 de setembro de 2015 1

É tão profunda e assustadora a crise nacional, que muitos brasileiros se questionam se temos o que celebrar neste 7 de setembro, quando nosso país completa 193 anos de independência. Basta um olhar retrospectivo para as últimas três décadas de nossa história para que a resposta seja positiva. O Brasil atravessa um momento de turbulência, sem dúvida, mas as instituições democráticas construídas nesse período revelam-se a cada dia mais sólidas e adequadas para que a travessia ocorra sem rupturas institucionais. Ainda que a presidente Dilma Rousseff venha a ser vaiada no desfile de 7 de setembro programado para esta segunda-feira em Brasília, como prometem lideranças de movimentos de oposição e correntes de mensagens disseminadas nas redes sociais, a democracia brasileira tende a sair preservada e fortalecida da cerimônia cívica. O mais importante é que os integrantes das Forças Armadas, ao contrário do que pregam vozes radicais, estarão reunidos não apenas para exibir suas armas e suas fardas, mas também para prestar continência a um presidente civil _ no caso, uma presidente _, desacreditada, com baixa popularidade, mas representando a vontade manifestada nas urnas pela maioria da população. Essa é a beleza da democracia. As pessoas podem mudar de ideia, podem se arrepender, podem questionar seus representantes e se manifestar livremente, sem o risco de serem reprimidas ou tuteladas. O país vive um momento de plena liberdade de expressão e de pensamento. O Estado democrático de direito garante aos brasileiros o exercício pleno da cidadania. Neste contexto, as Forças Armadas se limitam ao seu papel constitucional, de assegurar a estabilidade das instituições, o equilíbrio do pacto federativo ou, em casos especiais, a segurança pública. Cabe à Justiça e aos órgãos policiais investigar a corrupção e combater a criminalidade, como efetivamente vem acontecendo, sendo assegurado aos investigados amplo direito de defesa. Ainda precisamos aperfeiçoar as nossas instituições para que o país reencontre o caminho do desenvolvimento. Mas um povo que superou obstáculos para conquistar a independência e a democracia terá sempre o que comemorar.