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Posts de maio 2008

Não deu pros Inocentes em Guaramirim

30 de maio de 2008 1

É, não deu. Depois de uma transferência de data, chega a notícia do cancelamento definitivo do show dos Inocentes no Curupira, em Guaramirim. Com a palavra, o Kelson, manda-chuva da casa. Por hora, resta lamentar o caso, já que os Inocentes são pilares do punk brasileiro e têm no currículo os clássicos “Pânico em SP” e “Adeus Carne”. Sem contar que Clemente é uma figura, e das mais importantes do rock brazuca. Fica pra uma próxima – e sabemos que esforços pra remarcar o show não vão faltar.

Quem não quiser conferir o tributo ao grunge agendado para o lugar dos Inocentes pode procurar o posto de venda onde comprou o ingresso e reaver a grana. E só pra lembrar: neste sábado, dia 31, tem Walverdes e Old Machine – o Chacal promete uma noite de fúria. Medo!

Postado por rubensherbst

Ô festinha animada, esse Prêmio TIM

30 de maio de 2008 0

Luciano (D) teve que dar explicações depois de cantar/Factoria Comunicação, divulgação

Opa, tem alguém ainda aí? Desculpem a ligeira ausência, mas o Rio de Janeiro não é logo ali e nem sempre tem um laptop a mão pra atualizar o blog (pra piorar, deu pau no meu computador de casa). Bom, o assunto ainda é o Prêmio TIM de Música. Fiquei matutando: trata-se do mais amplo panorama da música brasileira hoje, é um estande de luxo pras gravadoras exibirem seus produtores ou um sub-Grammy pra massagear egos já inflados? Sei lá, mas o fato é que este parece ser o único momento em que majors e independentes, veteranos e novatos, medalhões e desconhecidos surgem em pé de igualdade sob um mesmo e abrangente guarda-chuva: a música brasileira.

Beleza, mas não é pra discutir os nobres objetivos do prêmio que estamos aqui. O resultado você já leu no Anexo, portanto, falta falar daqueles detalhes curiosos, cômicos às vezes, que as revistas de fofocas não tem coragem de comentar. Então, lá vai o momento Caras/Contigo do Orelhada:

* O Felipe Dylon está deixando o cabelo crescer. Hummm… sei, e daí? Falando em couro capilar, o corte moicano do Júnior (da Sandy) o deixou parecido com o Paulinho Vilhena. De longe.

* Não sei se havia mais músicos ou atores no Theatro Municipal do Rio. De Patricia Pillar a Tarcisio Filho, tinha globais para todos os gostos. Desses, ninguém chamou mais a atenção que Vera Fischer de vestido dourado. Na chegada da musa, alguns jornalistas quase tiveram uma síncope.

* Outra que provocou comoção foram as plumas de Elza Soares. Nem o papa seria alvo de tantos flashes e microfones. Não sei o que perguntaram a ela, talvez sobre os perigos da cirurgia plástica pra quem passou dos 70.

* A (cantora) Marina Elali, de vermelho e sem Roberto Carminatti do lado, merecia um prêmio só pra ela. Dizer mais do que isso é arrumar encrenca com a patroa.

* Quem apareceu na maior estica foi Zeca Pagodinho, imediatamente cercado pela imprensa mesmo só disputando uma única categoria (com mais um 15 artistas). Surpresa: não tinha latinha na mão dele.

* Vocês não imaginam como a Vanessa da Mata é alta, e como a Sandy é baixinha. E como a Alcione… bom, deixa pra lá.

* Quando Martinho da Vila deu as caras no hall de entrada, uma senhora atrás de mim viu o bolinho de gente e perguntou: “É o Jorge Aragão?”. Informada do sambista certo, mandou: “Ele é metidinho, mas é legal.”

* Zezé di Camargo e Luciano subiram ao palco pra cantar com o homenageado da festa, Dominguinhos. Finalizado o número, Luciano se desculpou com a platéia pelos erros, dizendo que levou toda a música sem retorno de palco. Um maldoso não se conteve e comentou: “Tu não canta nada mesmo, meu filho!”.

* Um silêncio mortal se abateu sobre o teatro quando Victor e Léo foram anunciados os vencedores de Fulltracks, que premia o ringtone de celular mais baixado do ano. Acho que o pessoal torcia pro Sorriso Maroto. Se fosse pra escolher, eu jogava o celular fora.

Postado por rubensherbst

Beatrix manda notícias do interior paulista

27 de maio de 2008 5

Beatrix tira peso do new metal e melodia da voz de Aura/Divulgação

Cachoeira Paulista is calling… “Cuma?”, diria Didi Mocó. É Thiago Augustini, baterista do Beatrix, falando na outra ponta do mouse. O bom sujeito dá notícias lá do interior de São Paulo para falar que a maré está a favor do quinteto, que já contabiliza algumas conquistas nestes três anos de existência, como vender 5 mil cópias de seu auto-intitulado disco de estréia, lançado em agosto.

E por que o interesse? Porque tanto Thiago quanto a guitarrista Lize Borba são de Joinville, de onde partiram em dezembro de 2004 e logo estavam dando partida no Beatrix. As músicas do grupo podem ser acessadas sem problemas no myspace, no purevolume e no palcomp3, bem como no site do pessoal, e por aí dá pra perceber que o new metal dá cartas no som. Pesado, sombrio e tempestuoso, mas também adocicado pelas melodias da vocalista Aura (sugestivo, hein?!). “P.O.D., Linkin Park, Evanescence, S.O.A.D. e Deftones fazem parte das pastas de músicas dos nossos computadores (risos). Bandas como Cold Play, Alter Bridge e inúmeras outras também servem de inspiração para o Beatrix”, escreve Thiago.

Fuçando no youtube, me deparei com trechos de apresentações da banda. Apesar do áudio ruim, ficou claro que Aura tem domínio da platéia, que sabia de cor e salteado a música. Me lembrou a Pitty, senhores. Deixo vocês com o clipe de “Sonora” e com uma anotação na agenda: 22 e 23 de novembro, show do Beatrix em Criciúma. Uma passadinha na terra natal não seria nada mal, Thiago…

Postado por rubensherbst

Um jardim para o beatle George

26 de maio de 2008 1

George Harrison: um eterno amante do belo/Divulgação

Contribuição do amigo Arnaldo Fortuna, conhecedor íntimo da Jovem Guarda e, por conseqüência, um beatlemaníaco de carteirinha. Na semana passada, Ringo Starr presenteou o falecido amigo George Harrison com um mimo: inaugurou um jardim em sua homenagem na maior feira de jardinagem do Reino Unido, em Londres.

Parece pouco? Pois saiba que a obra – cheia de referências a George – é assinada por Olivia Harrison, viúva do beatle, que por sua vez era um amante da jardinagem, tanto é que dedicou sua autobiografia, “I Me Mine”, aos “jardineiros de todas as partes”. Sem querer parecer piegas (mas já sendo), a música de George era como um canteiro de lírios: bela, delicada e sem espinhos.

Postado por rubensherbst

Chame os amigos, pire e faça um vídeo bizarro!!

26 de maio de 2008 1

Esse é da série “chame os amigos, faça um clipe bizarro e vire hype por cinco minutos”. Essa última parte o Battle Royale ainda não conseguiu, mas o clipe de “Oh Martha” é coisa de louco, literalmente. Imagine se os caras do “That`s 70 Show” fizessem um festinha regada a ácido, colocassem um electro-pop safado pra rodar nas caixas, perdessem a vergonha no meio do processo e filmassem tudo. Isso existe, e dá pra ver aí embaixo.

Se você for atrás de mais informações sobre a banda de Minneapolis – a mesma cidade do Replacements e do Prince -, não se assuste se cair na página de um mangá homônimo sobre conspirações governamentais japonesas e jogos de assassinato envolvendo adolescentes. O nome é o mesmo, mas não tem nada a ver. Como não tem nada a ver o festival de samplers e barulhinhos de “Oh Marta” com a faceta folk que o grupo exibe em metade de seu segundo disco, “Wake up Thunderbabe”, lançado em fevereiro. Um “lado A, lado B” pra ninguém botar defeito.

Postado por rubensherbst

Vem chegando a hora do Old Bar dizer adeus

25 de maio de 2008 7

 

Ainda em relação ao Fevereiro da Silva: a banda dos chapas Hélio e Ricardo deve a ser a última a pisar no palco do Old Music Bar. A conversa sobre o fechamento da casa na Getúlio Vargas vem se desenrolando há coisa de um mês, e tudo indica que Joinville ficará mesmo sem o seu principal espaço roqueiro – muito show bom rolou por lá nos últimos três anos, entre eles, um e outro do próprio Fevereiro. Sobre as causas, a reportagem do “Anexo” deve vir com respostas ainda nesta semana.

Por hora, só resta lamentar o fim de mais uma casa para shows de rock na cidade, já fraquíssima de espaços para bandas com trabalho próprio mostrarem do que são capazes. Desde que o lendário Chaplin cerrou as portas, as cartas do baralho foram caindo uma a uma: Cais 90, Double Face, Armazém, Joke’s (na JK), Casa do Rock (na rua 15), Divinas, isso sem contar locais que tentaram dar uma força pra cena e se deram mal, como o Palmeiras e o Bar Funil. Se esqueci de algum, refresquem minha memória.

Enquanto isso, a onda do pagode avança forte, abrindo espaço para a chegada do intragável funk carioca. Lembram quando era o reggae a fazer a cabeça da moçada? Pois eu quero ver o que vai acontecer quando estiver na moda a música tradicionalista do Usbequistão…

Postado por rubensherbst

A farra dos shows internacionais em Curitiba

23 de maio de 2008 5

Echo & The Bunnymen volta à capital paranaense em julho/Divulgação

Curitiba continua sendo mesmo a melhor opção pra quem mora no Norte catarinense assistir a shows internacionais de grande porte (ou de um certo porte). Aqui pertinho vai ter até Chuck Berry, pra muitos o pai do rock, que toca por lá em 20 de junho. A lenda inglesa Echo & The Bunnymen volta pra capital paranaense em 4 de julho; Cindy Lauper dá as caras na cidade em 11 de novembro. Isso sem contar o TIM Festival (ainda sem data) e a possibilidade do Muse aparecer em agosto.

Mas é claro que a galera do metal é quem vai se esbaldar, a começar pelo Megadeth no dia 5 de junho. Daí vem a farra dos ex: Eric Martin, do farofento Mr. Big, no dia 13 de junho, Tony Martin (Black Sabbath) e Joe Lynn Turner (Deep Purple) juntando as vozes no dia 27; e Blaze Bayley, aquele que fez fiasco no Iron Maiden, surge solo em 22 de agosto. Em novembro, é a vez dos góticos do Nightwish.

Muita coisa ainda deve ser anunciada. Mas é bom avisar: tudo isso aí está confirmado até segunda ordem.

Postado por rubensherbst

No final de maio, tem Fevereiro (da Silva)

23 de maio de 2008 12

Banda de Joinville lança Ep de estréia no dia 31, no Old Bar/Igor Tiogo
Essa galera gente boa aí do lado é o Fevereiro da Silva, uma das formações mais criativas a despontar em Joinville nos últimos anos. O suingue à Benjor, as melodias e letras no encalço dos Los Hermanos e os riscados de guitarra rock – e mais um pitacos de samba, reggae e metal – arrebanharam um considerável número de fãs na cidade. Agora, chegou a hora de mais gente conhecer o trabalho dos rapazes. Como? Vai lendo…

 

Como todo mundo sabe, disquinho na mão serve de cartão-de-visitas, além de continuar sendo num fetiche pra quase todos que lidam com esse negócio de música. Não é diferente com o pessoal do Fevereiro, que no dia 31 lança o Ep “Funil” no Old Bar. Com a força do produtor André Cidal, os caras passaram seis meses burilando as quatro faixas do CD, que obviamente também poderão ser baixadas de graça na conta da banda no myspace (www.myspace.com/fevereirodasilva).

As músicas só serão disponibilizadas no dia seguinte ao show, mas como a gente é legal, vai mostrar em primeira mão como ficou “Combates”. Ouve aí e me diz se o baile dos caras não é beeeem decente.

Postado por rubensherbst

Outra lista, agora, dos melhores indies nacionais

22 de maio de 2008 0


Esta foi tirada lá do site Mundo47 (www.mundo47.wordpress.com), tocado pelo antenadíssimo jornalista Rafael Weiss. O cara pescou que o site (e esperto selo indie brasiliense) Senhor F fez uma lista dos 50 mais importantes discos independentes do País e enfiou três álbuns catarinenses na relação.

Para o capo do site, Fernando Rosa, "Simetria Radial", do Pipodélica, a obra única e homônima d`Os Pistoleiros – ambos da Capital – e "Campo e Lavoura", da banda Repolho, de Chapecó, merecem estar no pódium. Boas escolhas, sem dúvida, principalmente no que diz respeito ao festejado trabalho da Pipodélica – um desses pra marcar época, de fato. E, como bem lembrou Rafael, tanto a Pipodélica quanto Os Pistoleiros já não habitam mais o mundinho rock. Repolho, por outro lado, continua por aí, fazendo das suas, de Sul a Oeste.

Listas, no entanto, são como mãe: cada um tem a sua e a defende dos xingamentos alheios. Eu assino embaixo da maioria das escolhas de Rosa. Tiraria umas, incluiria outras, e assim a vida segue. Dê uma checada na lista completa que está no www.senhorf.com.br e depois conte aqui o que achou.

Postado por rubensherbst

Terminal Guadalupe para inglês ver (e ouvir)

22 de maio de 2008 3

"A banda mescla sem poupar esforços o melhor que o rock and roll tem a oferecer. Criatividade, guitarras pesadas (quando necessário), acordes acústicos com humor suave (quando requerido), uma seção rítmica firme e uma produção com um feeling muito legal constróem o cenário para uma banda em ascensão".

Os elogios são do site inglês Rockfeedback, especializado em música independente, para o Terminal Guadalupe, nome que está na ponta do que de melhor o Paraná produz hoje em matéria de rock. Com isso, o quinteto curitibano – que já recebeu tapinhas nas costas de uma publicação portuguesa – faz seu trabalho chegar até os súditos da rainha e ainda agradá-los, o que não é pouca coisa, já que britânico come bom rock no café da manhã.

Não bastasse a qualidade musical, o TG também é exemplo de profissionalismo na cena independente. O Rockfeedback sacou isso e tascou o grupo em sua capa. Você poder ir até o site e testar seu inglês. Na volta, dê uma conferida no excelente clipe de "Pernambuco Chorou", destaque do quarto disco do grupo, "A Marcha dos Invisíveis" (2007).

Postado por rubensherbst