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Posts de julho 2008

Lenzi Bros. chega a Joinville com peso nas costas

31 de julho de 2008 7

Irmãos Lenzi serão os novos queridinhos da MTV?/Divulgação

Quando o Lenzi Brothers botar o pé no palco do Liverpool Snooker Pub, em Joinville, na noite desta sexta (dia 1), tanto banda quanto público terão expectativas que há 48 horas talvez não existiam. Tudo por conta de uma viagem a Porto Alegre. Foi lá que os irmãos de Balneário Camboriú carimbaram a vitória no reality show “Em Busca da Fama”, da MTV: um show ao lado da Cachorro Grande, que durante um mês percorreu os três Estados do Sul em busca de novas caras do rock independente. Sobrou pros Lenzi.

Os frutos que virão agora – ou melhor, em novembro, quando todo esse périplo irá ao ar pela TV -, por enquanto, são apenas imagináveis. Que venham os melhores possíveis, todos merecidos. É por isso que eu disse que as expectativas de todos mudaram. Mas esse é o tipo de coisa que nem vai passar pela cabeça de quem estiver na platéia, se acabando ao som das músicas do disco “Trio”. Ainda mais que os Lenzi Brothers estão sedentos por tocar em Joinville, onde jamais botaram os pés.

Ah, e não dá pra esquecer que os anfitriões da festa são Os Depira, banda que encarna o rock setentista como poucos neste Estado. Sem dúvida, uma sensacional dobradinha na noite que tem a chancela do É Rock!, programa da rádio Udesc FM (91.9) que há oito anos acaricia os ouvidos dos joinvilenses com tijoladas de todas as eras roqueiras. Vai ao ar aos sábados (20h), com reprise aos domingos (17h). A gente se encontra lá, né Marcelo/Parfitt/Raposo?

Postado por rubensherbst

Contagem regressiva para o River Rock, em agosto

30 de julho de 2008 1

Matanza toca no sábado e põe o countrycore na roda em Indaial/Divulgação

O River Rock Festival está em contagem regressiva pra sua oitava edição. Não, não é figura de linguagem: lá no site do evento (clique aqui para todas as informações) o reloginho corre rápido em direção ao dia 8 de agosto, quando o Motódromo de Indaial será invadido pela turba sedenta de rock`n`roll. E olhe que este ano a programação não é fraca. Nos três dias de festa, nada menos que 33 bandas e muitos pesos-pesados – sim, o metal tem lugar de destaque na escalação.

No quesito heavy, há, por exemplo, o Kave, do Chile, Amen Corner (Curitiba), Penitence (Porto Alegre) e os catarinas Perpetual Dreams, Orquídea Negra, Thormentor e Still Life, entre outros. No terreno punk/hardcore, vem Ação Direta (SP) e Matanza (RJ), talvez a atração mais conhecida do festival. E tem nome joinvilense na escalação: o Canela Brasil, com seu rock de letras profundas e pitadas oitentistas. Bangers, por favor, segurem suas latinhas. O pessoal é do bem.

E já que falamos em festival no interior, vem aí mais um Tshumistock, que vem se tornando o mais badalado evento roqueiro em Santa Catarina. E é por isso mesmo que a cada ano mais e mais gente ambiciona subir naquele palco de Rio do Sul. Quem quiser se candidatar deve enviar material com músicas próprias até 15 de agosto pro e-mail costeletas@gmail.com. Vinte e cinco bandas vão ser selecionadas. Ah, já ia esquecendo: o Tschumistock rola entre os dias 14 e 16 de novembro.

Postado por rubensherbst

Romantismo e safadeza no som da Cultura Monstro

29 de julho de 2008 2

Banda joinvilense bota o povo pra pular, mas não esquece da mensagem/Divulgação

Consumo, avanço tecnológico, desigualdades, desequilíbrio ambiental: é a sociedade de hoje plantando as sementes da sociedade do futuro. O que surgirá daí? Uma cultura monstro. Há, definitivamente, um conceito por trás dessa banda joinvilense que está botando seu bloco na rua, agendando shows e postando as duas primeiras músicas em sua conta no MySpace.

“O Capital” e “Nada Sutil” são duas de várias composições que giram em torno do tema “romantismo e safadeza”, dois comportamentos antagônicos, mas que convergem nas letras do quarteto. “Misturamos essas duas coisas na medida certa, e daí resulta um estilo de vida”, explica o guitarrista/vocalista Gus, que montou a banda com Marcelo (baixo) e Rodris (guitarra) – dois amigos do curso de história – no ano passado.

No final de junho, a Cultura Monstro fez seu primeiro show com Ronan, o novo baterista. Com a formação estabilizada, o grupo pretende entrar em estúdio até setembro, e com o CD em mãos, divulgar o som entre a galera e os selos.

O que esse pessoal vai ouvir é mais uma banda que joga rótulos pro alto pra se concentrar em misturas de difícil definição, mas que miram os pés e valorizam o texto. Apesar da parca produção das músicas postadas no MySpace, nota-se um potente mix de black music, ska, samba rock e nuances mais pesadas. “É uma coisa difícil de rotular, mas é fácil de digerir”, diz Gus, citando Jorge Ben, Chico Science e Mundo Livre S/A como influências do Cultura Monstro.

Se interessou, anote aí: sábado (2) na Expoville e dia 8 no Liverpool Snooker Pub. São os dias em que o Cultura Monstro vai mostrar que conceitos também servem pra botar o povo pra pular.

Postado por rubensherbst

Animação esperta para apresentar o 65daysofstatic

28 de julho de 2008 0

65daysofstatic: math rock, post-rock ou industrial?/Divulgação

Meu amigo Eric Menau viu os caras em Nova York, ficou impressionado, e me passou a dica. Como o cara tem bom gosto, fui atrás do tal 65daysofstatic (assim mesmo, tudo junto), banda instrumental inglesa que faz um som bem experimental, com muito uso de eletrônica, guitarras distorcidas, ritmos quebradiços e climas tensos. Uns chamam de industrial, outros de math rock, e há quem prefira post-rock. Marque com um x sua alternativa preferida.

Bom, feitas as apresentações, o que mais me impressionou foi o clipe de “Drove Through Ghosts to Get Here”. É uma animação tosquinha, mas muito criativa, sobre um robô que fica obcecado por algo parecido com um grande tomate rolante (??). No final, o filminho fica ultra-psicodélico, e se entendi bem, há uma mensagem ecológica nele. Me digam se estou certo.

A música, de ambientações eletrônicas diversas, está no segundo disco do 65daysofstatic, “One Time for All Time” (2005). O terceiro, “Destruction of All Ideas”, saiu no ano passado.

Postado por rubensherbst

Gravadora quer os Stones na ativa por muito tempo

27 de julho de 2008 1

Aos 65 anos, Jagger põe Christina Aguillera no bolso/Divulgação

E essa agora: todos os Rolling Stones já pensam em como vão comemorar os 70 anos, mas mesmo assim a Universal Music, a maior gravadora do mundo, assinou um contrato de gravação de longo prazo (?!) com a banda. Em um comunicado, a major informou que o novo acordo cobre os próximos discos dos Stones e o seu precioso catálogo. “A Universal está planejando uma campanha de longo prazo, sem precedentes, para relançar todo o catálogo dos Rolling Stones na era digital”, avisou a empresa.

A Universal já havia lançado a trilha sonora do documentário “Shine a Light”, dirigido por Martin Scorsese. Esse mesmo que chega esta semana às locadoras de todo o País. Um conselho: se você não assistiu no cinema, alugue, compre, roube, baixe, mas não deixe de conferir o filme. Nunca se viu um show dos Stones filmado desse jeito – e arrisco dizer que nenhum concerto mostra o artista no palco como Scorcese conseguiu. Perde-se muito disso na TV, mas ainda dá pra se esbaldar (e voltar quantas vezes quiser) com o repertório recheado de lados B, a participação assombrosa de Buddy Guy e a performance vigorosa de toda a banda.

Mick Jagger, em especial, se mostra cada vez mais empenhado em desafiar as leis do universo. Estaria ele ficando mais novo, apesar das rugas indicarem o contrário? Não sei, mas vendo Jagger fazer miséria por duas horas em “Shine a Light”, é de se pensar: ele fez mesmo 65 anos no sábado (26)? Não dá pra exigir aposentadoria de um cara que dá um chega-pra-lá no tempo com tanta classe.

Aí embaixo você confere um dos melhores momentos de “Shine a Light”: a dobradinha Mick Jagger/Jack White mandando ver em “Loving Cup”. Enjoy it!

 

 

Postado por rubensherbsst

Reggae no Zeppa? Tem, e bem acompanhado

25 de julho de 2008 1

Divulgação
Neste sábado (26) tem show no bar Zeppa, ali na Ponte Baixa, na Estrada da Ilha, e não é com Os Depira. Na verdade, quem reaparece por lá é o pessoal do Fevereiro da Silva, mostrando suas eficazes batucadas com metais e guitarras calientes. Mais uma chance de conferir as faixas do Ep “Funil” e aquecer essas noites frias com o legítimo samba-rock.

A novidade da noite fica por conta da banda joinvilense de reggae Manifesto de Vida. Segundo o Hélio, a proposta do grupo é “questionar e criticar, através de manifestos sonoros, problemas sociais, buscando alternativas mais simples para uma vida livre de turbulências.” Mais reggae, impossível. Não curto o gênero e nem ouvi a banda, mas se o Fevereiro abraçou, então vale pintar no Zeppa pra ver qual que é. Como de praxe, os shows começam perto da meia-noite. O ingresso vale 5 pilas e um kg de alimento não perecível.

E já que estamos falando em shows em locais aprazíveis, quem volta ao mercado roqueiro joinvilense é o Bar Funil, um legítimo pé-sujo ali na Dona Francisca, pertinho do binário do Iririú, que há tempos não abria suas portas pra rapaziada fazer um som. A coisa muda de figura neste domingo (27), a partir das 16 horas, assim que a primeira banda subir no palquinho. Vão tocar Ursulla – banda onipresente nos palcos joinvilenses -, a também local Bela Infanta e Eugênia, de Jaraguá. Que desta vez o Funil volte pra ficar.

Postado por rubensherbst

MTV passa por cima de Joinville e nem dá oi

25 de julho de 2008 15

Hoje à tarde (25), o Cachorro Grande aterrisa junto com uma equipe da MTV em Florianópolis pra bater um papo a banda Maltines e, à noite, registrar um show do Aerocirco no Vecchio Giorgio. Amanhã, sábado (26), os caras seguem pra Chapecó, onde filmarão com Variantes e Epopéia. Tudo por causa do programa “Cachorro Grande em Busca da Fama”, que põe a banda gaúcha a rastrear revelações roqueiras no Sul do Brasil. Ao que consta, Balneário Camboriú e Blumenau também estão na rota da atração, que vai terminar com uma banda selecionada pra participar de um megashow em Porto Alegre.

Absolutamente nada contra Aerocirco, Maltines, Lenzi Brothers, merecedores de todas as atenções e elogios. Mas é lamentável que, mais uma vez, Joinville, a maior cidade catarinense, tenha sido sumariamente ignorada quando se trata de grande mídia. E justamente num momento em que uma série de boas bandas botam seus blocos na rua e só precisam de um empurrãozinho pra aparecer pra valer. Será que é só Festival de Dança que há por aqui?

Se Santa Catarina é um vão entre o Rio Grande do Sul e o Paraná, o que seria Joinville, musicamente falando? Um borrão nesse vácuo? A Capital naturalmente concentrará mais atenções, por ter um cenário artístico e cultural mais vibrante e por suas bandas serem mais organizadas – e também pela qualidade dos grupos, não há como negar. Cabe ao pessoal daqui fazer a sua parte – se unir, promover cada vez mais eventos, se profissionalizar, arrumar modos criativos de aparecer e utilizar, da melhor maneira possível, a grande ferramenta de divulgação destes anos 2000: a internet. Aí, chegará o dia em que até a MTV cairá de joelhos.

Postado por rubensherbst

Lenzi Brothers e Os Depira: tá bom ou quer mais?

23 de julho de 2008 4

Divulgação

Uma imagem vale por mil palavras, ao menos neste caso. Por isso, deixo vocês com o cartaz aí ao lado e não vou falar nada por enquanto. Ou melhor, vou: ROCK`N`ROOOLLLLL!!

Postado por rubensherbst

Coisa fina os finalistas do Mercury Prize

23 de julho de 2008 0

Disco de Plant e Alison Krauss é merecedor de estatueta/Divulgação

 

Saíram os indicados do Mercury Prize 2008, um dos mais prestigiados prêmios da música britânica. E só pela lista aí embaixo dá pra ver que a seleção dos 12 discos concorrentes – pinçados dentre 240 que chegaram às paradas do Reino Unido – é bem mais criteriosa do que os Grammies e MTV Awards da vida. Apesar de gostar bastante do British Sea Power e achar “In Rainbows”, do Radiohead, muito bom, torço pra que “Raising Sand” leve – o disco de Robert Plant e Alison Krauss é lindo e um dos melhores do ano passado.

Bom, o negócio é esperar até 9 de setembro, quando o canal BBC2 vai anunciar os vencedores. E só pra constar: em anos anteriores, estão the Klaxons, Arctic Monkeys, Antony and the Johnsons e Franz Ferdinand já levaram a estatueta. Um tanto óbvio, mas respeitável.

Os indicados:

Adele – “19?”

British Sea Power – “Do You Like Rock Music?”

Burial – “Untrue”

Elbow – “The Seldom Seen Kid”

Estelle – “Shine”

The Last Shadow Puppets – “The Age Of The Understatement”

Laura Marling – “Alas I Cannot Swim”

Neon Neon – “Stainless Style”

Portico Quartet – “Knee-Deep In The North Sea”

Robert Plant And Alison Krauss – “Raising Sand”

Radiohead – “In Rainbows”

Rachel Unthank And The Winterset – “The Bairns”

Postado por rubensherbst

Verano e Dramaphones soltam Eps de respeito

22 de julho de 2008 1

Divulgação

É com imenso prazer que apresento aos leitores do Orelhada dois trabalhos que serão bem rankeados na lista dos melhores do ano na música catarinense. Trata-se dos Eps dos ilhéus Verano e dos riosulenses Dramaphones, ambos devidamente disponíveis para “baixamento” e conseqüente apreciação daqueles que querem saber por que lados anda o pop catarina.

O Verano está soltando “Stonehill Sisyphus” pelo lendário selo carioca Midsummer Madness, que apostou no folk elegante e emocionante do quinteto de Florianópolis para incrementar o seu já respeitado catálogo. Entre violões, órgãos e bateria suave, Thiago Vekho e Maiza Bastos praticam o inglês o francês em canções ótimas pra se ouvir numa fria tarde domingo, entre baldes de chá ou de capuccino. Mas ouça com fone de ouvido, que é pra não perder nenhum detalhe de faixas doídas como “Stonehill Sisyphus” e “When a Part that You Say is True”, ou ensolaradas, como “La Fenetre”, que lembra Belle & Sebastian. Clique aqui e vá ao site da MM baixar já.

Já o Dramaphones corre por outra praia, como mostra “Primeiro”, o (ahá) Ep de estréia da banda. Clicando aqui, você cairá na página do grupo no Trama Virtual e descobrirá que esse pessoal de Rio do Sul tem totais condições de requerer um lugar ao sol. Se as guitarras empolgantes são o que de melhor a banda oferece, não dá pra ignorar o esforço dos rapazes em compor letras e melodias acima da média. Destacar “(In)cômodo”, “Modéstia a Parte” e “Qualquer Azul” – com um naipe de metais pra esquentar as coisas – é só uma questão de não perder o hábito.

Postado por rubensherbst