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Um papo esclarecedor com o grande Kid Vinil

26 de dezembro de 2008 1

Pessoal, convido todo mundo pra dar uma passada neste sábado (27) na contracapa do Anexo – onde fica o Orelhada impresso, caramba – e conferir uma megaentrevista com o grande Kid Vinil. O cara faz um balanço do que rolou em matéria de música pop em 2008 e dá um preview do que podemos esperar no ano que vem, inclusive fornecendo valiosas dicas de bandas que podem vir a se dar bem. Aliás, o blog e o podcast do cara estão lotados de novidades fresquinhas e bacaníssimas. Kid não é uma referência por acaso.

Por causa do espaço limitado, duas respostas precisaram ficar de fora da edição, mas como são legais, eu as reproduzo aqui:

 

As voltas triunfais do AC/DC e do Metallica foram tão triunfais assim?

Kid Vinil – A volta de grandes bandas é sempre bem-vinda, mas hoje, diante de tanta novidade e facilidade de se ouvir novas bandas e muita coisa de qualidade, esses monstros sagrados se perdem um pouco, na minha forma de ver as coisas. Tá certo que pros fãs do hard rock e do metal isso pode ser considerado triunfal, mas na minha opinião o Metallica fez um disco bom, mas nada que supere os primeiros trabalhos. Da mesma maneira o AC/DC, que repetiu a mesma fórmula do passado. Então prefiro ouvir os discos mais clássicos da banda, como o “Back In Black”, por exemplo.

 

E o Magazine (o seu), não vai rolar um come back?

Kid Vinil – Já tentamos uma volta em 2001 pela Trama, naquele CD “Na Honestidade”, mas não tivemos estrutura pra continuarmos. Não penso mais nessas coisas, hoje faço música com minha banda, o Xperience, pra me divertir, tocar no barzinho perto de casa pra cem pessoas, encher a cara e ser feliz, isso é que vale a pena. A música, aliás, lá fora caminha pra isso, hoje sem grandes gravadoras na parada, as novas bandas do Brooklyn, lá em NY, funcionam como uma cooperativa de bandas independentes que gravam por conta própria, colocam suas músicas na internet e circulam pelos bares locais, tocando e se divertindo. Se der certo e o Pitchfork elogiar, tudo bem, se não, valeu pelo passatempo. Essé é o futuro, fazer música porque a gente gosta.

 

Duas das bandas que o músico/jornalista/radialista/VJ/escritor (ufa!) indica na entrevista são o Twisted Wheel e o Gaslight Anthem, que seguem aí na seqüência, de encomenda pros amigos. Vejo vocês no jornal.

Postado por rubensherbst

Comentários (1)

  • maikon k diz: 27 de dezembro de 2008

    mto boa a entrevista. Sabe, as promessas de estouros ou novidades para 2009 são familiares aos meus ouvidos.Os canadenses do Fucked up tão “hype” no cenário punk-hardcore mundial ha um tempinho, isso é mto curioso. Imaginar como ainda todo o cenário punk-hardcore ligado ao faça vc mesmo e disquinhos de polegadas ainda tá alimentando as curiosidades dos amantes da música.O mesmo vale para a banda mto boa e inteligente que é o The King Blues, que é 1 manu chao vestindo um jaqueta com rebites.

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