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Tudo ao mesmo tempo agora

26 de junho de 2009 0


Amadurecer nem sempre é bom pra uma banda de rock, mas não é o caso da Cachorro Grande. A passagem do tempo e a democratização autoral na banda deram aos gaúchos condições de levar seu som a outros lugares (e patamares), e “Cinema” (Deckdisc) é o ápice desse crescimento. O disco assume a diversidade sem parecer uma concha de retalhos, tendo sua infinidade de referências pra ligar cada detalhe distinto. E é nos detalhes que mora a força do álbum (cuja capa é essa aí do lado).

O quinteto reveste sua faceta acústica com a psicodelia a la Beatles e Beach Boys em “Amanhã”, “O Tempo Parou” e “Aonde Vou”; se há uma eletrônica discreta em “Dance Agora” e “A Hora do Brasil”, por outro lado, “A Alegria Voltou” e “Ela Disse” são totalmente retrô. Os velhos fãs podem se fartar no peso de “Luz” e “O que Você Quer Escutar” e, ao final, topar com “Pessoas Vazias”, cuja grandiosidade parece calcada no Oasis. Uma viagem longa, é verdade, mas com turbulências mínimas. E assim a Cachorro Grande segue como uma das poucas coisas que valem a pena hoje no mainstream nacional.

Duas coisas mais: o disco está pra audição no MySpace da banda; e no “Orelhada” impresso deste sábado (27) tem uma entrevista exclusiva e bacaníssima com o vocalista Beto Bruno.

Postado por rubensherbst

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