Disfarcem, mas há um terremoto prestes a eclodir em Joinville. Gerado em estúdios no Itaum, ele se agiganta em salas de ensaio pra quando vier à tona, varrer ouvidos de diferentes preferências e concepções sonoras pré-estabelecidas. O nome do fenômeno é Hexafônicos, sexteto formado há três anos por músicos extraclasse da cidade que, no momento, matura o disco de estreia, "Tarântula" e retoca o primeiro clipe, ambos bancados por editais da Fundação Cultural. A parte o registro de algumas participações especiais - que já incluem os guitarristas Eduardo Ardanuy (Dr. Sin) e Marcinho Eiras (da banda do Faustão) e o baterista Endrigo Bettega -, a banda aguarda o anúncio dos vencedores do Edital Elizabete Anderle pra mixar o álbum e masterizá-lo em Nova York. Ou seja, lançamento, só em 2010. Algumas ondas sonoras já emanadas pelo grupo estão no site Pure Volume, entre elas "Maracatrash". Mas o repertório inclui ainda faixas com títulos reveladores como "Baião de Core", "Samba Rock" e "Frevo Roll". Sim, o Hexafônicos faz a conexão entre o rock pesado e ritmos regionais - e tango, flamenco e o que mais vier -, usando virtuosismo e polirritmias pra deslocar queixos sensíveis a grandes exibições de técnica. "Se alguém fosse nos definir, seria um fusion pesado", diz o vocalista Leandro Gonçalves, que cita a banda sueca Meshuggah como referência das misturas dos joinvilenses.
Postado por rubensherbst








