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Posts de outubro 2009

SEGUREM-SE! O BAILE ELÉTRICO VEM AÍ

30 de outubro de 2009 22

Os ilhéus do Aerocirco encabeçam o bailão junto com o Alva/Carlos Kilian/divulgação
Hey, tem alguém aí?

Amigos, posso até estar de férias, mas não me entreguei completamente às benesses do ócio. Na verdade, a folga me deu o tempo necessário pra colocar nos trilhos mais um festerê de proporções arrasadoras e com fins honrosos. Sim, falo do Baile Elétrico do Orelhada, cuja segunda edição irá celebrar o primeiro aniversário da coluna impressa no AN, que assoprará velhinhas no dia 24.
Quatro dias depois, o Liverpool Snooker Pub receberá nada mais, nada menos do que o Aerocirco, instituição roqueira catarinense que não cansa de viver dias cada vez melhores. Além de ter acabado de voltar de Belo Horizonte – carimbando os planos de dominação nacional -, a banda ilhoa oferecerá neste sábado (31), pelo TwitCam (acompanhe lá no www.aerocirco.com.br), às 20 horas, um novo petisco do quarto disco de estúdio, previsto pra sair em março. Trata-se do single “Faz de Conta”, o mesmo que será lançado na Célula, em Floripa, no dia 7. Claro que a música fará parte do show em Joinville, ao lado de outras que estarão no próximo disco e pérolas dos trabalhos anteriores, uma obra em aberto coberta de boas melodias, letras espertas e guitarras fulgurantes e festivas.
Não que estas não sejam qualidades da outra atração do baile, o Alva. O quarteto joinvilense é expert em empacotar canções com incrível esmero, mas a proposta vai de encontro ao hardcore cerebral e a um experimentalismo que não encontra paralelos em Santa Catarina. E pra quem só conhece a banda pelo petardo fonográfico chamado “Saudade do Futuro”, é bom saber que ao vivo o suadouro e a inteligência ganham cores ainda mais vivas.
Mas o que é uma boa festa sem um DJ comprometido com os bons sons? É por isso que o DJ PHC estará lá, armado de fones, picapes e uma parcela generosa de sua imensa coleção de vinis, para o delírio dos convivas. Estamos combinados, então? Certo. Se bem que até o dia 28, falaremos muito ainda nesse bailinho.

Postado por rubensherbst

Como foi o Depeche Mode na Argentina

21 de outubro de 2009 2

DM/divulgação
Quando o Depeche Mode anunciou o cancelamente de sua turnê brasileira, o chapa e velho colaborador do blog Pablo Geratti não teve dúvidas: decidiu que a primeira ida a Buenos Aires seria pra ver uma de suas bandas do coração. Dito e feito. No sábado passado (17), lá estava ele na capital portenha, no Clube Ciudad – o mesmo que receberá o Faith No More dia 1 de novembro, e que será visto pelo Orelhada -, diante nome maior do tecnopop. E o que ele viu (e o que o Brasil perdeu) foi isso:

Quando a página oficial do Depeche Mode anunciou o cancelamento de sua apresentação no Brasil, agora em outubro, não pensei duas vezes: cliquei no link da Argentina e fui direto comprar o ingresso. Foi-se mais de 10 anos que a banda não aparecía por esses lados e eu não podería deixar essa oportunidade escapar.

 

E lá fui eu para as terras de Gardel acompanhado de minha namorada assistir um os melhores shows que já vi em minha vida. Agora entendo porque o Depeche Mode é uma banda que agrada pessoas de várias tribos sejam roqueiros, indies, góticos, dance ou estilo da hora. Suas músicas tem uma capacidade de transcenderem esses rótulos e principalmente causarem um movimento de emoção coletivo que poucas vezes tive oportunidade de assistir.

 

Acompanhados de mais um tecladista e um baterista que parecia uma metralhadora, Andrew, Martin e Dave subiram ao palco em frente a  35 mil pessoas que lotaram o Club Ciudad de Buenos Aires, abrindo o show com três músicas do último disco e com o telão alternando belíssimos filmes com imagens do show conforme a característica de cada música.

 

É íncrivel a interação da banda com o público. Andrew, sempre no alto por trás dos teclados balança os braços como se regesse uma orquestra. enquanto Dave se mostra um verdadeiro entertainer, dançando, se relacionado com a música e a resposta do público e cantando como nunca, demonstrando apenas nos traços de sua face os problemas de saúde pelo quais passou faz pouco tempo. Enquanto isso, Martin parece hipnotizar o público com o som de sua guitarra e no seu belíssimo momento solo quanda canta “Jezebel” e “Home”.

 

Aliás, neste instante tivemos um dos momentos mais belos dos show: ninguém deixava a música terminar. Acabou o som do teclado e o público continuou entoando a melodia da música por alguns minutos enquanto Martin balançava o braço e sorria quase surpreso no telão. Quando tudo parecía terminar e o restante da banda retornou ao palco e Dave pediu aplausos para Martin, o público iniciou a melodia da música outra vez. Algo impressionante e de arrepiar.

 

O show foi o que todo fã e apreciador da banda esperava, alternando mais algumas músicas novas e alguns clássicos, com aqueles momentos dos show que eu costumo chamar de Top 3, onde a banda toca 3 petardos em sequência para tirar todo mundo do chão. E foi assim por pelo menos três vezes, com “Walking In My Shoes”, “It`s No Good” e “A Question Of Time”, no final com “I Feel You”, “Enjoy The Silence” e “Never Let Me Down Again” e no bis com “Stripped”, “Behind The Wheel” e “Personal Jesus”.

 

No quesito vídeos que acompanham as músicas, destaque para “In Chains”, com o rosto de um velho branco e de uma criança negra se transformando um no outro, a máquina de escrever de “Precious”, a máquina de balas coloridas de “The Policy Of Truth”, os astronautas de “Enjoy The Silence” e as strippers de “Personal Jesus”.

 

Um show inesquecível e que guardarei para sempre em minha memória. E que podería ver de novo, e de novo, e de novo…

Postado por rubensherbst

Ópera rock com sotaque colono

20 de outubro de 2009 0

Divulgação

Das entranhas do Oeste catarinense ressurge aquela que inscreveu a canalhice, a tosqueira e a zoação nos anais (opa!) do rock independente sulista com um sotaque colono e níveis variáveis de experimentalismo. Sim, quem ouve o Repolho não imagina o quão pensado é aquele humor colegial envolto em barulhos de toda ordem. Pois eis que agora a trupe de Chapecó se sai com uma ópera rock tocada de trás pra frente e com os ingredientes esculhambativos característicos da banda.

“Volume 4″ entrega 50 minutos ininterruptos de som. Começa com quatro faixas inéditas, nas quais os irmãos Panarotto contam com o baterista original do Repolho, Anderson Birde, e o baixista de palco dos Los Hermanos, Gabriel Bubu. Na sequência, eles emendam versões ao vivo e releituras de antigos “sucessos”, como a impagável “Charme de Cachorro”, que podem dar a impressão de ser esta uma coletânea do tipo “raridades e lados B”.

Mas Demétrio, ancorado na estética do grupo e na transição pela qual ele passa, insiste na coisa da ópera rock: “É como se fizéssemos a transposição do Repolho antigo, representado nas colagens e recortes, para o novo”. Obviamente, nada é linear, e muito menos tradicional. “A nossa característica é essa, várias vozes contando essas histórias que fazem parte do nosso universo.”

Agora, a boa notícia: os links aí embaixo dão passagem a essa viagem pelas novas e velhas ardidas manifestações rurais do Repolho. Tudo de graça. Tá esperando o quê?

 
 
 
 

Postado por rubensherbst

Tchau e "bença"

19 de outubro de 2009 10

Meus amigos, a partir desta segunda (19) dou um tempo aqui no blog e também na coluna impressa (que ficará sob os cuidados do repórter Edson Burg) pra desfrutar de merecidos 30 dias de férias. Mas não me ausentarei de todo. Passarei por aqui de vez em quando pra tocar em assuntos pertinentes que não poderão esperar, como o show do Faith No More em Buenos Aires, o Festival Planeta Terra e o 2o Baile Elétrico do Orelhada – sim, ele acontecerá, e está mais perto do que vocês imaginam. Mas há um tempo pra tudo. O meu, por enquanto, é botar o barrigão na horizontal e deixar a cabeça descansar. Portanto, oficialmente, vejo vocês em 18 de novembro. Tchau.

Postado por rubensherbst

Macaquinho solitário

18 de outubro de 2009 1

Alex Turner é o protagonista solitário do novo clipe do Arctic Monkeys, que acaba de chegar à rede. Devem ter gastado todas as ideias no de Crying Lightning pra fazerem um vídeo tão simplezinho e sem graça como este, mas ao menos a música em questão, Cornerstone, é bacana, com os climas calmos, meio darks, que caracterizam o disco Hambug. Repito: não se deixem enganar pela falta de gás do álbum – a beleza embutida nele substitui à altura os riffs em alta velocidade.

Postado por rubensherbst

Tristeza divina

16 de outubro de 2009 6

Divulgação
Divido com vocês o que pra mim parece ser nome certo no Top 10 dos grandes discos do ano (do meu, pelo menos). Forget the Night Ahead, segundão da banda escocesa The Twilight Sad, parece ser, a princípio, só mais um álbum a regurgitar o pós-punk oitentista, como tantos outros fizeram nos últimos cinco anos. Mas o quarteto chupa menos o Joy Division do que pode pensar, preferindo incorporar uma parede de guitarras demolidoras, herdadas dos anos 90, a composições melancólicas que remetem mais a Leonard Cohen do que a Ian Curtis. E as músicas são longas, o sotaque do vocalista é incompreensível, mas as músicas nunca são chatas. Discão pra correr atrás rapidinho. Aí embaixo tem uma boa amostra do que te espera.

Postado por rubensherbst

Nas asas do thunderbird

16 de outubro de 2009 0

Thunderbird, a figura de óculos, comanda há anos o DNSA/DNSA/divulgação

Acredito que todo mundo aqui lembre de Luiz Thunderbird, ex-VJ da MTV (e da Globo, mas isso é melhor deixar pra lá) que comanda uma penca de projetos paralelos, todos fincados com pés e mãos na melhor tradição do rock básico (punk, rockabilly, surf music e por aí vai). De todos eles, o mais conhecido e antigo é o Devotos de Nossa Senhora Aparecida. Pois a banda – que tem na atual formação o batera Paulo Zinner, ex-Golpe de Estado – estará neste sábado (17) em Brusque, mostrando na Grau Casa de Eventos as faixas do terceiro disco, Bombardino, o primeiro com faixas em inglês. Pois então, se alguém estiver com o sábado à noite livre, a dica é a seguinte: “Gibi, Ramones e Motörhead”. 

PS: Thunder. gente fina que só, deu uma senhora entrevista ao Orelhada. Como diria aquele narrador, “não percam amanhã, na coluna impressa”.

Postado por rubensherbst

Resultado da promo

16 de outubro de 2009 0

Quem vai neste sábado (17) no Curupira? Esses aqui ó:

João Paulo

Igor Reis de Godoi

Maycon

Nomezinho na porta, falou? Abraços.

Postado por rubensherbst

Do pós ao rock

15 de outubro de 2009 0

Divulgação

Dobradinha esperta nesta sexta (16) à noite no Don Rock, propícia pra junção de duas tribos distintas, mas nem tanto. Com pouco mais de um ano na ativa, o Lótus de Sheik figura como uma boa novidade da cena joinvilense, unindo um certo minimalismo pós-punk com o rock alternativo dos anos 90, inclusive disparos de guitarra a la Nirvana. Já o 1/4 de Gim, mais rodado, se volta ao rock n`roll setentista sem firulas, mas com muitos riffs, solos e letras exaltando o estilo de vida rocker. Os dois grupos têm MySpace, então sugiro uma pesquisa prévia pra saber o que mais agrada. Ou vá com os ouvidos abertos e deleite-se com ambos.

Postado por rubensherbst

PROMO RELÂMPAGO: CURUPIRA

15 de outubro de 2009 13

Correndo, correndo, porque a parada já é sábado (17). Tenho aqui 3 ingressos pra caliente noitada rocker que vai rolar no Curupira, em Guaramirim, protagonizada por Cafeinol, Da Caverna, Vinil de Bolso e Atacama. Os primeirões que demonstrarem nos comentários sua vontade de ir, terão nome na lista e entrada free. Vamos que vamos?

Postado por rubensherbst