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Peru, panetone e Supergrass

21 de dezembro de 2009 2

Daniel Lopes, divulgação

Daniel “Danimod” Lopes, correspondente do Orelhada na Inglaterra, fez das suas outra vez: esteve na festa que o Supergrass organiza anualmente em sua cidade, Oxford, pra comemorar o Natal. Dani, pra nos matar de inveja, e mandou e-mail contando tudo. Leiam aí:

 

“O termômetro no negativo de sexta (18) à noite não foi suficiente para espantar o pessoal que lotou o The Regal para a festa de Natal que o Supergrass promove anualmente em Oxford, cidade natal dos monkeys. Quem abriu a festa mais uma vez foi o Charlie Coombes, irmão de Gaz, e quem eu recomendo bastante que ouçam, o cara é fortemente influenciado por black music e moogs carregados a la Question Mark. Num palco decorado com luzes e árvores natalinas, os irmãos Coombes, Mick e Danny sobem e sem muito firula já descem a lenha com Sun Hits The Sky. Justamente nessas horas que percebo a nossa diferença cultural nesse tipo de música: a tradicional galera que aperta o peito na frente do palco estava lá, com certeza, mas no meu lado estava toda uma geração de 35 a uns 50 anos empolgadíssima, dançando e cantando junto.

Três ou quatro hits do clássico In it For The Money, mais uns dois do Diamond Hoo Ha e, de repente, um enorme coro se forma com a execução de Mary, baladinha descolada do terceiro e homônimo álbum da banda. Gaz pega um violão e o coro continua quando ele começa a cantar Moving apenas com a iluminação das árvores de natal do palco. Com o clima de celebração instalado, a hora era perfeita pra hits do bacana Life on Other Planets entrarem no set, e foi assim que Grace, Can`t Get Up e Rush Hour Soul fizeram o pessoal ora balançar os braços, ora pogar ensandecidos. Assim que começa todo aquele discurso de que é muito bom tocar em casa no Natal e blá blá blá, corro pra pegar outro pint e volto na altura em que algumas do (infelizmente fraquinho) Road to Rouen eram tocadas.

É evidente que na finaleira de 2009 os Grass já não tem mais aquele punch do meio dos anos 90, mas ninguém pode negar que o couro não come quando pauladas sonoras dos 90`s, como I Should Coco, são largadas quase que violentamente uma após outra. Strange Ones emenda em Mansize Rooster, que emenda em I`d Like to Know, e quando todos estavam extasiados, o Regal treme literalmente quando os teclados de Rob Coombes anunciam Alright. Com 15 anos de estrada, tours mundiais, presença em todos os festivais europeus, os já crescidos garotos de Oxford sabem muito bem segurar a onda do público. Gaz agradece a presença da galera que se embala com Rebel in You e desce a mão com Caught by the Fuzz.

Eles saem do palco, o Regal fica todo escuro e só se ouve uma massa de gente gritando pra banda voltar. A equipe técnica entra, regula tudo novamente e lá estão eles outra vez, com duas garotas vestidas de Xmas Girls e um Papai Noel sem noção correndo de um lado pro outro no palco. Enquanto isso, todos cantam uma canção de Natal e as garotas jogam presentinhos pro público. Quando a festa estava caminhando pro fim, surge Pumping on Your Stereo, com aquelas máquinas de papel picado, canhões de fumaça de final de Copa do Mundo, e uma aura meio carnavalesca toma conta do lugar.

Nada mal pra uma sexta-feira gélida.”

Postado por rubensherbst

Comentários (2)

  • Helliot diz: 25 de dezembro de 2009

    o clima foi refletido no disco… foi um período barra pro gas… Supergrass entra nas minhas 5 melhores… fui ver eles em atibaia… inesquecível!!!

  • Jean diz: 22 de dezembro de 2009

    Po, Supergrass é uma banda muito boa!! Os timbres, as idéias das musicas, produção, tudo de primeira. Curioso que eu acho a primeira música do Road to Rouen, a Tales of Endurance, uma ddas melhores musicas da banda, e a que segue, St. Petesburg, acho sensacional também. O disco em si não é lá grandes coisa porque realmente perde força, mas as duas primeiras, na minha opinião, são top 5 da banda.
    Abração e obrigado por dividir isso com a galera!

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