Então é isso, né? Foi-se 2009, um ano que ficará marcado como o ano em que o rock joinvilense recuperou sua auto-estima ao tomar consciência de que respirar por tubos ainda é melhor do que fingir-se de morto. Apesar de uma parcela de bandas ter perdido o bonde e ignorar as mais básicas ferramentas de produção e divulgação (e ainda requerer atenção), a movimentação acalentada por determinados grupos, produtores e casas nesses 12 meses dá esperança de dias melhores e, quiçá, gloriosos. Mas vamos por partes. No click de que registrar é mostrar-se, muita gente foi para o estúdio (profissional ou caseiro) e saiu dele com algum tipo de trabalho, virtual ou físico. Os Depira, Blasè, Sylverdale, Os Legais, Hexafônicos, Bela Infanta, Os Bacamartes, Stereotape Killers, Simples, Black Huxley, Cortina de Folhas, Cultura Monstro, Alva, Ursulla (que, infelizmente, encerrou as atividades), a coletânea do Mojo Estúdio... A lista chega a impressionar se levarmos em conta a morosidade dos últimos anos. Até o Reino Fungi, que diminuiu a marcha, emplacou em mais dois tributos aos Beatles. Notou-se um impulso natural de produzir, mas é óbvio que o aumento na quantidade de shows deu um gás extra ao pessoal. Se por um lado vimos o auge e o fim do Liverpool e o fechamento temporário do Garage, tivemos a abertura do Don Rock, que foi combustível essencial com eventos semanais, e os esforços da Atômica Produções, responsável também por festivais ao longo da temporada. E nunca é demais lembrar que a união de várias forças trouxe a Joinville Paul Di`Anno, Nasi, Marcelo Nova, Fernanda Takai, Frejat, Bogardus (Argentina), Tomada, Nevilton, Patrulha do Espaço, Blues Etílicos, Wry, Relespública, Charme Chulo, Dr. Living Dead (Suécia), Nuno Mindelis, Eddie, Fernando Deluqui (ex-RPM), Mukeka di Rato, Cassim & Barbária e uma porção de outros. Enfim, 2009 foi um ano em que a massa foi trabalhada por mãos empolgadas e voluntariosas. Mas ela dificilmente irá crescer sem a projeção de metas mais ambiciosas, o que equivale dizer que em 2010 as bandas joinvilenses precisarão buscar espaço pra além dos muros da cidade pra não morrerem sufocadas - cavar shows em outras cidades e Estados, dobrar a divulgação, se escalar pra festivais e todas aquelas coisas que todos estão carecas de saber, mas poucos fazem. Dessa imprescindível expansão, combinada com uma contínua e fervilhante agenda de shows e lançamentos, é que a cena local deixará de ser uma sonora promessa.
Postado por rubensherbst









