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Posts de dezembro 2009

2009, um ano fértil pro rock joinvilense

31 de dezembro de 2009 12

Paulo Gerloff/arte AN

Então é isso, né? Foi-se 2009, um ano que ficará marcado como o ano em que o rock joinvilense recuperou sua auto-estima ao tomar consciência de que respirar por tubos ainda é melhor do que fingir-se de morto. Apesar de uma parcela de bandas ter perdido o bonde e ignorar as mais básicas ferramentas de produção e divulgação (e ainda requerer atenção), a movimentação acalentada por determinados grupos, produtores e casas nesses 12 meses dá esperança de dias melhores e, quiçá, gloriosos. Mas vamos por partes.

No click de que registrar é mostrar-se, muita gente foi para o estúdio (profissional ou caseiro) e saiu dele com algum tipo de trabalho, virtual ou físico. Os Depira, Blasè, Sylverdale, Os Legais, Hexafônicos, Bela Infanta, Os Bacamartes, Stereotape Killers, Simples, Black Huxley, Cortina de Folhas, Cultura Monstro, Alva, Ursulla (que, infelizmente, encerrou as atividades), a coletânea do Mojo Estúdio… A lista chega a impressionar se levarmos em conta a morosidade dos últimos anos. Até o Reino Fungi, que diminuiu a marcha, emplacou em mais dois tributos aos Beatles.

Notou-se um impulso natural de produzir, mas é óbvio que o aumento na quantidade de shows deu um gás extra ao pessoal. Se por um lado vimos o auge e o fim do Liverpool e o fechamento temporário do Garage, tivemos a abertura do Don Rock, que foi combustível essencial com eventos semanais, e os esforços da Atômica Produções, responsável também por festivais ao longo da temporada. E nunca é demais lembrar que a união de várias forças trouxe a Joinville Paul Di`Anno, Nasi, Marcelo Nova, Fernanda Takai, Frejat, Bogardus (Argentina), Tomada, Nevilton, Patrulha do Espaço, Blues Etílicos, Wry, Relespública, Charme Chulo, Dr. Living Dead (Suécia), Nuno Mindelis, Eddie, Fernando Deluqui (ex-RPM), Mukeka di Rato, Cassim & Barbária e uma porção de outros.

Enfim, 2009 foi um ano em que a massa foi trabalhada por mãos empolgadas e voluntariosas. Mas ela dificilmente irá crescer sem a projeção de metas mais ambiciosas, o que equivale dizer que em 2010 as bandas joinvilenses precisarão buscar espaço pra além dos muros da cidade pra não morrerem sufocadas – cavar shows em outras cidades e Estados, dobrar a divulgação, se escalar pra festivais e todas aquelas coisas que todos estão carecas de saber, mas poucos fazem. Dessa imprescindível expansão, combinada com uma contínua e fervilhante agenda de shows e lançamentos, é que a cena local deixará de ser uma sonora promessa.

Postado por rubensherbst

Ser ou não ser (um robô)

30 de dezembro de 2009 1

Do entusiasmo do chapa Miles Babireski, vocal d`Os Bacamartes, indico uma audição de Marina and the Diamonds, cujo primeiro disco, The Family Jewels, será lançado em fevereiro. Duvido que ele estará na minha lista de melhores do próximo ano, mas que a moça (que tem 23 anos e é do País de Gales) tem uma voz incrível, ótimo visual e faz um pop leve e sofisticado de bom gosto, disso não há dúvidas. Aprovei de imediato o clima envolvente do clipe de I am not a Robot, um sério candidato a hit, mas quando vi a performance dela num vídeo feito no festival de Reading, no qual mostra que seu poderio vocal nada tem de pós-produzido, aí caí de joelhos. Confiram vocês mesmos.

Postado por rubensherbst

Os cem hits e musicaças da década?

29 de dezembro de 2009 0

Divulgação

O mestre Fábio Bianchini, o Mutley, assumiu uma missão hercúlea em seu blog Tico-tico no FUBAP. Nada menos do que elencar, em ordem de preferência, os 100 grandes hits da década 00, o que não significa relacionar a centena de sucessos que grassaram (e encheram a paciência) no rádio ao longo desses anos, nem conjugar todas aquelas incríveis canções que ouvimos no quarto e julgamos só serem conhecidas por mais três ou quatro seres humanos. Na verdade, o que Mutley fez foi acionar o Instituto Mundial de Hits e Musicaças pra chegar a um equilíbrio indie/comercial/obscuro que fique próximo do ideal. Ou não, porque numa lista com tal estofo, a perfeição inexiste, bem como o erro e o acerto.

Eis aí os 20 primeiros lugares da lista. Passem lá no blog pra conferirem o resto, junto com as capinhas de uma imaginária compilação.

 

 1. All My Friends – LCD Soundsystem

2. Poor Places – Wilco

3. Toxic – Britney Spears

4. Hey Ya! – OutKast

5. Last Nite – Strokes

6. Tennessee – Silver Jews

7. Move Your Feet – Junior Senior

8. Workingman`s Blues #2 – Bob Dylan

9. White Winter Hymnal – Fleet Foxes

10. Brothersport – Animal Collective

11. Crazy – Gnarls Barkley

12. Seven Nation Army – White Stripes

13. Maps – Yeah Yeah Yeahs

14. Do You Realize?? – Flaming Lips

15. Rehab – Amy Winehouse

16. Take Me Out – Franz Ferdinand

17. Grace – Supergrass

18. The Man Comes Around – Johnny Cash

19. Dress Sexy at My Funeral – Smog

20. Kids – MGMT

Postado por rubensherbst

Vou é de kombi

29 de dezembro de 2009 0

Ok, vocês achavam que a Stefhany Cross Fox era o cúmulo da falta de noção, certo? Pois perto do que vocês verão na telinha aí de baixo, a moça parece Aretha Franklin e o clipe de Absoluta, um vídeo da Beyoncè. Kombi Branca, o título da canção da hora, já entra pra lista dos hits automobilísticos brasileiros, junto com O Calhambeque (Roberto Carlos), Vou de Táxi (Angélica), Fuscão Preto (Almir Rogério), Fusca Azul-calcinha (Repolho), entre muitos outros. E Kombi é vintage e cool, não é? Se não for, ao menos rendeu mais um capítulo memorável da série “O trash que nos diverte”, aqui do Orelhada, fornecido pelo sempre atento DJ PHC.

Postado por rubensherbst

Lenzi Bros. abertos pra balanço

29 de dezembro de 2009 10

Divulgação
O ano de 2010 se desenha como pródigo para o rock e o pop catarinenses, com uma saraivada de lançamentos dignos fazerem a cena estadual dar “o” que se avizinha, mas nunca se concretiza, há tempos.

Uma das boas novidades virá já no começo dessa fervilhante temporada, com a chegada do quarto álbum dos Lenzi Brothers, que trabalham duro pra corresponder às expectativas.

Antes da resposta, porém, o trio de Balneário Camboriú fecha 2009 com outro título na praça. Trata-se, na verdade, de uma compilação de 19 faixas dos seus três primeiros trabalhos, Grilo Verde (2002), Qualquer Cor (2005) e TRIO (2008), mais Cavalo de Pau, uma inédita e nervosa sobra de estúdio que está pra audição logo abaixo.

Segundo a banda, a razão principal deste “best of” é o esgotamento de todas as cópias dos primeiros discos e a necessidade de ter o produto físico à mão, principalmente pra venda em shows, que não são poucos.

E, claro, sempre existe a possibilidade de arregimentar novos fãs com os antigos petardos. Portanto, se os dedos coçaram e os Lenzi não passarem na sua cidade tão cedo, mande um e-mail para o marziodlenzi@gmail.com e encomende uma cópia.

Ou então você pode tentar ganhar um dos 5 exemplares que Marzio Lenzi mui gentilmente disponibilizou pra sorteio aqui no blog.

Os cinco primeiros que deixarem nos coments a resposta certa pra “Qual o título do programa da MTV que teve os Lenzi Bros. como vencedores?” levam o mimo.

Clique aqui e ouça Cavalo de Pau

Postado por Rubens Herbst

Diretas já! Vote nos melhores discos de 2009

28 de dezembro de 2009 16

Divulgação

Como diria Silvio Luiz, “está valendo!”. Chegou a hora, meu povo, de varrer 2009 pra baixo do tapete do tempo e saudar a chegada de 2010, o último ano desta década de grandes discos, grandes sons, grandes e pequenos astros, mas que, como diz meu colega Marcos Espíndola, não teve “O” megafato, o balança-estruturas, a revolução sonora, como foi o punk nos anos 70, a new wave nos 80 e o grunge nos 90. Dane-se, vamos falar sobre isso daqui a 12 meses.

Por hora, o negócio é reavaliar musicalmente o que foi 2009, um ano bom, mas não excepcional pro pop. Polis, de bate-pronto, qual disco você diria que entra na lista dos melhores da década? Eu não saberia dizer. Nem as listas pelo mundo afora conseguem a unanimidade, apesar das ótimos votações recebidas pelos álbuns do Animal Collective, Yeah Yeah Yeahs! e Grizzly Bear. Nenhum desses entrou no meu ranking, que tá aí embaixo. Mas importante mesmo é saber de você, que lê Orelhada diariamente, quais os seus preferidos. Orelhada faz questão de saber a opinião de todos os leitores pra, quem sabe, fazer logo uma lista dos prediletos da casa. O canal é o coments, mas se quiser, pode mandar pro rubens.herbst@an.com.br.

Se está na dúvida de nomes, dê uma olhada nas relações que saíram nesta segunda (28) na coluna impressa, que reúne os votos de algumas figuras do jornalismo catarinense e de revistas gringas.

 

Internacionais

Broken – Soulsavers

Sunrise in the Land of Milk and Honey – Cracker

There is no Enemy – Built to Spill

Wilco (The Album) – Wilco

Humbug – Arctic Monkeys

Backspacer – Pearl Jam

Forget the Night Ahead – The Twilight Sad

Journal for Plague Lovers – Manic Street Preachers

Farm – Dinosaur Jr.

Outer South – Conor Oberst and the Mystic Valley Band

Nacionais

Banda Gentileza – Banda Gentileza

Nova Onda Caipira – Charme Chulo

C_ompl_te – Móveis Coloniais de Acaju

Quando o Tesão Bater – Sapatos Bicolores

Cassim & Barbária – Cassim & Barbária

Portnoy – Portnoy

Saudade do Futuro – Alva

Pharmako Dinâmica – Amp

She Science – Wry

Life is a Big Holiday for Us – Black Drawing Chalks

 

 

Postado por rubensherbst

Dylan Noel

24 de dezembro de 2009 0

O meu disco deste Natal é Christmas in the Heart, no qual Bob Dylan dá sua assinatura muito particular a alguns daqueles clássicos natalinos que a gente vê nos filmes norte-americanos. Mas em Must Be Santa, em especial, parece o Gogol Bordello com a voz de Dylan. O clipe é esse aí debaixo. Com isso deixo um feliz Natal a todos e parto pra 4 dias de folga. Nos falamos na segunda. Até lá, manerem na sidra e no perú.

Postado por rubensherbst

Quando Mallu foi à praia

24 de dezembro de 2009 0

Meu povo, acaba de chegar à rede o clipe de Mallu Magalhães cujas imagens foram gravadas no começo do mês no Costão do Santinho, em Floripa. “Shine Yellow” – um reggae manhoso e saboroso, como é, de resto, todo o segundo disco da jovem cantora – ficou bem divertido, com a turminha de Mallu fazendo festa na areia, no mar e numa minúscula piscina de plástico que vira… Ah, faz o seguinte, assiste aí.

Postado por rubensherbst

Peru, panetone e Supergrass

21 de dezembro de 2009 2

Daniel Lopes, divulgação

Daniel “Danimod” Lopes, correspondente do Orelhada na Inglaterra, fez das suas outra vez: esteve na festa que o Supergrass organiza anualmente em sua cidade, Oxford, pra comemorar o Natal. Dani, pra nos matar de inveja, e mandou e-mail contando tudo. Leiam aí:

 

“O termômetro no negativo de sexta (18) à noite não foi suficiente para espantar o pessoal que lotou o The Regal para a festa de Natal que o Supergrass promove anualmente em Oxford, cidade natal dos monkeys. Quem abriu a festa mais uma vez foi o Charlie Coombes, irmão de Gaz, e quem eu recomendo bastante que ouçam, o cara é fortemente influenciado por black music e moogs carregados a la Question Mark. Num palco decorado com luzes e árvores natalinas, os irmãos Coombes, Mick e Danny sobem e sem muito firula já descem a lenha com Sun Hits The Sky. Justamente nessas horas que percebo a nossa diferença cultural nesse tipo de música: a tradicional galera que aperta o peito na frente do palco estava lá, com certeza, mas no meu lado estava toda uma geração de 35 a uns 50 anos empolgadíssima, dançando e cantando junto.

Três ou quatro hits do clássico In it For The Money, mais uns dois do Diamond Hoo Ha e, de repente, um enorme coro se forma com a execução de Mary, baladinha descolada do terceiro e homônimo álbum da banda. Gaz pega um violão e o coro continua quando ele começa a cantar Moving apenas com a iluminação das árvores de natal do palco. Com o clima de celebração instalado, a hora era perfeita pra hits do bacana Life on Other Planets entrarem no set, e foi assim que Grace, Can`t Get Up e Rush Hour Soul fizeram o pessoal ora balançar os braços, ora pogar ensandecidos. Assim que começa todo aquele discurso de que é muito bom tocar em casa no Natal e blá blá blá, corro pra pegar outro pint e volto na altura em que algumas do (infelizmente fraquinho) Road to Rouen eram tocadas.

É evidente que na finaleira de 2009 os Grass já não tem mais aquele punch do meio dos anos 90, mas ninguém pode negar que o couro não come quando pauladas sonoras dos 90`s, como I Should Coco, são largadas quase que violentamente uma após outra. Strange Ones emenda em Mansize Rooster, que emenda em I`d Like to Know, e quando todos estavam extasiados, o Regal treme literalmente quando os teclados de Rob Coombes anunciam Alright. Com 15 anos de estrada, tours mundiais, presença em todos os festivais europeus, os já crescidos garotos de Oxford sabem muito bem segurar a onda do público. Gaz agradece a presença da galera que se embala com Rebel in You e desce a mão com Caught by the Fuzz.

Eles saem do palco, o Regal fica todo escuro e só se ouve uma massa de gente gritando pra banda voltar. A equipe técnica entra, regula tudo novamente e lá estão eles outra vez, com duas garotas vestidas de Xmas Girls e um Papai Noel sem noção correndo de um lado pro outro no palco. Enquanto isso, todos cantam uma canção de Natal e as garotas jogam presentinhos pro público. Quando a festa estava caminhando pro fim, surge Pumping on Your Stereo, com aquelas máquinas de papel picado, canhões de fumaça de final de Copa do Mundo, e uma aura meio carnavalesca toma conta do lugar.

Nada mal pra uma sexta-feira gélida.”

Postado por rubensherbst

O underground que mostra a cara

21 de dezembro de 2009 2

Divulgação

Dia desses, aterrissou aqui na redação um envelope cujo remetente era Leonardo Panço, quase uma lenda do underground carioca e brasileiro – jornalista, escritor, dono de selo (Tamborete) e vocalista da banda Jason. De dentro do saquinho marrom saiu um DVD, Verbase: Acreditando na Canção. Cocei a cabeça e fiz o esforço mental. Sim, já tinha ouvido falar, e bem, dessa banda, mas não a tinha ouvido ainda. E mesmo que ela fosse ótima, e famosa em seu Estado (Minas Gerais), que cabedal tem ela pra lançar um produto desses?

Bom, se o ditado “a propaganda é a alma do negócio” vale de fato, então o Verbase deveria virar matéria em cursos de publicidade. Quantas bandas do underground brasileiro você conhece que, sem serem do primeiro escalão, lançam um DVD com show, 13 clipes e um extenso documentário sobre a trajetória e com depoimentos apaixonados de colegas músicos? Auto-celebração à parte, a propaganda do trio de Ubá (MG) não é enganosa, pois o empolgante punk/guitar noise que a banda pratica faz jus aos quase 15 anos de batalha – desde a época em que chamava-se Bughouse – e shows arrebatadores.

Entende-se então o pequeno culto em torno do grupo, a admiração dos amigos e a razão deste DVD: sucesso é acreditar no que se faz, ter história pra contar e boas ideias pra seguir em frente. Enfim, um documento de afirmação, de crença na arte, de luta diária. O lançamento é uma parceria entre os selos Midsummer Madness, Tamborete e Ubarulho Records.

Postado por rubensherbst