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Cena jaraguaense devagar, quase parando

24 de fevereiro de 2010 10

Pessoal do Al Diaz atesta a desmotivação que vigora na cidade/Divulgação

Talvez você, leitor do Orelhada, tenha percebido um certo silêncio pairando sobre a cena roqueira de Jaraguá do Sul. Bom, não é impressão. A coisa anda a passos lentíssimos por lá desde que o Fort Beer, única casa da cidade a abrigar regularmente bandas autorais, fechou, em agosto. Festas na mesma linha e o próprio bar da Scar também cerraram as portas. “O efeito disso é que acaba desmotivando o pessoal, porque na própria cidade você não tem como mostrar seu trabalho para os amigos”, diz Jean, baixista do Al Diaz (foto), grupo que já foi um dos mais ativos da cena local. E ele segue, lamentando o pouco intercâmbio entre os estilos musicais e a falta até mesmo de um ponto de encontro do povo roqueiro. Mas avisa: “O pessoal acha que acabou, mas não é assim. Tem muita banda por aqui, mas que não aparece.”

A Frade Negro conseguiu fortalecer o nome no heavy metal catarinense, mas também sofre com a falta de palco. Rodrigo Santo, vocalista, cita os raros shows no Curupira _ clube que, por sinal, já viveu dias melhores _ e os eventos da produtora Nereu in Rock. Mesmo esta precisa suar a camisa pra encontrar locais alternativos pra suas festas. “Várias bandas surgiram e acabaram nesse meiotempo em que existiu o Fort Beer”, atesta Rodrigo, que vê nos shows fora de Jaraguá um meio de escapar do marasmo.

“Gente querendo fazer não falta”, garante Julio Valentini, um dos “cabeças” da produtora Nereu in Rock. Mas ele confi rma que o grande problema em Jaraguá do Sul é a falta de espaço pra shows. As poucas casas que promovem bandas ao vivo fazem restrições ao underground, e pra alugar um espaço alternativo na cidade é preciso “morrer” com muitos gastos. E se for pra fazer algo sem qualidade, ele prefere não fazer. A saída, tanto para os grupos quanto para o público, acaba sendo a busca de diversão em outras cidades ou fi car em casa com os amigos. “As bandas estão acabando. Vai montar banda pra tocar em garagem?”, questiona Valentini.

Postado por rubensherbst

Comentários (10)

  • Élinton diz: 25 de fevereiro de 2010

    Está para sair um festival: http://rockrevolution2010.blogspot.com/

    Por enquanto só mistério…

  • Fábio Mahfud diz: 24 de fevereiro de 2010

    A falta de apoio das casas aqui é realmente f**a. Estamos correndo atrás de umas parcerias pra ver se conseguimos movimentar um pouco a cena, sem precisar investir um capital absurdo. Mas o público também exige demais as vezes. Muita gente não ia nos shows do Fort Beer, porque achava que o local não era “apropriado”. Achar uma casa de shows bacana que apóie o som independente é a luta atual…

  • Denis Torizani (China) diz: 26 de fevereiro de 2010

    Dae Galera, Retorno a info. Estou trazendo Zander, para jaraguá, tive que adiar um show que estava programando para dia 19 de março pois infelizmente irei passar por uma cirurgia no dia 11… então sem condições…

    mas espero unir forças com o pessoal para q o lance de Bom e assim podemos continuar fortes!, espero opder contar com apoio das bandas jaraguaenses..

    zander está marcado para Abril, forte Abraço!
    China,
    China Bird Produções.

  • Beto Fabin diz: 26 de fevereiro de 2010

    Estamos condenados a nao ter mais rock aqui, é uma cena que tem tudo pra crescer, bandas nao faltam mas muitas pessoas não apoiam a cultura na cidade, nós bandas quando queremos nos apresentar, temos que arcar com o proprio suor, e tem tambem muitos que só reclamam e nao fazem nada pela cena, acham que ter banda e gravar é suficiente, nao vou generalizar, mas muitos aqui nao se unem, ficam concorrendo entre si, deveriam se unir, ja que estão no mesmo barco ou seja mesma cidade.

  • Jessin Tainara Xavier diz: 25 de fevereiro de 2010

    Triste realidade.

  • Maycon Giliolli diz: 2 de março de 2010

    banda independente tem dessas coisas.. e jaraguá do sul vai demorar a ter uma cena verdadeira novamente.
    quem está aí terá muito trabalho pela frente.

  • Jairo Latzke diz: 24 de fevereiro de 2010

    O fato de não ter alguma área pra serem concretizados os eventos é fato, porém, qdo há algo, mtos que dizem ser da “cena underground” não apoiam, preferem frequentar um cinema por R$12,00 ao invés de apoiar a cena com R$10,00. Isso é cabuloso, e também tem o fato de que, se vc quizer fazer um evento, praticamente tem que dar seu sangue pra fazer a coisa acontecer. Infelizmente as bandas independentes não conseguem mto apoio para isso, e ta virando uma bola de neve. Então ficamos nessa situação.

  • atual diz: 26 de fevereiro de 2010

    isso

  • JULIO DOMINGOS diz: 24 de fevereiro de 2010

    O foda é falta de lugar pois a galera , tem muito, muito de bom pra mostrar, eu acabo todo final de semana , dirigindo , muito, pra outras cidades pra ver e escutar bandas , que nem sempre “MEDIANTE” de qualide inferior as bandas de jaragua ,o foda é que não existe onde , pra ver ou viver o movimento em jaraguá.
    E ainda existem aqueles que não pensam em lucrar fazendo festivais, e tiram até dinheiro do bolso para realmente fazer acontecer a cena, e mesmo assim não são valorizados.

  • Hélio diz: 26 de fevereiro de 2010

    De fora é complicado opinar. Mas, acho que as bandas de Jaraguá do Sul não devem desanimar que uma hora o lance vira. Em Joinville, a gente penou e muito. Porém, hoje temos espaço para tocar. E, muito disso, se deve a postura dos grupos que passaram a gravar material, além de trabalhar melhor nos bastidores como, na divulgação na internet e relação com a imprensa.
    A estagnação se deve também pela ociosidade do Curupira. E isso não é ruim só para Jaraguá, mas para a cena da região Norte.

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