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Alex Chilton virou uma estrela no céu

18 de março de 2010 0

Quando dizem que nossos heróis estão morrendo (não necessariamente de overdose), leve o aviso a sério. E dessa vez, o baque é grande: morreu nesta quarta-feira (17), aos 59 anos, de problemas no coração, Alex Chilton, o cara que encaixou os principais tijolos no muro sonoro do power pop. Fez isso com o Big Star, banda que liderou nos anos 70 e cujos dois primeiros discos são itens obrigatórios em qualquer lista de melhores da história que se preze (a da Rolling Stone tem os 3 de estúdio da banda entre os 500 mais-mais). Foi influência decisiva pra um monte de bandas alternativas, tipo Replacements (que tem até uma música chamada “Alex Chilton”), R.E.M. e Teenage Fanclub, que beberam nas límpidas tramas de guitarras e melodias perfeitas engendradas por Chilton e Chris Bell. Além disso, Chilton integrou, na década de 60, os Box Tops, que liderou as paradas com hits maravilhosos como “The Letter” e “Soul Deep”. A partir dos anos 80, ele passou a viver em Nova Orleans e tocar uma carreira solo não tão brilhante, mas igualmente digna. Parece até que estava escalado pra tocar no festival South by Southwest, que rola esta semana em Austin (EUA). Não deu tempo. O coração de Alex não deixou.



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