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Ele existe!

29 de março de 2010 9

O grande camarada e DJ PHC manda a prova de que o vinil voltou mesmo a ser fabricado no Brasil e já tá circulando: sua própria cópia, novinha, lindona e recém-adquirida, do bolachão de Fome de Tudo, da Nação Zumbi. É um dos títulos que tão sendo produzidos pela Polysom, no Rio de Janeiro, única fábrica de vinis do Pais, que foi reativada após ser comprada pelo dono da Deckdisc. Outros discos que tão saindo das máquinas são Onde Brilham os Olhos Seus, da Fernanda Takai, Cinema, da Cachorro Grande, e Chiaroscuro, da Pitty.

Pelo que andei sabendo, a Polysom tem capacidade pra fabricar 40 mil vinis por mês, e 500 cópias de cada título serão distribuídas num primeiro momento. Novas tiragens dependem da procura. As livrarias Fnac, Cultura e Saraiva são algumas lojas que têm os discos, cujo preço varia entre R$ 70 e R$ 85. Não é barato, mas a produção limitada e o público consumidor restrito explicaria, em parte, o valor salgado. Minha curiosidade, agora, é saber se os lojistas em geral terão coragem de abrir espaço pros bolachões zero-quilômetro. A popularização passaria por aí, e consequentemente, a queda dos preços.

Comentários (9)

  • Marcelo Rizzatti diz: 29 de março de 2010

    Maravilhosa notícia! Pena que o preço é beeem salgado. Alguns vinis novos e importados (com taxas inclusas) custam menos que estes de fabricação nacional. Eu estava pensando em comprar este do Nação Zumbi também mas me assustei com o preço! Se continuar com esse preço penso que, infelizmente, os vinis não voltarão a serem populares!

  • phc diz: 29 de março de 2010

    é realmente uma belezura! rodando na vitrolina é pesado! pena q saiu c/ 2 anos de atraso, mas antes tarde do q nunca!

  • Doug Ferreira diz: 29 de março de 2010

    Cheiro de nostalgia no ar!!!!…A tecnologia é ótima por lados e podre por outros!!! Saudades do tempo em que “pirataria” era aquelas fitas basf que tiravamos dos bolachões e faziamos nossas próprias coletâneas!!!!!
    .
    Aposto que vai vingar, tendo em vista várias marcas re-lançando os clássicos aparelhos 3 em 01, numa versão um pouco mais “moderninha”!!!
    .
    Lembro como se fosse hoje a reportagem que decretava o falecimento da última fábrica de vinil do Brasil!!!
    Ainda bem que não durou tanto tempo!!!!

  • Parffit diz: 30 de março de 2010

    Boa notícia, mas grande chance de não vingar, infelizmente.
    Mesmo que a prensagem seja de 180g. (phc, é de 180g.?), o preço ainda está muito alto para um LP simples (phc, é simples ou duplo?).
    Lembrando que é bem comum encontrar LPs importados em prensagem de 180g. por preços mais baixos internet afora.
    Além disso, populares os LPs nunca voltarão a ser. Esse é um mercado para colecionadores, assim os títulos lançados devem ter apelo para esse público.

  • phc diz: 30 de março de 2010

    PARFITT, o LP é simples, tem encarte em papel especial, e provavelmente deve ser de 180g, digo deve ser, pois ñ consta no vinil, apenas adesivado ‘prensagem premium’ (mas a qualidade de som é perfeita, assim acho q é). qto ao preço, concordo c/ vcs, porém digo, temos uma demanda baixíssima, e a alta carga de impostos q o governo abocanham faz o preço estar CARO! pode ser, q c/ o aumento da procura/venda, e outros artistas ‘investirem’ na empreitada, acabe talvez barateando os LPs. tomara!

  • helliot diz: 30 de março de 2010

    acho que a cultura do Brasil (de hj em dia) não permite mais essa midia… infelizmente! Um dia me falaram… pq vou comprar um CD se posso carregar 200 mil músicas no pescoço?! Mas assim, é muito bacana vc ler o encarte etal… pena que meu orçamento não permita esse consumo…

  • phc diz: 30 de março de 2010

    interessante essa colocação do JR. o cara ñ paga 15/20 num cd, mas paga 400 no tocador de mp3 meia-boca! isso sim é de se pensar! eu acho q o vinil tem espaço sim, devido a pirataria q a internet proporciona, e pelo fato de ser bem mais legal, pegar o LP, colocar na vitrolinha, olhar o encarte e a arte do mesmo, e cantarolar as músicas… isso sim, é apreciar a música… ou seria contemplar?

  • Hélio diz: 31 de março de 2010

    A reativação é um primeiro passo. Acredito que é possível o vinil recuperar seu espaço, pois como diz o Jean Doaut, do Alva, só no Brasil que as mídias para de ser produzidas, vide vinil e fita cassete. Segundo ele, na Australia, país em que morou por um período, o consumidor tem acesso as três mídias: CD, fita cassete e vinil.
    E PHC, quero ver e ouvir esse vinil do Nação Zumbi ao vivo, deve ter ficado bonitasso!

  • Parffit diz: 1 de abril de 2010

    PHC, com certeza foi uma ótima aquisição, mas infelizmente somos minoria no mundo de hoje. A minoria que ainda dá valor a um encarte bem feito, a uma prensagem de qualidade, ao cheiro de um álbum novo.
    A maior parte do povo está bem nessa que o JR (Dallas) comentou: se acham os melhores pq carregam 71937219 músicas num MP3 player.
    E olha que não estou aqui para dar sermão: também faço downloads e não conheceria metade das bandas se não fosse por eles, mas sempre que posso ($$$), curto comprar os discos que baixei e gostei. O último foi o “Say Us” dos canadenses da Zeus (ótimo álbum! fica a dica…)

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