Prestem bem atenção nessa foto aí em cima, porque ela não será vista outra vez tão cedo e, muito possivelmente, nunca mais. Sim, amigos, me dói ser o portador da má notícia, mas Os Depira não existem mais. Uma das mais adoradas e talentosas bandas autorais que Joinville já produziu não resistiu ao indócil passar dos anos e resolveu encerrar as atividades. Claro, a culpa não é somente da pouca produtividade - em 11 anos de vida, foram dois EPs, um CD e um registro ao vivo disponibilizado pra download. A falta de perspectivas, a inexistência de um empresário/produtor, a incapacidade de romper os limites regionais e, principalmente, rachas internos aceleraram um fim que pareceu iminente algumas vezes.
Nada sobrou, como afirma o título da melhor canção d'Os Depira? Não. Além da discografia, ficam as memórias visuais de uma exuberante banda que durante uma década remexeu no baú dos anos 60 e 70 pra fazer um rock ora dançante, ora soturno, mas sempre de personalidade forte, potente, vibrante e bom de cantar junto. Qualidades que renderam um fã-clube crescente e um respeito que cruzou, e muito, as fronteiras do distrito de Pirabeiraba. Foram muitos os shows memoráveis, nos mais variados palcos, alguns bem ermos, como o Zeppa.
Mas é aquela coisa: vão-se os dedos, ficam os anéis. O que há, por enquanto, é que Marcelo Rizzatti (guitarra), Parffit (baixo) e Rafael (bateria) seguem com o projeto Let it Jam e dando suporte ao mestre Celso Blues Boy. Outras maquinações sonoras, especialmente pelos lados do guitarrista, ainda estão em estágio inicial. Mas isso é assunto pra mais tarde. Agora, uma salva de palmas para os depirianos...









