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Posts do dia 23 abril 2010

Felicidade na raiz

23 de abril de 2010 3

Em abril, uma bomba caiu nos meios internéticos que discutem música pop e gostam de levantar lebres polêmicas: Fabio Elias, líder da banda paranaense Relespública, havia se bandeado pra música sertaneja, munido de canções românticas e hits de rodeio cabíveis no repertório de qualquer dupla universitária. Entre ataques raivosos e de perplexidade dos fãs, surgiram até rumores do fim do trio curitibano. Bom, este blogueiro/colunista que vos fala foi tirar a história a limpo e conversou com Fabio via telefone. Entre outras coisas, ouviu dele que a Reles não acabou nem ele abandonou o rock, que sempre gostou de música de raiz e que quer apenas ser feliz trilhando um novo caminho musical. A entrevista completa estará no Orelhada impresso deste sábado (24), mas adianto duas passagens pra vocês:

Essa paixão pela música sertaneja vem desde quando?
Fabio Elias
- Desde criança ouço música sertaneja. Minha família é do interior do Paraná, sempre tive contato com artistas sertanejos. O primeiro artista que eu conheci não foi o Nasi, foi o Sérgio Reis (risos). Até andei falando mal do sertanejo universitário, mas sem saber. Depois que ouvi, achei bom também. Fui pra balada, curti as duplas... A função da música, desde que o rock n'roll surgiu, é diversão, e a  música com a qual me identifico, além do rock, com a qual ando me divertindo direto é a sertaneja. O pessoal sai, dança, canta, bebe e faz aquilo que eu gosto, que é festa.

Você deve ter recebido muitas críticas por parte do público e de alguns fãs...
Fabio Elias
- Acontece, né? Lógico que existem muitos roqueiros que não gostam de ouvir outro tipo de música e ficam indignados, mas eu entendo o lado deles também. Respeito, coisa que não tive de alguns deles. Quem criticou foi uma parte pequena do público, a maioria está me me dando apoio. Quem me conhece sabe que eu tô fazendo uma coisa de verdade. Não é rock'n'roll, mas é mais rock do que muita coisa que ouço por aí que se diz rock.

Deixa o suor escorrer...

23 de abril de 2010 1

Era um preciso uma boa desculpa pra retomar a série "O trash que faz nosso dia mais feliz", e ela surgiu do lugar mais óbvio possível: Stefhany, aquela mesma, motorista do Cross Fox. Desde que estourou (por motivos que não incluem beleza, qualidade musical ou inovoção visual), a moça vem se superando na cara de pau. E agora chegou ao ápice (ou o fundo do poço, decidam) com Vomita, digo, Palpita, Brasil, música que pretende instigar a Seleção e o torcedor brasileiro na Copa do Mundo. Bom, a comédia involuntária é bem capaz de deixar os jogadores relaxados. Portanto, Stefhany na concentração!

Enfim, o Junior cantando Voa, Canarinho não é tão divertido...

No sul do mundo

23 de abril de 2010 2

Pra quem estiver em Joinville, eis aí alguns bons motivos pra não ficar em casa nesta sexta-feira (23). Em contagem regressiva para apagar as luzes, o Don Rock recebe o South of Mind (foto), boa revelação de Guaramirim que presta suas sinceras reverências ao britpop dos anos 90, seja nas canções autorais, temperadas por guitarras saturadas e boas melodias, seja em covers de Oasis (a maior influência) e Stereophonics. No mesmo barco vêm os conterrâneos do Fly-X, esses já veteraníssimos e respeitados por sua furiosa mescla de grunge, punk e indie. A conferir, os sons do recente disco Despertar. 
Já no Moinho da rua São Paulo, a invasão é por conta do Martiataka, banda de Juiz de Fora (MG) que roda o Sul promovendo seu segundo disco, "À Moda do Caos" (2009). Pelo que ouvi, o quinteto conjuga com competência o rock, o hard, o blues e o pop, sempre sob uma ótica um tanto sacana e de olho nas pistas de dança. É festa, mas tem lá seus momentos "porrada". Com fama de serem bons de palco, os mineiros fazem o show de fundo da noite, depois de Sexy Pearl e A Ningenzada (Blumenau). As três bandas voltam a tocar juntas em junho, em Juiz de Fora, como parte de um projeto de intercâmbio musical que tá aberto a outras adesões. Se estiver a fim, entre em contato: ambblu@gmail.com.