Em abril, uma bomba caiu nos meios internéticos que discutem música pop e gostam de levantar lebres polêmicas: Fabio Elias, líder da banda paranaense Relespública, havia se bandeado pra música sertaneja, munido de canções românticas e hits de rodeio cabíveis no repertório de qualquer dupla universitária. Entre ataques raivosos e de perplexidade dos fãs, surgiram até rumores do fim do trio curitibano. Bom, este blogueiro/colunista que vos fala foi tirar a história a limpo e conversou com Fabio via telefone. Entre outras coisas, ouviu dele que a Reles não acabou nem ele abandonou o rock, que sempre gostou de música de raiz e que quer apenas ser feliz trilhando um novo caminho musical. A entrevista completa estará no Orelhada impresso deste sábado (24), mas adianto duas passagens pra vocês:
Essa paixão pela música sertaneja vem desde quando?
Fabio Elias - Desde criança ouço música sertaneja. Minha família é do interior do Paraná, sempre tive contato com artistas sertanejos. O primeiro artista que eu conheci não foi o Nasi, foi o Sérgio Reis (risos). Até andei falando mal do sertanejo universitário, mas sem saber. Depois que ouvi, achei bom também. Fui pra balada, curti as duplas... A função da música, desde que o rock n'roll surgiu, é diversão, e a música com a qual me identifico, além do rock, com a qual ando me divertindo direto é a sertaneja. O pessoal sai, dança, canta, bebe e faz aquilo que eu gosto, que é festa.
Você deve ter recebido muitas críticas por parte do público e de alguns fãs...
Fabio Elias - Acontece, né? Lógico que existem muitos roqueiros que não gostam de ouvir outro tipo de música e ficam indignados, mas eu entendo o lado deles também. Respeito, coisa que não tive de alguns deles. Quem criticou foi uma parte pequena do público, a maioria está me me dando apoio. Quem me conhece sabe que eu tô fazendo uma coisa de verdade. Não é rock'n'roll, mas é mais rock do que muita coisa que ouço por aí que se diz rock.




