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Posts de abril 2010

Baquetas autônomas

30 de abril de 2010 1

Pra mim, a melhor música do duplo In Your Honor, disco de 2005 do Foo Fighters, é Cold Day in the Sun, cantada pelo baterista Taylor Hawkins. Além da competência nas baquetas, ali o cara mostra que também é bom de gogó. Pois o moço deve ter ouvido muito elogio pra agora investir num projeto solo: Taylor Hawkins & The Coattail Riders é o nome da aventura, que já tem alguns sons rolando na net (ó o MYSPACE). Um deles é esse aí do vídeo abaixo, apresentado num programa de TV. A música não é grande coisa (achei bem canhestra, na verdade), mas o que me espantou mesmo é o quanto o cara tá ficando parecido com o chefe Dave Grohl. Até nas caretas.

UFSCtock

30 de abril de 2010 1

Outra oferta….

No coração do robô

30 de abril de 2010 0

Até este exato momento, Delta Cockers é a coisa mais legal vindo de Curitiba que ouvi em 2010. Indie rock fofinha dos 90′s, mas em vez de guitarras saturadas, violões, órgãos e breves efeitos eletrônicos. Mas as boas melodias estão lá, flutuando entre vocais meio sussurrados e letras intimistas. Às vezes rola uma dancinha discreta, como em Árvores, enquanto outras são mais sintéticas e remetem ao tecnopop, caso de O Começo da Paisagem. Enfim, pra saber do que se trata, sugiro uma passada no MYSPACE da dupla paranaense, onde também é possível baixar os 3 EPs lançados por ela – o mais recente, A Revanche do Robô, saiu em março.

Convite pirata

29 de abril de 2010 0

Depois de consolidar-se como uma das mais abrasivas ações em prol do som autoral em Santa Catarina, o projeto Barba Ruiva Convida, de Blumenau, deu start nas inscrições para sua edição 2010. Ela será bimestral, mas receberá mais bandas por evento – ou pequenos festivais independentes, no fim das contas. Maio, julho, setembro e novembro são os meses demarcados. Informações e inscrições AQUI, mas vale lembrar que os grupos que se inscreveram corretamente em 2009 já estão cadastrados, bem como aqueles que participaram das edições anteriores. Bandas de outros Estados também estão liberados pra participar. Último detalhe: imagino eu que os shows rolarão no Ahoy!, recém-inaugurado point roqueiro de Blumenau, regido pelos camaradas Biz e Kaiser. Um atrativo a mais, portanto.

Tá fazendo o quê aí parado?

Doce dinossauro

29 de abril de 2010 3

J. Mascis, vocês sabem, é o homem à frente do imprescindível Dinosaur Jr. Mas o cara pode se gabar de ter um projeto solo (mais um!) capaz de agradar sem restrições os fãs de sua banda oficial. É o Sweet Apple, quarteto formado ainda por dois membros da banda glam Cobra Verde e por um ex-parceiro de Mascis no projeto Witch. Detalhe: aqui, J. Mascis é oficialmente o baterista, mas também canta e dá suas palhetadas. No dia 20 de abril, a banda lançou seu álbum de estreia, Love & Desperation, cuja capa é essa aí do lado – não reparem, mas ela é idêntica a de um disco do Roxy Music (certamente proposital). Não ouvi o trabalho inteiro ainda, mas o primeiro aperitivo, Do You Remember, é um rockão adrenalínico pra sair a 200km/h pela estrada e deixa qualquer um salivando pelo restante das faixas.

De volta à superfície

29 de abril de 2010 30

Engana-se redondamente quem acha que o rock joinvilense dos anos 80 tinha apenas Atrito, H2O, Núcleo Sul e Invasão Básica, bandas com um tempero pop ou inclinadas para o rock inglês. Os que vagavam pela noite da cidade na época vão lembrar (com saudade? Com asco?) do Tensão Superficial, quarteto que assombrava os muitos lugares – de boates a praças e casas de praia, quase sempre lotadas – que abriam as portas para o seu punk detalhista. Ao caminho trilhado por Camisa de Vênus, Inocentes e Replicantes a banda acrescentava um lado dark e poético herdado de U2, The Cure e Sisters of Mercy, resultando num som virulento, mas de musicalidade espantosa.
Mesmo assim, e com cerca de 50 composições na manga, o Tensão nunca chegou a lançar nada entre 1986 e 1992, período em que esteve na ativa. Algo chegou a ser registrado no célebre estúdio do Mug, mas não há pistas do paradeiro desse material. Um pedaço do pouco que sobrou tá bem aqui: alguns vídeos de shows (um deles na antiga boate Baturité) e o link pra download de uma apresentação em Floripa, por volta de 1987/1988. Um verdadeiro tesouro.
Em 2008, 16 anos depois de se separarem, Ado (guitarra e vocal), Mauro (guitarra), Tuí (baixo) e Otávio (bateria) se reencontraram pra relembrar os velhos tempos. Desde então, o trio básico, hoje quarentão, vem se reunindo mensalmente “pra tirar um som” – Mauro, que mora em Itajaí, costuma aparecer de vez em quando. Despretensão total, mas que Ado não descarta virar shows e gravações: “Eu gostaria muito, mas não posso falar pelos outros”. Tem gente louca pra ver esse revival.

Os vídeos:



E pra baixar o show é AQUI:

1. Seres Humanos
2. Jornal Prá Cabeça
3. Zona Proibida
4. A Cidade Vai Passar
5. Sua Fuga
6. A Melopia
7. Imagens
8. Sonhos e Pesadelos
9. Náuseas
10. Na Hora
11. Você Tá Linda
12. Minha Muralha
13. Paranóias de Quem Ama

Don Rock: ingressos

28 de abril de 2010 3

Mais do que a distribuição de ingressos pras saideiras do Don Rock, neste final de semana, foram as manifestações de pesar pelo fim da casa que valorizaram a promoção, o que demonstra o quanto aquele palco na Visconde de Taunay foi importante neste mero 1 ano em que funcionou. Lendo os comentários, se vê que não são apenas os músicos que lamentam, mas principalmente o público que lá se esbaldou em memoráveis noitadas roqueiras. Que tamanho apreço sensibilize o Gustavão e a Dani, relações públicas da casa, e qualquer um que pense por um instante em abrir algo nesse segmento: há muita gente sedenta por bons shows de rock’n’roll em Joinville, e disposta a pagar por isso.

Bom, vamos aos vencedores dos bilhetes gratuitos. Nome na porta, falou?

Sexta (30/4)

Denis L. Macabô

Lucas S. de Carvalho

Cristian Rossi

Douglas N. Sambati (pediu pra sábado, mas pelo critério de chegada ganhou pra sexta)

Priscila D. Trierwieler (pediu pra sábado, mas pelo mesmo critério ganhou pra sexta)

Sábado (1/5)

Monique Lima

Aline do Amaral

Bernardino da Silva

Diogo Boegershausen

Debora Zimmermann

Sábado agora

28 de abril de 2010 1

Mais uma pausinha no rock’n’roll de todo dia pra dar uma volta pelo cinema – desta vez, com carimbo joinvilense. Sintam-se  à vontade pra dar uma espiada no trailer de Sábado que Vem, o curta-metragem de Brian Hagemann que filtra o espírito “woodyalleniano” e o espalha pelos cantos da cidade. Rodado entre o final do ano passado e o começo de 2010 em pontos como o Taberna e as proximidades do Mercado Público, o filme tem recursos do Edital de Apoio à Cultura e é protagonizado pelos atores Samuel Kuhn e Eduardo Schmith. O teaser, como vocês podem ver aí embaixo, revela algumas participações especiais, como os rapazes do Reino Fungi, e outras nem tanto (reparem no barbudinho desengoçado com a cerveja na mão). Há uma promissora atmosfera pop no material, que chegará ao público provalvemente em maio. Negociações pras primeiras exibições estão em andamento.

A outra banda do Billie

28 de abril de 2010 1

É, parece que o Green Day vai mesmo tocar no Rio e em São Paulo (no Woodstock brasuca?) em outubro, acabando com um jejum de 12 anos sem shows no País. Peguemos o gancho então pra apresentar a vocês o Pinhead Gunpowder, a banda paralela do líder Billie Joe Armstrong e que conta ainda com o guitarrista Jason White, que também atua no Green Day como músico convidado. Outros membros do grupo – que tá na ativa  desde 1990, mesmo se reunindo apenas eventualmente – tocam ou tocaram em bandas punk e hardcore da região californiana conhecida como East Bay. Com cinco títulos na mala (o último é do ano passado), o PG faz punk rock simples, cru e sem embromação, com um alto teor melódico. Lembra um Green Day mais furioso? Óbvio. Mas isso é realmente ruim?


Rock em quadrinhos

27 de abril de 2010 1

Recém-chegou às livrarias brasileiras esse apetitoso O Pequeno Livro do Rock (Editora Conrad), HQ escrita e desenhada pelo francês Hervé Bourhis que narra a história do gênero por meio da arte sequencial. Ilustrado ano a ano através de capas de discos, letras de músicas, cortes de cabelo, fatos e boatos, Bourhis fez questão de não se deter apenas nos grandes nomes do gênero, retratando situações curiosas sobre personagens desconhecidos que também tiveram seu quinhão de importância no cenário roqueiro. Ícones nacionais, como Mutantes e Sepultura também dão as caras. Na seção “batalhas”, o autor lista e compara discos de dois artistas ou grupos diferentes: Chuck Berry x Little Richard, Lou Reed x David Bowie, Nirvana x Pixes, The Who ou Kinks, Michael Jackson x Prince?

Didático e divertido.