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Posts de maio 2010

Lembrando...

31 de maio de 2010 3

Espero que vocês não tenham esquecido que dia 13 de junho tem o 3o Baile Elétrico do Orelhada no Taberna Music Hall, que será palco da “ressurreição” de uma das mais imortantes bandas joinvilenses dos anos 80, Tensão Superficial. Esse aí em cima é o cartaz da festa que passa a circular a partir desta terça (1/6) pela cidade. Ficou bacanuda a arte gráfica, bolada pela Keyla, mulher do Evandro, baixista da Blasè, a segunda atração do evento (a terceira é o DJ PHC). Sexta-feira (4) rola mais uma Blitz Orelhada no Jornal do Almoço, e aí eu o cinegrafista Hilton Maurente mostraremos a quantas anda o poder de fogo dos hoje tiozões do Tensão, que, garanto, continuam com o espírito punk intacto e loucos pra mostrar serviço no Taberna.


R.I.P. Dennis Hopper

31 de maio de 2010 2

Dennis Hopper não resistiu ao câncer e desde sábado (30) tá dando uns rolês de moto em algum lugar bem longe daqui. Que descanse em paz, ouvindo, lá do além, a trilha sonora do filme que ajudou a eternizar a contracultura e os últimos suspiros do sonho americano de liberdade. Com Cream, The Byrds, Jimi Hendrix e Steppenwolf, o soundtrack de Easy Rider é um clássico à parte.

Pague pouco, veja muito

27 de maio de 2010 2

Só lembrando que nesta sexta (28) será possível assistir a Edgard Scandurra e Cidadão Instigado em Joinville por meros 10 pilas (5 pra quem é acadêmico da Univille). Valor irrisório pra dois shows saborosos: a festejada banda cearense (e não paulista, como escrevi aqui tempos atrás) e o antigo cabeça do Ira!, que há três décadas convive com a pecha de “melhor guitarrista do Brasil”. Sobre este último, vale ressaltar que o cara vem com banda completa pra fazer, no Big Bowlling, um resumo de sua longa carreira, o que inclui um sobrevôo pelo memorável disco Amigos Invisíveis, seu primeiro solo, de 1989. Por e-mail, Scandurra respondeu a cinco perguntinhas formuladas pelo Orelhada:

O show será o do Benzina? Caso seja um resumo da sua carreira, como estão anunciando, como as músicas antigas se encaixam dentro da sonoridade eletrônica do projeto?
Scandurra
- Não. O show é o mesmo de um DVD e CD que gravei no ano passado e que ainda não foi lançado. Tocamos algumas músicas do Benzina, algumas do Ira! , Amigos Invisíveis (meu primeiro álbum solo) e outras inéditas. Elas se encaixam perfeitamente já que a sonoridade da banda consegue passear por diferentes estilos.

Está programada alguma “palhinha” sua no show do Cidadão, ou vice-versa?
Scandurra
- É bem possível que sim. No Nordeste tocamos Mim quer Tocar,  do Ultraje e foi bem divertido.

Você tem tocado com o Arnaldo Antunes. Qual a maior diferença entre ser um músico de apoio (ainda que estrelado como você) e o protagonista do show?
Scandurra
- Eu adoro acompanhar artistas que eu gosto. Arnaldo antunes e Karina Buhr fazem parte desse meu momento como músico. É mais confortável eu apenas ficar no meu canto, com a guitarra na mão, colaborando com a sonoridade da banda. Por outro lado, no meu próprio projeto, estou levando a mensagem de minhas músicas, dando a cara pra bater. E também é muito emocionante e de certa forma, novo pra mim. Acho que sempre vou fazer as duas coisas.

Aliás, você se sente à vontade estando no centro das atenções no palco?
Scandurra
– É um desafio pra mim, tímido como sou, ficar a frente da banda e da plateia. O que me conforta é saber que muitas pessoas esperavam por esse meu momento e agora posso finalmente realizá-lo.

O pessoal pede muito as músicas do Ira! no seu show? Em algum momento isso chega a te incomodar?
Scandurra
– Isso não me incomoda, de maneira alguma, afinal, são músicas que eu fiz. Mas, por um encanto, o perfil do público que tenho visto em meus shows e mais aberto e menos apegado a hits, o que eu acho maravilhoso, pois mesmo na época do Ira!, me incomodava um pouco a obrigação de tocar as mais conhecidas.

O DVD Amigos Invisíveis já foi lançado? Você tem consciência de que esse disco é um clássico?
Scandurra
– Esse disco já surgiu como um clássico. Eu tocando todos os instrumentos, a escolha do repertório, a forma como foi gravado, a época que foi gravado, tudo nele, faz, depois de 20 anos, amigos invisíveis soar como algo que muitos músicos da nova geração gostariam de fazer. Me identifico mais com os músicos e artistas dessa nova geração, do que com os companheiros dos anos 80 e 90.

Life on Mars

27 de maio de 2010 3

Sabe quando uma banda eficiente “chupa” até a alma do David Bowie e acaba se dando bem? Um possivel xérox seria First Kiss on Mars, pra mim, a melhor faixa do (bom) novo disco do Stone Temple Pilots, lançado pelas vias oficiais terça-feira (25). Scott Weiland deve ter se divertido horrores no estúdio tentando imitar o inigualável camaleão.

De um pra outro

27 de maio de 2010 2

Desculpem voltar ao assunto, mas esse vídeo e essa versão de Electrocution, o primeiro single de If I Had a Hi-fi, álbum de covers do Nada Surf, faz qualquer dia ficar melhor.

A faixa é um original de um sujeito chamado Bill Fox, que nos anos 80 liderou a banda americana de power pop The Mice. Na década seguinte, com o fim do grupo, ele tocou a carreira solo até se retirar de cena sem grandes explicações e ficar anos longe dos holofotes. Só recentemente Fox voltou a dar as caras nos palcos.

Entre caixões e caveiras

27 de maio de 2010 3

Nova fonte de barulho em Jaraguá do Sul: A Repelent Band, essa dupla amistosa aí da foto, formada por Dinho (bateria e vocal) e Guilherme Mengarda (guitarra e vocal), que uniram forças no começo de 2009 pra tocar psychobilly, surf music e suas variantes. Nas palavras do próprio duo, o que sai dessa investida minimalista – e adornada por caixões e crânios de mentirinha – é batizada de psychobilly rural, saído das profundezas do bairro Alto Garibaldi. Seja lá o que isso signifique, é divertido e furioso às pampas, como mostram as imagens aí embaixo, registradas no Curupira, em Guaramirim, domingo passado.


Resultado das promos: Acústicos e Lenzi Bros.

26 de maio de 2010 4

Então, meu povo, tô devendo ingressos e CDs, ok? Especialmente no caso do show do Acústicos & Valvuados, domingo (30), em Joinville, a ansiedade era tanta que já estavam ligando pro jornal implorando pela publicação do resultado. E quem disse que Rafael Malenotti, líder da banda gaúcha, homenageia Roberto Carlos em seu show solo ficou mais perto de levar os ingressos. No ano passado, o sujeito – que tem uma baita tattoo do rei no braço – até apresentou o tributo em Joinville. Quanto aos Lenzi Brothers, eles abrirão pro gênio (certo, Helliot?) Júpiter Maçã em Balneário Camboriú no dia 13 de junho, no Didjge. Pena que não teremos os irmãos fazendo o mesmo em Joinville, onde Flávio Basso se apresenta dois dias antes, no Bovary. Sem mais delongas, vamos aos resultados:

CDs dos Lenzi Brothers

André Alves

Miles Babireski

Ingressos pro Acústicos & Valvulados

Bernardino da Silva

Inayan

Tiago Stolf

Vinicius Grünfeldt

Todos podem passar a partir desta quinta (27) na recepção do AN pra pegar seus mimos. Abraços a todos que participaram. Logo, logo tem mais.

Dramático, intenso, quase perfeito

26 de maio de 2010 4

Em 2008, fui a São Paulo assistir ao derradeiro Tim Festival, que estampava, em letras maiores, as presenças do bombado MGMT e do rapper Kanye West. Mas as minhas atenções estavam realmente voltadas pro The National, cultuada banda novaiorquina que exibia como credenciais alguns bons discos e uma aura intelectual que casava perfeitamente com o som calcado no pós-punk. Nada disso me preparou pro que eu veria no palco. Ao lado do camarada Marquinhos Espíndola, igualmente extasiado, eu babava diante da perfeição da banda, das guitarras potentes, da força dramática que as músicas ganhavam ao vivo, da imersão do vocalista Matt Berninger naquele momento, como se estivesse num ensaio. Daquele dia em diante, aquele passou a ser um dos melhores shows que vi na vida e o National, uma banda merecedora da minha eterna admiração.

Um respeito que aumenta agora com este High Violet, quinto disco do grupo. Porque ele ousou mudar sem descaracterizar-se, e, possivelmente, gravou seu melhor trabalho (e um dos grandes de 2010). A sisudez característica foi acentuada, e as letras de Berninger soam mais fatalistas do que nunca. Aliás, o instrumental parece ter sido pensado pra destacar este perfeito barítono seguidor da linhagem Leonard Cohen/Ian Curtis/Nick Cave/Stuart Staples (Tindersticks). As guitarras estão no mesmo plano que o teclado delirante, que junto às batidas minimalistas e quase sempre discretas, criam um cenário ora celestial, ora macabro. A instrospecção rege, e a voz de Matt parece estar no habitat perfeito.

Terrible Love, que abre o disco, é nervosa na sua melancolia e uma das poucas em que as guitarras aparecem com mais vigor. Sorrow desce mais ainda e parece querer encostar o tempo todo no Joy Division, enquanto Anyone’s Ghost e Bloodbuzz Ohio ensaiam uma quase dança, que nunca ocorrerá. Little Faith, aliás, é quase perturbadora por causa dessa negação da eletrônica (dissimulada) que lhe serve de acompanhamento. Nessa toada, Conversation 16 remete aos momentos mais melancólicos do Depeche Mode. Por outro lado, o lirismo acústico de Runaway é compatível com o tamanho do desespero exalado em Afraid of Everyone. A união dessas duas pontas amarram um disco praticamente perfeito.

Picadeiro macabro

26 de maio de 2010 1

Será que o palhaço maníaco do livro/filme It, de Stephen King, deu cria e os rebentos maquiavélicos invadiram Rio do Sul? Esqueça, não se deixe assustar pela maquiagem macabra dos membros dos integrantes do Six Six the Clown. O visual tem mais a ver com o nome da banda do que com a música produzida por ela, agora empacotada no recém-lançado EP Jogo da Vida. Das quatro faixas produzidas no estúdio Full Gas, apenas Segredo, uma furiosa cruza de metal e hardcore que lembra Matanza, causa arrepios. As demais investem num pop rock que peca pela trivialidade e a produção opaca, o que pode facilmente ser arrumado numa próxima investida. Há algo no quarteto que tá menos à vista do que os narizes vermelhos falsos. Portanto, vale dar uma passada no MySpace dos caras. Além do mais, eles mostram que Rio do Sul tá fornecendo rock aos borbotões pra cena catarinense.

Oasis rebatizado

25 de maio de 2010 1

Apresento a vocês o Beady Eye, a nova “velha” banda de Liam Gallagher, aquele que um dia cantou à frente do Oasis. Claro, todos, aqui ou em Marte, sabiam que o cara tava com um novo projeto e que dele faziam parte Andy Bell e Gem Archer, seus comparsas na antiga banda. Era sabido também que o trio estava em estúdio produzindo material inédito, que deverá vir à tona no segundo semestre com a inestimável produção de Steve Lillywhite, que tem discos do U2 como ápice da carreira. Bom, só faltava o batismo. Não falta mais. Ah, e o baterista é Chris Sharrock, que tocou com o Oasis em seus momentos finais. Pra resumir, é o Oasis sem Noel – que, segundo o próprio, por hora só quer saber de cuidar da filharada e assistir futebol na TV. Aliás, foi no site oficial do Oasis que Liam publicou a primeira foto do Beady Eye. Alguém aí arrisca como o grupo soará?