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Posts de junho 2010

Ave, Jorge

30 de junho de 2010 0

Verdadeira legendas da música brasileira, Jorge Mautner e seu eterno parceiro Nelson Jacobina vão estar em Chapecó nesta segunda-feira (5). Promoção da Unochapecó, a apresentação rola no auditório do Lang Hotel às 19h30, e é gratuita. Oportunidade de ouro pra ver de perto Mautner, mente fervilhante da cultura nacional que deixou marcas em inúmeras articulações ácidas, do Pasquim ao show-manifesto anti-ditadura Banquete dos Mendigos, em 1973, além de ser o autor original de Maracatu Atômico.

Matador

30 de junho de 2010 5

Saiu o line-up, junto com o cartaz, do próximo Baile Elétrico do Orelhada. Até que tá bom…

Bem lembrado, Ozzy!

30 de junho de 2010 0

A expressão que Ozzy Osbourne mais usa em sua recém-lançada biografia é “pelo que me lembro…”, um artifício pra apimentar certas passagens e se blindar caso algum envolvido apareça pra desmenti-lo. Só que, ao invés de uma mente encoberta por décadas de abusos químicos de todos os tipos, ele revela uma memória surpreendentemente em forma pra narrar, em quase 400 páginas, uma vida que nem o mais tresloucado ficcionista do rock’n'roll ousaria inventar. E sejam tropeços ou acertos – ambos em quantidades astronômicas -, ele trata ambos com o ar matreiro típico dos melhores contadores de histórias de mesa de bar, e, assim, Eu Sou Ozzy (Editora Benvirá) vira uma leitura deliciosa.
É desse modo, entre a galhofa e a sinceridade desconcertante, que Ozzy relembra sua infância pobre no interior da Inglaterra, marcada pelo ódio pela escola; a adolescência rebelde que o levou à prisão aos 17 anos; a formação do Black Sabbath e a consequente revolução do rock pesado; a transformação de pobretão marginal em rock star milionário; a camaradagem entre os membros da banda, destruída por dinheiro, má gestão, sucesso e toneladas de drogas; os abusos que minaram sua música, seu corpo e sua vida pessoal; a traumática morte do guitarrista e amigo Randy Rhoads; os altos e baixos da carreira solo, que desembocou numa segunda revolução, esta, dos reality shows.
Ozzy não é do tipo que tira o seu da reta. Pra ele, antes contar um fato engraçado (do que jeito que recorda) do que se safar em nome de algum tipo de moralismo. Perde o amigo, mas não a piada – algo difícil de acontecer, diante do carinho que demonstra por quase todos que cruzaram seu caminho, incluindo os colegas de Sabbath. O que não diminui em nada o caráter “sexo, drogas e rock’n'roll” do livro, incorporado a algum episódio da Comédia da Vida Privada.

A biografia tá saindo no Brasil quase que paralelamente ao novo disco do Madman, Scream, bem recebido pela crítica e pelos fãs. A primeira música a sair dele, Let me Hear You Scream, tá aí embaixo, junto com o clipe dela. Bom, Ozzy pacas.

OZZY OSBOURNE – Let Me Hear You Scream from Jan Valek on Vimeo.

Fala, meu rei!

30 de junho de 2010 14

Quem acompanha o Orelhada sabe que a bandeira em prol da música autoral é orgulhosamente empunhada por este jornalista. Mas às vezes é preciso abrir um parênteses pra projetos interessantes, ou ao menos divertidos, como este Roberto e Carlos Band, que toca domingo (4) no Taberna, em Joinville. Na ativa desde 2000 e formado por músicos curitibanos tarimbados, a banda já se explica pelo nome. Ou não? Mais ou menos. Claro, o repertório é todo composto por músicas do Robertão, mas o modo como elas são executadas faz toda a diferença e é o que efetivamente motiva uma passada no show. Não há macaquices cênicas, nem o vocalista Beto K. soa igual a RC, enfim, o cover ganha cara de coisa fresca nas mãos desses veteranos. Gostou? Então deixe aí nos coments umas palavras bonitas porque 5 ingressos estão em jogo. Os primeiros levam, como de hábito.

Calma lá!

29 de junho de 2010 0

Rock francês? Opa, espere um pouco antes de torcer o nariz se você é daqueles que não concebem essas duas palavras juntas. A coisa melhorou bastante nesta década, e mesmo que a grande maioria das bandas surgidas naquele pedaço de terra europeu passe longe de qualquer experiência original, volta e meia surge alguma minimamente divertido. É o caso do The Parisians, um quarteto que, a bordo do disco Shaking the Ashes of our Enemies, junta resquícios de punk e indie pra fazer sons embaladinhos como esse aí embaixo. Dá pro gasto.

Cada corvo pro seu lado

29 de junho de 2010 1

Os incríveis Black Crowes – a banda que, nas últimas duas décadas, melhor soube captar o espírito do classic rock setentista – soltaram uma nota oficial com boas e más notícias para os fãs. Primeiro, as ruins: depois de 20 anos de bons serviços prestados ao rock, a banda optou por um hiato sem tempo determinado pra acabar. Não é a primeira vez que isso acontece. Entre 2002 e 2005, os Crowes foram encostados – e muita gente achou que era pra sempre – pra amenizar distúrbios internos e dar vazão a projetos paralelos, principalmente dos irmãos Robinson.
Mas antes dessa nova parada, a banda soltará, em agosto, Croweology, álbum duplo (mas com preço de simples) que passará a limpo a obra do grupo em arranjos acústicos – e é possível que fique parecido com esse unplugged aí de baixo, gravado dois anos atrás pra um especial de TV. Na sequência ao lançamento, os Crowes dão largada a uma turnê de divulgação pelos Estados Unidos. E quando ela acabar, Chris Robinson assume ou não o lugar de Robert Plant numa eventual volta do Led Zeppelin?


Forte, com pouco açúcar

29 de junho de 2010 1

É cientificamente comprovado que a cafeína é um poderoso estimulante cujos efeitos do consumo desenfreado incluem o aumento da concentração e da agitação e da melhora do humor. Coloquem aí a falta de sono, resultado de noites e noites à base do “pretinho básico” que a banda itajaiense Café Brasilis deve ter passado gerando o ótimo EP Cafeína. Nas sete faixas que acabam de disponibilizar na rede, Ruca Souza, Camilo Garcia e Marcelo Maia fazem um passeio descalço pela poesia urbana pra revisitar os Mutantes (Nuvem), fazer punk torto (Bolha Canção), semear brasilidade no rockabilly (Lamparina Chinesa, Meu Soneto Teu) e esbanjar languidez distorcida (Cabaré). De crueza pretensiosa o mundo tá cheio, mas boas melodias assim não se ouve todo dia. Enquanto o trio prepara-se pra tocar sábado (3) no Open Bar, em Balneário Camboriu, o link pra baixar o disquinho tá bem AQUI. Mas se quiser passar antes no MYSPACE dos caras, também tá valendo.

SC recebe Lauryn Hill em setembro

28 de junho de 2010 0

2010 não tá fraco em Santa Catarina – se bem que é Floripa que realmente comemora. Depois de Beyoncè e na expectativa de receber o rapper 50 Cent, agora foi Lauryn Hill quem garantiu que vai fazer um pit stop na capital catarinense. É lá, por sinal, que a ex-Fugees dá largada, no dia 3 de setembro (no Stage Music Park), a uma turnê brasileira que ainda passará pelo Rio de Janeiro (dia 6), São Paulo (dia 7) e Brasília (dia 12). As informações são do Twitter oficial da rede Credicard é Show. E o que ela mostrará? Um apanhado do seu passado, imagino eu, já que tem oito anos que a cantora não lança nada e que seu clássico The Miseducation of Lauryn Hill é do distante ano de 1998. Mesmo assim, eis aí uma estrela internacional de grande talento.

Lou Reed + Gorillaz

28 de junho de 2010 0

É bem relacionado esse Damon Albarn, hein? O cara conseguiu tirar Lou Reed de casa pra acompanhar o seu Gorillaz no palco do megafestival de Glastonbury, que terminou neste domingo (27). A música em questão é uma do recente álbum Plastic Beach, Some Kind of Nature, que teve Reed no estúdio também.

Aperitivo

28 de junho de 2010 1

Eu, se fosse você, passava agora no SITE OFICIAL dos Pixies e assinava lá a lista pra ter direito a baixar “de grátis” um EP que estaria sendo disponibilizado pela banda. Digo “estaria” porque, aparentemente, o link não tá funcionando mais. No entanto, isso pode ser um problema local (leia-se no meu computador), então o negócio é tentar por sua conta. O tal EP é um pequeno registro da turnê mundial que os Pixies empreendem pelo vigésimo aniversário do disco Doolittle,  que em outubro passará pelo Brasil. Gravado em Paris no dia 16 de outubro de 2009, o EP tá sendo chamando de Live Sampler (algo como “degustação ao vivo”) e tem quatro faixas: Dancing the Manta Ray, Monkey Gone to Heaven, Crackity Jones e Gouge Away.