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Rock joinvilense: altos e baixos em 2010

29 de dezembro de 2010 5

Provoca uma certa dó reler hoje o balanção do ano no rock joinvilense que a coluna publicou no último dia de 2009. Dó porque aquela temporada foi espetacular (para os padrões locais), e o sentimento de otimismo prevalecia entre os componentes da cena e, consequentemente, na retrospectiva do “Orelhada”. Em outras palavras, havia motivos pra esperar que 2010 não só seguisse no mesmo passo como tomasse uma trajetória ascendente. Vãs esperanças. A curva apontou levemente pra baixo.
É possível até estranhar essa afirmação diante de certos fatos. A cidade perdeu uma casa de rock (o Don Rock) e ganhou duas (o Bovary e a Touch Music), além do Moinho, que surgiu e morreu. Juntas, as três cooptaram cerca de 70 shows de bandas autorais ao longo do ano. Acrescente duas iniciativas de peso – o Condado Rock, o Palco Autoral da Amuj  e, sem falsa modéstia, a Noite Orelhada -, mais algumas ações isoladas (os shows do Nazareth, Cidadão Instigado, Dado Villa-Lobos, entre outros), e os motivos pra reclamar desaparecem. Por esse prisma, tudo beleza. Mas há uma outra questão.
Comparado com 2009, a produção dos grupos locais foi ínfima. A impressão é que os estúdios só foram ocupados pra ensaios. Quem lançou algo? Pelas minhas contas, Uhul, Smokers, Comanches e Pistolêra. Nada que tenha repercutido além dos limites municipais, pouco pra uma cena com grandes pretensões uns meses antes. Sim, porque estão nas novas ideias o combustível de uma cena musical, e é criando, gravando e lançando que ela aparece e se mantém viva. Sem produção própria, o marasmo domina e os covers atacam. Que a reação venha em 2011.

Comentários (5)

  • Luciano Kruger diz: 29 de dezembro de 2010

    Bandas ruins, que não prezam pelo minimo de qualidade, é isso que resta na cidade. E ai, como fica a cena? Uma coisa frouxa como sempre. Nada estranho pra uma cidade em que as bandas, digo, os integrantes costumam querer aparecer um mais do que o outro, gerando assim uma desunião. Perdemos o Don Rock porque o cara não tinha lucros com som próprio, o que nos restou foram casas de som ruim e preços abusivos.

    Pelo que vemos, 2011 não vai mudar, apenas teremos a cidade que sempre tivemos.

  • Helliot diz: 30 de dezembro de 2010

    Concordo com o Luciano… Hj a música vem depois da imagem. A qualidade fica em segundo plano… infelizmente.

    Não tem como fortalecer um cenário em que os próprios beneficiários não se envolvem… ou buscar um por um na fila das boates da Visconde (os headbangers estão lá, rs)

    Sertanejo analfabeto de novo NÃO… foi o ano deles! Né Fábio Elias, entre outros de jlle… MOON neles!

    Resta dizer VIDA LONGA AO MORETTY! que se mostra mais rockeiro do que nós todos juntos (desde os anos 80 vem ditando regra – já notam o qto existe clones dele por ai?)… ou esperar o NATAL ESPECIAL BEATLES dos amigos do Reino Fungi (mas quem não curte tanto assim os fab fours? E só em dezembro)… Ah! Mas tem “Banda” Captura Band Show nas quintas… vai que um maluco suba no palco e num ato heróico tire um som próprio, mesmo expulso sob várias vaias… vale o cover.

    E como rola as agendas pra shows nos bares? É difícil marcar show? Acho banda fixa muito chato… Nada contra Betinho Se Convida (acho ele um excelente músico e gente finíssima… além de amparado por instrumentistas de primeira categoria) mas de novo?!

    E a maldição do INCENTIVO CULTURAL da Fundação (através do SIMDEC)… As bandas contempladas morreram todas… pararam geral… posso citar algumas aqui. Uma compilação talvez seja mais adequado.

    Segundo Oswald de Souza (seu perfil fake no twitter) as probabilidades não são boas pq hj todos querem resultados rápidos… Restart e Cine deixando seu legado…

    Por fim, um feliz ano novo pra todos amigos e leitores (assim como seus familiares) desse blog supimpa! Valeu!

  • Adilson Strelow diz: 30 de dezembro de 2010

    o Don Rock foi uma pena mesmo, infelizmente aqui na maior cidade do estado, temos muitas deficiencias culturais, falta uma casa para ouvirmos um bom blues, jazz, o bom e velho rock and roll…temos casas que cobram horrores por bandas medianas…
    e o pior, temos público para tal…faltam pessoas que façam as coisas com amor, e pelo prazer que isso proporciona as pessoas…
    cada vez se tem mais espaço para apresentação de músicas medíocres, inclusive se ve isso no próximo planeta atlantida em floripa….credo, um monte de banda que não tem cacife pra tocar nem nos bons bares…vai se “apresentar” em um evento daquela envergadura…

    lamentável…
    mas vamos torcer para o surgimento de novos empresários e investidores que façam com que eu e o Luciano estejamos errados…

    abraços e bom 2011

  • MILTON MILLS diz: 30 de dezembro de 2010

    ACHO QUE TEMOS QUE VOLTAR!

  • Rái Mein diz: 2 de janeiro de 2011

    o jeito é voltar a fazer festinha na garagem

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