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Básica até hoje

03 de janeiro de 2011 3

Este post é dedicado especialmente aqueles que, como eu, foram doutrinados no rock e no pop por meio das páginas da extinta e saudosa revista Bizz. Vocês, que são muitos, sabem do que estou falando: a ansiedade nos dias que antecediam a chegada às bancas; a ‘aporrinhação’ no jornaleiro; a esfomeada leitura-relâmpago; a raivinha por críticas às bandas de que gostávamos (análises que, a certa altura, eram corroboradas por “carinhas”); os ácidos e divertidos textos do Pepe Escobar; a descoberta de artistas que, ora vejam, já tinham 10, 20, 30 anos de carreira; o aviso de alerta que piscava diante dos discos resenhados na seção ‘Zona Franca’ (internet/download/streaming, na época, era ficção científica); e, por fim, o mergulho num passado de glória proporcionado pela ‘Discoteca Básica’.
Olhando hoje, talvez não seja errado dizer que a Bizz deixava o melhor pro final. Não só porque os álbuns que por ali desfilavam são de uma obrigatoriedade quase unânime, mas porque as figuras encerregadas de destrinchá-los eram (e continuam sendo) gigantes do jornalismo musical brasileiro. Do misto de talento, conhecimento profundo e paixão, brotavam linhas dignas de emoldurar e pendurar na parede. Uma catequisação em alto estilo pra um fedelho ingressando na puberdade.
Portanto, é com alegria e uma ponta de saudosismo que divido com os diletos leitores a grande preza do site Rate your Music: o acesso a todas as 215 “discotecas básicas” publicadas pela revista nas quase duas décadas que existiu (entre 1985 e 2007). Leiam e aprendam.

Comentários (3)

  • Helliot diz: 3 de janeiro de 2011

    Sensacional!!!

  • Helliot diz: 3 de janeiro de 2011

    Saiu uma edição da Rolling Stone com as 500 maiores músicas de todos os tempos – edição especial de colecionador.

  • marcelo diz: 4 de janeiro de 2011

    Discordo que a BIZZ era um instrumento de doutrina para o mundo do Rock. Talvez fosse para o pop, mas não para o Rock. É sabido por todos que a revista era cheia de “jabás”. Claro que também haviam coisas boas nela, mas roqueiro de verdade cresceu com Rock Brigade e Metal, essas sim grandes revistas feitas porquem realmente entendia de Rock. Hoje temos a Roadie Crew que é a maior publicação especializada no país e arrisco até dizer uma das maiores do mundo. Houve uma vertente da Bizz que era a Bizz Heavy, só que não vingou, pois não conseguia fazer frente as outras já citadas revistas, soava falsa, sem alma.

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