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Sujeira sergipana: The Baggios

31 de agosto de 2011 4

Júlio Andrade (voz e guitarra) e Gabriel Carvalho (bateria) parecem ter um modelo bem claro a seguir: The Black Keys, um dos nomes mais abrasivos do rock americano hoje. Com essa formação ultrabásica, a dupla sergipana também pode assimilar White Stripes e The Kills (sem o fator eletrônico). Mas, na forma de The Baggios, eles carregam consigo uma carga abrasileirada para seu terceiro registro oficial, homônimo, recém-lançado pelo selo Vigilante (Deck). Calma, não existem misturas exóticas aqui. Embalado num projeto visual espetacular, o disco turbina sua base blueseira, abrindo ferozmente com O Azar me Consome. Em vez de tosqueira, como se poderia supor, o peso e a cozinha “cheia” impulsionam os bons riffs de Meu Eu, Pare e Repare e Get Out Now, e os elementos renovadores – os sopros em Candango’s Bar e Quanto Mais Eu Rezo, o piano endiabrado de Aqui Vou Eu - sublinham o potencial dançante da dupla. Quanto ao dito DNA brasuca, é uma herança do rock setentista nacional e do sotaque de Júlio, que aqui e ali provocam a lembrança de Raul Seixas, caso de Oh Cigana e Morro da Saudade - esta com a participação de Hélio Flanders, do Vanguart. Encardido e combativo, The Baggios soa como ruidosa resposta a essa leva de artistas brasileiros por demais sutis e sensíveis.



Comentários (4)

  • Marcelo Rizzatti diz: 1 de setembro de 2011

    Boa banda! Boa dica, Sr. Rubens! Obrigado. E olha que já gostei mais de rock nacional…

  • Ed goma diz: 1 de setembro de 2011

    o fenomeno dos ultimos anos……………..nao tem pra ninguem….

  • Luiz Eduardo diz: 1 de setembro de 2011

    Curti bagarai! Me fez acreditar em dias melhores no rock nacional (que anda numa “coxinhisse” sem tamanho!).

  • Tiago diz: 1 de setembro de 2011

    o disco é ótimo né? é porque você ainda não viu o show. Turnê no Nordeste para download JÁ!

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