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Posts de outubro 2011

Sick Sick Sinners em Joinville

31 de outubro de 2011 0

Pode anotar no calendário: Sick Sick Sinners, destaque da rica cena psychobilly de Curitiba (a capital brasileira do gênero, aliás), toca em Joinville no dia 16 de dezembro, no Foot Bar, com abertura do Strato Feeling e Tampa do Caixão. Portanto, vá treinando os nervos e ouvidos com o EP Hospital Hell (Monstro Discos), o segundo lançamento da banda. São seis divertidas faixas que fundem as raízes do rock com punk, metal e temas macabros que, no final, não assustam ninguém. A intenção é bater cabeça ao som de temas próprios, como Diabolica Sed, e versões ensandecidas de Pot Belly Bill (Toy Dolls), Cadillac Podrera (dos também curitibanos Ovos Presley) e The Hammer (Motörhead).

Ressurgiu o Mazzy Star

31 de outubro de 2011 0

Bem-vinda de volta ao lar, Hope Sandoval. A graciosa cantora/musa indie reativou sua parceria com David Roback e , desse modo, o Mazzy Star é outro a ressuscitar no apagar das luzes de 2011 (outro que retornou das cinzas é o Stone Roses, LEMBRA?). O grupo americano – que estourou nos meios alternativos nos anos 90 com Fade Into You e andava paradão desde uma mini-turnê europeia em 2000 – tá tão vivo que nesta segunda-feira (31) põe na praça gringa num single com duas faixas inéditas, Lay Myself Down e Common Burn, ambas pra audição aí embaixo e mostrando que o Mazzy Star não perdeu a mão pra criar doces e etéreas canções. Tudo leva a crer que um novo disco (o quarto) sairá no ano que vem.


Macacos bronzeados

31 de outubro de 2011 0

Parece que o Arctic Monkeys não quis pensar muito na hora de fazer um novo videoclipe. Pegou um b-side (Evil Twin, que tá sendo lançado como download digital e vinil 7′) e empregou imagens que dão a impressão de ser uma continuação de Suck it and See, o vídeo anterior da banda, ou que ao menos reaproveita material já filmado. De qualquer forma, ambos reafirmam a paixão do quarteto inglês pelo céu azul da Califórnia. Aliás, tá bem bronzeado o som dos caras, não?


Grandes Autores da Silva

28 de outubro de 2011 19

Entenda de uma vez: o título do primeiro disco “cheio” do Fevereiro da Silva é uma provocação. Ou, se preferir, um recado a quem dá de ombros a quem se arrisca a ter ideias próprias em uma cidade governada pelo cover. Posso Ser o Autor? surge como sarcasmo em cima de tal “ousadia”, mas não é preciso ir fundo pra sacar que o negócio aqui é seríssimo. O sexteto joinvilense assumiu a própria ironia e desilusão com a cena local e concebeu um trabalho monumental para os padrões do underground (nacional, até). Rico, frenético, maleável, surpreendente, como se quisesse esfregar sua crença na fuça do ouvinte.
Co-produzido por Gabriel Vieira e bancado com recursos do Simdec, Posso Ser o Autor? - que será lançado com pompa no dia 11, na Sociedade Lírica – deixa pra trás o carimbo limitador do samba rock pra ser um disco de música elástica que tem o rock como ponto de partida e não esconde o amor pela Nação Zumbi e por Jorge Benjor, citados nominalmente. É o DNA da brasilidade que, por exemplo, transparece na batucada da faixa-título, mas converge nas entrelinhas pra um blues/western, ou na brisa tropicalista de Combates. A  banda se revira sem sair do lugar ao flertar com o reggae (A Espiã), o swing jazz (Eu Vi o Pé na Torre), o heavy (Voz Eufônica), o indie “de gafieira” (Caixa Bomba, resgatada do EP de 2008) e até a MPB romântica (Sedutora dos Meus Tímpanos).
A cada citação, o Fevereiro da Silva desnorteia com outra completamente diferente e assim demole expectativas. É coisa rara hoje, no Brasil: um disco que não é óbvio. Mais do que isso: que se esforça pra ser criativo, fresco, que planta metáforas numa contramão da música brasileira em que tudo parece tolo e plastificado. Ser novo é uma tarefa árdua. Não sei se os rapazes chegam lá, mas é louvável o empenho. Fácil, por enquanto, é apontar Posso Ser o Autor? como um nascente clássico joinvilense.

PS: os ingressos para o show de lançamento, com direito a CD (R$ 15), estarão à venda a partir de segunda-feira (30) na loja Brixton, rua Pedro Lobo, 46, Centro.

Ouça Eu Vi o Pé da Torre

Blakk Market lança a estreia

28 de outubro de 2011 0
Os ilhéus da Blakk Market – uma sumidade do rock pesado de Floripa que mistura thrash e death metal melódico – lançam neste sábado (29)  Self-Improvement: Suicide, seu disco de estreia, que contou com Alexei Leão na produção. Pra tanto, o quarteto subirá ao palco da Célula à caráter: fantasiados de mortos-vivos! Uma brincadeirinha sangrenta com o Halloween, logo após a estréia do segundo ano do seriado The Walking Dead, mas também é uma alusão à uma das músicas da banda, Dawn of the Dead, inspirada no clássico filme de George Romero. E, também, porque o lançamento se dará dentro da festa à fantasia ZombieFest. O show contará com as participações especiais de Alexei (vocalista) e Marcos Feminella (baterista), do Stormental, além do Sized, também de Floripa, na abertura.

Painel sobre crowdfunding em Joinville

28 de outubro de 2011 1

A gente sabe que as coisas demoram um pouco mais a chegar a Joinville. Pois só agora vão realmente começar a falar por aqui de crowdfunding, que já fez muito por fãs de música em outras cidades do País (vide o recente show do Primal Scream no Rio) e do mundo. O financiamento coletivo – ou a compra de cotas entre o público pra viabilizar eventos em geral (como shows) e até discos – será discutido neste sábado (29) na Estação da Memória (antiga estação ferroviária), a partir das 10 horas. A ação é da Fundação Cultural, que trará o pessoal do blog ComeçAki pra destrinchar o sistema pros joinvilenses interessados em colocar a mão na massa e não esperar apenas a boa vontade dos produtores de eventos. As vagas são limitadas e gratuitas. Entre em contato pelo (47) 8413-8536 e fale com o Germano.

Sepultura, de tempos em tempos

28 de outubro de 2011 0

Em dezembro de 2010, Orelhada conversou com Andreas Kisser quando ele esteve em Joinville pra um novo workshop. Daquela vez, o guitarrista do Sepultura – e, há alguns anos, um dos mais badalados do heavy metal mundial – entregou uns poucos detalhes do disco que a banda então preparava, entre eles, que o passado dela seria o pino de sustentação das músicas. Quando Kairos saiu, em março, viu-se tal história, com suas glórias e percalços, subentendida nas letras, engolidas por um som que alia o tradicional peso do thrash a elementos que situam o Sepultura na segunda década do século 21. O quarteto que pela primeira vez toca nesta sexta (28) em Joinville e sábado (29) em Guaramirim é essa criatura feroz de trajetória monumental e presente, mas sempre olhando pra frente e em diferentes direções – o que acaba levando a algumas polêmicas. Por telefone, Kisser reafirmou essa posição, mas também deu dicas do que os fãs verão no palco.

Vocês costumar bolar um repertório diferente em cidades que tocam pela primeira vez?
Andreas Kisser -
Não, a gente tem sempre um repertório que prepara quanto tem disco novo, como agora, mas sempre apresentando a história da banda, tocando pelo menos uma música de cada disco, pra deixar o show completo. Independentemente se a gente tocou ou não na cidade, temos esse repertório. Lógico que a gente pode fazer uma mudança ou outra mas, geralmente, a espinha dorsal do repertório é mantida.

Tem algum som nessa turnê que foi desenterrado?
Andreas
- A gente tá tocando velharias que não tocamos há muito tempo. Algumas coisa do Arise (1991), como Meaningless Movements e Subtraction, algumas coisas do Schizophrenia (1987). Desde o ano passado estamos resgando algumas dessas coisas mais velhas.

No sábado, vocês tocarão numa cidade que tem pouco mais de 30 mil habitantes. Tem algo de diferente, especial, tocar em lugares assim, pequenos?
Andres
- Cara, a gente toca em tudo que é lugar no mundo. Na Europa, tocamos de segunda a segunda em tudo o que é lugar, desde grandes festivais até lugares menores. Isso acompanha o Sepultura desde o começo da carreira. É legal ter essas, digamos, duas pontas. Fazer show grande é fantástico, mas tocar em lugar menor tem esse contato mais de perto com o público e aquele sentimento de undergorund, que é muito positivo para o show, aquela coisa mais hardcore.

A crítica acolheu muito bem o novo disco. E quanto ao público, qual a sua impressão?
Andreas
- Muito bom mesmo. As vendas têm sido muito boas, não só no Brasil. Nos Estados Unidos, nas cinco primeiras semanas, ele foi número 1 nas college radios, o que nunca tinha acontecido na carreira do Sepultura. Isso demonstra que a galera tá escutando. Nos shows, o público já acompanha as letras. No geral, tá muito bom.

No meu blog, quando o assunto “Sepultura” vem à baila, é nítida uma divisão de público. Vocês sentem que precisam, a cada disco, a cada show, reconquistar uma fatia do público?
Andreas
- A gente não pensa em reconquistar ninguém. Fazemos o que achamos que devemos fazer. Independentemente da formação, o Sepultura sempre ganhou e perdeu fãs. Mesmo com a formação clássica, se você colocar quatro ou cinco discos um ao lado do outro, parecem bandas diferentes. isso sempre foi uma característica da banda, esse é o espírito da banda e é por isso que ainda estamos aqui. Que a  gente mantenha esse espírito, essa busca por novas influências, por fazer um heavy metal com ingredientes diferentes.

Por sinal, teve uma repercussão muito boa o show no Rock in Rio. Vocês planejam fazer algo mais efetivo com os percussionistas franceses?
Andrea
s – Sem dúvida. Isso foi uma junção que deu muito certo, além das nossas expectativas. Conhecemos o Tambours du Bronx há uns três ou quatro anos, quando tocamos num festival alternativo na França, e a partir dali começamos uma amizade. Fizemos uma música juntos no Kairos e, finalmente, a apresentamos pela primeira vez ao vivo. Temos alguns shows meio que encaminhados no ano que vem, festivais na França, na Alemanha, e a intenção é registrar isso num DVD.

Joinville
Hoje, 23 horas, com a abertura da Just Face. Joinville Square Garden, av. Santos Dumont, 2.625. Ingressos antecipados a R$ 52 (pista) e R$ 90 (camarote) na Rock Total Discos, Graves & Agudos e www.cararaproducoes.com.br.

Guaramirim
Amanhã (horário não informado), com abertura de Neófito e Burn. Sociedade Diana, rua Otto Lemke, s/no. Ingressos antecipados a R$ 55 (1o lote), R$ 70 (2o lote) e R$ 90 (3o lote) no Espaço Oca, Postos Mime, Ponto Certo e Refuge Rock Wear.

Outsider

26 de outubro de 2011 2

Não vejo nenhum outro motivo – uma data celebrativa, uma turnê, uma aposentadoria, a chegada da morte – pra Patti Smith ganhar uma compilação definitiva em CD senão o fato de tratar-se de uma grande artista, dessas fundamentais pra uma boa formação musical. Basta dizer que, sem ela, Cat Power e PJ Harvey não existiriam como as conhecemos hoje. Poeta, performer, escritora, cantora e compositora, seu trabalho desde o fim dos anos 60 encontra ecos no surgimento do punk e transita com altivez pelas décadas seguintes, onde, aqui e ali, ela encontrou o êxito comercial. É o caso de Because the Night, seu maior hit, regravado por Bruce Springsteen e uma das 18 faixas de Outside Society, fácil de encontrar em qualquer loja. Abrangendo do essencial Horses (1975) até Twelve (2007), a coleção espeta nervos e órgãos vitais com Gloria, Pissing in the River, Rock’n’roll Nigger (de cuja letra saiu o nome da coletânea), Free Money, Dancing Barefoot e People Have the Power, entre outros gemas que oscilam entre a visceralidade rocker e a serenidade amarga. Isso sem contar a linda versão acústica de Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, presente no último trabalho de estúdio (como já visto AQUI).



Festival de dança

26 de outubro de 2011 1

Parece que não será desta vez que Dan Auerbach e Patrick Carney irão decepcionar os fãs. Lonely Boy, o primeiro single de El Camino, álbum que The Black Keys lança oficialmente em 6 de dezembro, ganhou um clipe simplezinho mas que traduz à perfeição o que é a faixa: três minutos de absoluta empolgação. Perguntem pro tiozinho aí do vídeo.

Pearl Jam, cada vez mais perto

26 de outubro de 2011 0

Meus amigos, daqui a exatas duas semanas, uma das maiores bandas do planeta nos últimos 20 anos dará o ar da graça novamente perto de nós. Este colunista/blogueiro (contando os dias pra entrar em férias) estará in loco pra ver o Pearl Jam no estádio do Paraná Clube, em Curitiba, onde, talvez, a banda tocará Not for You. Cito a faixa – presente no terceiro disco da banda, Vitalogy - porque ela foi a escolhida pelo cineasta Cameron Crowe pra virar um clipe composto por imagens de arquivo que também aparecem no documentário Pearl Jam Twenty, que, por sinal, foi lançado nesta terça-feira (25) em DVD e  blu-ray nos Estados Unidos. O vídeo é esse aí na janelinha.