Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de dezembro 2011

Começou! Os destaques do ano (parte 1)

29 de dezembro de 2011 22

De tanto falar em passado (no caso, os últimos 12 meses), sinto que estamos quase atrasados na publicação das listas “orelhísticas” dos destaques roqueiros de 2011. Não há mais o que esperar. Portanto, senhores, tem início o resumão da nossa retrospectiva do ano. Em outras palavras, chegou a hora de indicarmos o que mais nos agradou (musicalmente falando) nesta temporada, que começou razoavelmente devagar, esquentou no segundo mestre e termina pródiga em bons lançamentos. O colunista/blogueiro assume a diante e lança as suas escolhas primeiro, já adiantando que quebrou a cabeça pra montar as quatro listas que estão aí embaixo. Tanto é que hoje à noite eu posso me arrepender e montar outras bem diferentes.
Na segunda-feira (2), este mesmo canal trará as seleções do “grupo de notáveis” convidados neste ano pelo Orelhada - a saber, Marcos Espíndola (colunista de cultura do DC), Emerson Gasperin (jornalista, ex-editor chefe da Bizz), PHC (DJ e blogueiro), Tiago Monte (diretor de programação da rádio Atlântida Joinville) e Carlos Polvani (luthier, músico e co-apresentador do Programa É Rock!).
E quanto a vocês… Tratem de estampar suas listas de melhores de 2011 nos comentários, porque elas são tão importantes e preciosas quanto a de qualquer um por aqui. Mãos à obra!

Os dez discos de 2011
Arabia Mountain – Black Lips
Collapse into Now – REM
What do You Expect from the Vaccines – The Vaccines
El Camino – Black Keys
Lollypop – Meat Puppets
Enhaced Methods of Questioning – Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine
Mockingbird Time – The Jayhawks
Turbowolf – Turbowolf
Last Words: The Final Recordings – Screaming Trees

Menções honrosas
Raven in the Grave – Raveonettes
Hard Times and Nursery Rhymes – Social Distortion
The Black Belles – The Black Belles
Wasting Light – Foo Fighters
Colour Trip – Ringo Deathstarr
Gimme Some – Peter Bjorn & John
Velociraptor – Kasabian
Suck it and See – Arctic Monkeys
The Devil’s Rain – Misfits
Tigers – Stephen Malkmus and The Jicks

Dez discos nacionais
Humanish – Humanish
Kairos – Sepultura
Mono Maçã – Lê Almeida
Taste it – Forgotten Boys
Nó na Orelha – Criolo
City Love – The Baudalaires
Por um Monte de Cerveja – Celso Blues Boy
O Segundo Depois do Silêncio – Los Porongas
Música Crocante – Autoramas
Boa Parte de Mim Vai Embora – Vanguart

Dez discos catarinenses
Posso Ser o Autor? – Fevereiro da Silva
Greg Wilson e Lenzi Brothers – Greg Wilson e Lenzi Brothers
II – Cassim e Barbária
Lost at Last – Hutzpah
A Música Universal do Reino Fungi – Reino Fungi
This Side up – Yellow Box
Parece Mas não é – Apicultores Clandestinos
O.T. – Pornô de Bolso
Às Vezes, os Pássaros não Voam pro Mesmo Lado no Inverno – Bela Infanta
Golden Jivers – Golden Jivers

Matilha faminta

29 de dezembro de 2011 0

Todo ano é a mesma coisa. Aos 45 do segundo tempo, no baixar das cortinhas da temporada, uma avalanche de coisas bacanas desabam sobre a cabeça do sujeito, fazendo-o perceber que babou feio aqui e ali e que será obrigado a refazer a sua lista de prediletos. Entre as tantas belezinhas que chegaram aos ouvidos do colunista/blogueiro nos últimos dias, uma das mais notáveis é o Turbowolf, furiosa formação de Bristol (UK) que lançou o disco de estreia (homônimo) em 11 de novembro e arrebatou os críticos britânicos. A cabalística data 11/11/11 vem a calhar: o troço é mesmo insano. Imagine o Mooney Suzuki trombando com o Wolfmother na casa do Axl Rose de 1987. Se parece inimaginável, os vídeos aí embaixo são a prova viva de isso existe e faz muuuito barulho.



Novidade! Nazareth em SC

29 de dezembro de 2011 0

Não sei porque ainda vamos dar tanta atenção, mas se não for assim, os fãs dos velhinhos vão querer o fígado do colunista/blogueiro. Então, vamos lá: o Nazareth desembarca pela enésima vez no Brasil logo no começo de 2012 e, claro, Santa Catarina – onde apareceu duas vezes neste ano – tá no roteiro. Vem em boa hora, em pleno verão, pra conferirem como anda o terreninho na Barra do Sul. Segundo o site oficial da banda, a parada da vez será em Floripa, no dia 10 de fevereiro, depois de Foz do Iguaçu e Curitiba e antes de Torres (RS). Mas a turnê nacional do álbum Big Dogz não ficará restrita ao povo do Sul – Goiânia, Fortaleza e Ilha Comprida (SP) também ouvirão Love Hearts e Hair of the Dog direto da fonte.
Percebam: é informação da página do grupo. Em Floripa, por enquanto, ninguém sabe de nada.

Aposta 2012: Medialunas

28 de dezembro de 2011 0

Enquanto certos casais se separam (Kim Gordon e Thurston Moore, do Sonic Youth), outros tomam impulso pra tomar o mundo de assalto. Tudo bem, pode ser que Andrio Manquezi (ex-Superguidis) e Liege Milk (ex-Loomer e Hangovers) não sejam a próxima “maior banda do mundo da última semana”, mas boto fé que o casal gaúcho será lembrado com empolgação daqui a um ano, quando estivermos elencando os destaques do rock nacional de 2012. Rock sim, e em alto e bom som. Na estrada há poucos meses, o Medialunas é mais um a explorar a formação seca e direta do  guitarra + bateria, e é mais um a tirar muito do pouco. Garageira violenta, decibéis e sujeira no talo, e um pezinho no indie/power pop dos anos 90 que remetem a My Bloody Valentine e Redd Kross e geram melodias triunfantes como as de Chunby e Colourful. Ambas estão, junto com outras de grosso calibre, no soundclound da dupla, e devem aparecer num provável disco em 2012. Que não demore.

Paredão Pretinho: começou a votação!

28 de dezembro de 2011 0

Reportagem na capa de hoje do Anexo, sobre a reta final do concurso Palco Paredão Pretinho:

A oportunidade de bandas catarinenses mostrarem seu talento no grande palco do verão em Santa Catarina está mais perto. De um grupo de 60 bandas que revelaram um rico panorama da música em Santa Catarina e mais de 300 inscritos, 18 delas foram selecionadas por um júri seleto para buscar uma vaga no Planeta Atlântida 2012 no palco Paredão Pretinho. A iniciativa pretende alavancar bandas independentes do Estado a despontar no cenário musical.
Em duas semanas, foram seis etapas, cada uma abrangendo uma região do Estado. O projeto começou em Joinville e também percorreu Blumenau, Florianópolis, Chapecó, Lages e Criciúma. Nesta última etapa da seleção, três bandas de cada região foram escolhidas para votação do público no site do evento, e os fãs têm até 7 de janeiro para votar nas seis bandas que querem ver nesse Planeta. A banda mais escolhida de cada região garante sua vaga no palco do Paredão Pretinho, dentro do Planeta Atlântida 2012, marcado para os dias 13 e 14 de janeiro, no Sapiens Park.
Da região de Joinville, três bandas se destacaram nas apresentações: Fevereiro da Silva, Austine e Dona Chica. “No caso de Joinville, é interessante a escolha porque cada banda apresentou, de certa forma, um segmento”, avalia Gabriel Portela, o curador do evento. “Dona Chica é mais MPB, Austine é uma virada pop rock, e o Fevereiro da Silva segue uma linha mais alternativa”, explica. Nessa etapa em que as três bandas foram selecionadas, cada grupo tinha a missão de executar uma música própria e uma releitura. E foi aí que as escolhas fizeram toda a diferença. “As três tiveram boas apresentações, inclusive surpreenderam bastante, executaram bem as músicas e fizeram escolhas bacanas de repertório”, elogia Portela.  

Finalistas
Confira as bandas que irão para votação no site do Paredão do Pretinho

Joinville
Fevereiro da Silva
Austine
Dona Chica

Blumenau
Costeletas
Helvéticos
Malungo

Florianópolis
Encore
Sociedade Soul
Habitantes de Zion

Lages
Brasil Hi – fi
Radyola
Nucleum

Chapecó
Marujo Cogumelo
V’IES
Dazantigas

Criciúma
Prólogo
Single Trio
Ornamental

Como funciona
Para votar, clique AQUI
Confira o vídeo das bandas concorrentes e escolha a que você quer ver no Palco do Paredão Pretinho.
Você pode votar a partir de hoje até 7 de janeiro em uma banda de cada região, o que quer dizer que você pode escolher seis bandas.

Olha a onda, olha a...

28 de dezembro de 2011 0

A banda 9 de Espadas aproveitou o clima ensolarado de Imbituba, no Sul catarinense, pra gravar as cenas de seu novo videoclipe. O que vem Depois, balada que dá título ao segundo disco dos rapazes de Joinville, lançado em 2011, recém caiu na rede e, obviamente, aqui também.

Mentes que brilham

28 de dezembro de 2011 0

Desconfio que se os Beatles não tivessem criado I Am the Walrus, a música teria surgido anos depois pelas mãos de Wayne Coyne, o líder do Flaming Lips. Mesmo não sendo os autores, ele e sua banda desconstruiram o clássico psicodélico, incorporando bizarrice e anarquia numa canção que por si só já é um ícone da estranheza sonora dos anos 60.

Dando o recado

27 de dezembro de 2011 0

O Sexperiência, banda de Caçador, mandou avisar que em fevereiro o bordel do Oeste abrirá suas portas e a vida fácil será liberada pra consulta. Tô achando que a trupe finalmente reunirá suas saliências sonoras num único trabalho e esquentará o começo de 2012 em SC.

Produção rock de SC cresceu em 2011

27 de dezembro de 2011 5

Ontem, segunda-feira (26), o grande camarada Marcos Espíndola (Contracapa do DC) fez a tradicional convocação de fim de ano ao seu Conselho Jedi, e novamente teremos a missão de indicar os melhores discos catarinenses da temporada. Só que, desta vez, o moço teve o bom senso de aumentar de cinco pra dez o número de “elegíveis”, em acordo com o sensível aumento na produção barriga-verde em 2011. Orelhada já tinha percebido o fenônemo nos últimos meses, quando mais e mais títulos iam sendo acoplados a sua relação (colunista tem que fazer essas coisas pra não se perder no fim do ano). Ao final, chegou a notáveis 46 trabalhos (dez a mais do quem no ano passado), entre EPs e discos “cheios”, físicos e/ou virtuais. Um número de impacto, mas também com bom conteúdo.
Enquanto a uplist do Marquinhos não é publicada, veja quem, da seara pop e rock, lançou disco no Estado em 2011 e, quem sabe, você se anima pra elaborar a sua. De resto, me perdoem se esqueci alguém. Os coments estão aí pra corrigir esse tipo de babada.

Mapuche – Mapuche
Califaliza – Califaliza
Prólogo – Com um Só Motivo
Angeli – Angeli
Greasy Bird & Dum Dum Boy – Greasy Bird & Dum Dum Boy
Sultana – Estrada
Hutzpah – Lost at Last
Reino Fungi – A Música Universal do Reino Fungi
Dramaphones – Isopropanol
Ponto Nulo no Céu – Brilho Cego
Pornô de Bolso – O.T.
Etílicos e Sedentos – Homo Chamaeleon Sapiens
9 de Espadas – O que Vem Depois
Yellow Box – This Side up
Torneiras – Outubro Passado
Hauser – Stu
Serotonina – Silence
Five Lines – É Só o Começo
Bela infanta – Às Vezes, os Pássaros não Voam pro Mesmo Lado no Inverno
Liss – Quarto
Just Face – Universe
Café Brasilis – Hoje Eu Não Vou Dar, Vou Distribuir
Apicultores Clandestinos – Parece Mas Não é
Claviceps Purpurea – Merlot Cabriolet
Calvin – O Albatroz
Cassim e Barbária – Cassim e Barbária 2
Mercúrio Cromo – Ódio, Revolta e Mau Humor
Não Contém Glúten – GNU
Miopia – Ao Vivo no Sofá
Baratas Albinas – Mamãe, Quero Ser um Rockstar
Helvéticos – Bravo!
Starfire Connective Sound – Starfire Connective Sound EP
Búfalo – Too Young to Think of Dying EP
Homem Lixo – Homem Lixo
O Clube da Monareta – Freak Show
Fevereiro da Silva – Posso Ser o Autor?
Canela Brasil – Mutação
El Kabong – Chilli Rock
Aurora Snow – Jealousy’s Manual
Carbonarantes – Carbonarantes
Skrotes – Skrotes
Golden Jivers – Golden Jivers
Parachamas – O Último EP
Greg Wilson e Lenzi Brothers – Greg Wilson e Lenzi Brothers
Bliana – A Prova
Verano – Un Amor Lejos

Da alma: Sharon Jones & The Dap-Kings

27 de dezembro de 2011 2

A história de Sharon Jones bem que daria um filme. Até os 40 e poucos anos de idade, ela trabalhou como carcereira e segurança. Na década passada, essa americana cinquentona de voz poderosa viu seus horizontes se ampliarem. Primeiro, ao lançar o disco de estreia com The Dap-Kings (em 2002), e depois, quando Amy Winehouse e o produtor Mark Ronson procuraram o selo Daptone atrás do segredo do soul forte e lustroso escondido em seus títulos . O resultado foi que os Dap-Kings forneceram o suporto instrumental do multiplatinado Back to Black, de Amy, arremessando Sharon e sua banda de apoio pras vistas do público. Isso, e mais a passagem do grupo pelo Brasil, em março, foram decisivos pra que I Learned the Hard Way (Oi Música/Universal) chegasse às lojas nacionais neste fim de ano. Pelo quarto disco da parceria, lançado originalmente em 2010 (existe um quinto, Soul Time, de 2011), é fácil entender o que atraiu Ronson e Amy. O clima retrô é um dado importante, mas de pouco adiantaria se o DNA do melhor soul/funk feito nos anos 60 não estivesse impresso no álbum. A visceralidade das interpretações de Sharon explode ao entrar em contato com a dinamite dos Dap-Kings, especialmente nas agitadas Money, Better Things e She Ain’t a Child no More. Mas o que dizer da dor romântica de The Game gets Old e If You Call, das divertidas Without a Heart e Mama Don’t Like my Man, ou de quando Sharon soa como uma pregadora dos corações partidos em Window Shopping? Que os fãs de Amy Winehouse gostarão de I Learned the Hard Way? Pois desconfio que periga eles trocarem de ídolo.